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Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Vascular.pro - sex, 01/15/2021 - 17:11

A dieta do Mediterrâneo, também conhecida como dieta mediterrânea, é mais do que um cardápio a seguir por alguns dias. É um estilo de vida e um jeito de se alimentar tendo como base os alimentos facilmente encontrados na natureza como frutas, legumes, cereais, sementes, peixes e outros.

Esse cardápio é típico dos moradores da região do mar Mediterrâneo, incluindo o sul de países como França, Itália, Espanha e Grécia. Por causa da alimentação natural, essas pessoas têm uma expectativa de vida maior, uma rotina mais saudável e com baixa incidência de doenças.

Comida de verdade: a base da dieta do Mediterrâneo

Quando falamos em comida de verdade, estamos falando de alimentos naturais, livres de processos industriais. Ou seja, são aqueles encontrados na natureza, que não têm embalagem. Por exemplo: frutas, legumes, verduras, peixes, ovos, sementes, mel, grãos integrais e carnes magras.

Esses devem ser a base de um cardápio inspirado em uma dieta mediterrânea. Contudo, é possível acrescentar outros alimentos que, apesar de naturais, ainda passam por algum processo industrial como o leite e seus derivados e o azeite, por exemplo.

O que deve ser prontamente evitado, ou ao menos reduzido para quem está começando, são os alimentos industrializados. São itens que passam por diversos processos de fabricação, com acréscimo de substâncias pouco saudáveis como corantes e conservantes, e acabam perdendo também ingredientes positivos dos alimentos como as fibras e demais nutrientes.

Com o passar do tempo, e com a ingestão contínua de uma alimentação baseada em produtos industrializados, o corpo acaba sofrendo as consequências, ficando doente frequentemente, com menos disposição física e mental.

Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Se você pensa que fazer a dieta do Mediterrâneo é algo chato ou trabalhoso, está enganado. No começo, é possível que você sinta um pouco de dificuldade, porém com o passar do tempo e percepção dos benefícios, você verá o quanto vale a pena. Veja como funciona.

Prefira comer alimentos naturais

Como dissemos, os alimentos frescos e naturais devem ser a principal alimentação de quem segue a dieta mediterrânea. Então, sempre que tiver a opção de ingerir um alimento natural, dê preferência a ele. Coma mais ovos, carne de ave, peixe, frutas, legumes, verduras, cereais integrais, azeite e sementes.

Evite o consumo de industrializados

Reduza ao máximo o consumo de industrializados, embutidos e processados. No começo, pode ser um pouco difícil devido às inúmeras ofertas que temos disponíveis e também ao paladar já acostumado a esses alimentos, mas, com a prática e um olhar mais atento você saberá fazer escolhas melhores.

Exemplos: comidas prontas, congelados, linguiças, salame, salsichas, bebidas energéticas, refrigerantes, temperos prontos etc.

Inclua gorduras boas no seu cardápio

Por algum tempo, as gorduras boas eram consideradas ruins para o organismo. Com o avanço dos estudos na área, o que foi percebido é que essas gorduras boas fazem bem ao nosso corpo, especialmente para o nosso cérebro.

Inclua na sua dieta: abacate, azeitona e azeite de oliva.

Reduza o consumo de carne vermelha

A carne vermelha não deve ser eliminada, mas precisa ser consumida com moderação. Uma vez por semana é o suficiente e dando preferência aos cortes magros. Nos outros dias, coma mais ovos, carne branca e peixes.

Água e vinho para acompanhar as refeições

A água é o líquido principal da dieta mediterrânea e pode ser ingerida à vontade. O vinho, apesar do teor alcoólico, também pode ser consumido, desde que em pequena quantidade. O vinho contém polifenóis, ricos em antioxidantes que combatem inflamações e doenças como o câncer.

Prefira adoçantes naturais

Açúcar refinado, demerara e similares, além de adoçantes industrializados também devem ser evitados. No lugar deles, use mel para adoçar os alimentos ou acostume-se aos poucos com o sabor natural dos alimentos.

Consuma leites e derivados

Leite, queijo, requeijão e manteiga também são permitidos, porém com preferência para as versões mais magras como o leite desnatado, o queijo minas ou a ricota e o requeijão light. Quanto à manteiga, prefira aquela que tem menos ingredientes e evite a margarina.

Prefira frutas e legumes da estação

Frutas, legumes e verduras da estação são mais saborosas, têm um preço mais acessível e sofrem menos intervenções dos produtores. Portanto, monte o seu cardápio diário de acordo com o período de produção de cada alimento.

Benefícios da dieta do Mediterâneo

Por ser uma dieta baseada em alimentos naturais, com baixa gordura saturada e grande variedade de alimentos, a dieta do Mediterrâneo oferece muitos benefícios ao indivíduo, especialmente na qualidade de vida dele. Conheça a seguir os principais benefícios.

Organismo mais resistente

Os nutrientes existentes nos alimentos naturais fortalecem o organismo, mantendo-o mais saudável e menos propenso a sofrer com a incidência de diversas doenças. O corpo fica fortalecido e mais bem disposto.

Emagrecimento saudável e sustentável

Produtos industrializados, enlatados, açúcar e carboidratos refinados são as principais causas do aumento de peso. A dieta mediterrânea, por ter como base os alimentos naturais, leva ao emagrecimento saudável e a longo prazo, bem diferente do que acontece com as dietas restritivas que geralmente fazem com que a pessoa engorde tudo novamente depois.

Além disso, esses alimentos contém muitas fibras que dão saciedade, aumentam o metabolismo e a queima natural de gordura corporal.

Baixa incidência de doenças crônicas

Alzheimer, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, doenças vasculares, câncer, colesterol, doença de Parkinson e até a depressão podem ser prevenidas com a dieta do Mediterrâneo. Tudo isso é resultado não só do poder nutritivo dos alimentos, mas também por causa do bom funcionamento de todos os órgãos influenciados pela alimentação saudável.

Mais poder nutritivo

Alimentos naturais são ricos em nutrientes, não possuem conservantes e nenhum tipo de aditivo, garantindo mais sabor e saúde. Uma dica é investir em frutas, legumes e verduras respeitando o período de sazonalidade de cada alimento. Assim, você garante alimentos mais saborosos e com amadurecimento natural.

Alimentação mais limpa e mais variada

A dieta do Mediterrâneo oferece aos seus adeptos refeições mais simples, variadas e naturais, bem diferente de um cardápio comum atualmente, recheado de produtos industrializados. Temos à disposição uma infinidade de frutas, legumes e verduras, além de grãos e sementes diversos, o que facilita muito a elaboração de um cardápio diverso e gostoso.

Como pudemos ver, fazer a dieta do Mediterrâneo não é um desafio difícil de cumprir. Basta focar ao máximo em alimentos naturais, fazer as combinações necessárias e manipular os alimentos de forma que eles fiquem apetitosos. É possível preparar inúmeras receitas com a variedade de ingredientes que temos disponíveis, aliando sabor e nutrição. Assim, além de comer para se satisfazer, você também come para nutrir e fortalecer o seu organismo.

 

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É preciso emagrecer para operar as varizes?

Vascular.pro - ter, 01/12/2021 - 18:46

Você já ouviu falar que para operar as varizes é obrigatório emagrecer? Algumas pessoas encaram a obesidade como um impeditivo para a realização da cirurgia das varizes e acabam deixando de realizar esse procedimento tão importante para a saúde e para a estética do corpo. De fato, perder peso é uma estratégia recomendada por especialistas antes de qualquer cirurgia, mas não chega a ser um obstáculo intransponível. E é sobre isso que falaremos ao longo desse artigo.

Qual é o peso ideal para operar as varizes?

O peso ideal de um indivíduo é definido, atualmente, pelo número do seu IMC (Índice de Massa Corporal). O IMC é um número obtido a partir do peso e da altura de uma pessoa e sugere um valor que deve ser alcançado para que ela esteja dentro do peso indicado para o seu tipo físico.

Obviamente, o IMC não é taxativo, mas é muito útil como uma orientação para aquelas pessoas que não sabem se estão dentro do peso correto, se precisam emagrecer ou, quem sabe, ganhar alguns quilinhos. Contudo, é preciso levar em consideração também o estilo de vida do indivíduo, os seus hábitos, a sua rotina e a existência ou não de doenças que influenciam no aumento do peso corporal.

Ainda assim, vale a pena descobrir qual é o seu IMC e ter um norte em relação ao seu peso atual. A partir daí, traçar estratégias para chegar naquele peso que seria o melhor para cada pessoa. É uma maneira de qualificar alguém como saudável não só para o dia a dia, mas também para a realização de procedimentos médicos como a cirurgia das varizes.

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Bom, em primeiro lugar, emagrecer é recomendado para qualquer pessoa e em qualquer momento da vida porque perder peso sempre é algo vantajoso, na grande maioria das vezes.

Em uma cirurgia de varizes, deve-se evitar operar quando o paciente está muito acima do peso por causa das complicações que são muito mais abrangentes, principalmente quando a cirurgia for tradicional, do tipo aberta, que é mais invasiva e tem um pós-operatório que exige mais cuidados.

Uma cirurgia de varizes realizada em um paciente obeso ocorre em uma área bem maior no corpo. Além disso, há um risco maior de trombose e outras complicações como infecções. Por fim, o paciente obeso já tem a mobilidade reduzida o que fica ainda mais comprometido após o procedimento.

Além disso, é preciso observar também qual é a causa real dos incômodos do paciente. Muitas vezes, ele reclama de dores e cansaço nas pernas, mas a origem do desconforto não são as varizes, mas o peso em excesso.

Nesse caso, mesmo que ele faça a cirurgia, as dores permanecerão, o que não inviabiliza por completo a cirurgia, mas não elimina o desconforto provocado pelo excesso de peso. Assim, emagrecer continua sendo necessário.

E esses são os principais motivos pelos quais o paciente que deseja operar as varizes é orientado a emagrecer. Mas, como dissemos, o emagrecimento não deve ser visto como um impeditivo, até porque, para muitas pessoas, emagrecer é uma tarefa quase impossível por diversos motivos.

Quando o indivíduo precisa fazer a cirurgia de varizes, mas está muito acima do peso é preciso conhecer e escolher outros procedimentos igualmente eficazes. Veja a seguir.

E quando a paciente não consegue chegar ao peso ideal?

Emagrecer não é algo assim tão fácil. Nem todas as pessoas têm facilidade em seguir dieta e realizar atividades físicas por diversos motivos. Além disso, existem algumas doenças que dificultam a perda de peso de forma rápida, o que é ainda mais desmotivador para quem necessita emagrecer.

Mas, de forma alguma isso quer dizer que as cirurgias de varizes devem ser proibidas a essas pessoas. Pelo contrário, cabe ao paciente conversar com o seu cirurgião vascular e buscar uma alternativa eficaz e que se encaixe na sua realidade atual.

Pessoas que estão com varizes em estágio avançado, com úlceras, por exemplo, não podem ser impedidas de realizar a cirurgia por causa do peso excessivo. A alternativa é optar por procedimentos menos invasivos como a cirurgia a laser, tão eficaz quanto a tradicional, bem menos invasiva, com menos risco de infecção e com pós-operatório muito mais tranquilo.

Contudo, é preciso salientar que sempre há limites de peso que devem ser respeitados. E o médico pode sim sugerir que o paciente reduza um pouco o seu peso para que a cirurgia possa ocorrer com o mínimo possível de complicações durante e após o procedimento operatório.

Dicas para emagrecer

Perder peso não deve ser encarado como algo ruim, mas como uma necessidade para garantir dias mais saudáveis e uma vida mais tranquila, com menos incidências de doenças diversas. Veja a seguir algumas dicas práticas para emagrecer com saúde, que é o mais importante.

  • Substitua alimentos industrializados por alimentos naturais. Coma mais comida de verdade e menos enlatados, embutidos e similares.

  • Faça ao menos seis refeições ao dia, comendo porções pequenas para se manter sempre alimentado e evitar beliscar fora de hora.

  • Beba bastante água durante o dia. Além de melhorar o funcionamento do corpo, a água ajuda a driblar a fome.

  • Coma proteína em todas as refeições. A proteína deixa o estômago satisfeito por mais tempo. Consuma mais carne, ovos, leite e derivados.

  • Durma bem. Descanse seu corpo e sua mente. Assim, você reduz o estresse e se sente menos tentado a comer o tempo inteiro.

  • Reduza o estresse. Altos índices de estresse aumentam a produção do cortisol, hormônio que, em excesso, aumenta o apetite durante o dia.

  • Saia do sedentarismo. A atividade física é fundamental para potencializar o emagrecimento e deve ser praticada diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana.

Como pudemos perceber, emagrecer é uma orientação recomendada a todas as pessoas por causa das muitas consequências benéficas como bem-estar, redução da incidência de várias doenças, aumento de disposição física dentre outras. Contudo, estar acima do peso jamais deve ser considerado um obstáculo intransponível para a cirurgia de varizes. É verdade que no caso da tradicional cirurgia aberta, há riscos de complicações. No entanto, existem outros meios de remover as varizes, mesmo com excesso de peso como a cirurgia a laser que é menos invasiva e oferece baixos riscos. O ideal é que o paciente converse com o seu médico e, junto com ele, decida o que é melhor, mais vantajoso e mais seguro.

 


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Lista de sinais e sintomas de lipedema

Vascular.pro - qua, 12/23/2020 - 12:47

Um lipedema é um aumento simétrico de gordura, normalmente ocorre nas pernas, nádegas e braços, e geralmente afeta apenas as mulheres. A distribuição de gordura no corpo é alterada por causa dessa doença e não, como se supõe, uma consequência do excesso de peso. Além da retenção de líquidos, ocorre uma dor causada pela pressão, que em muitos casos está associada ao aumento de roxos/contusões e dor na área afetada. A perna fica uniformemente grossa e pesada, geralmente do quadril ao tornozelo. O lipoedema também pode se manifestar nos braços superiores, enquanto a parte superior do corpo, mãos e pés do paciente geralmente permanecem esbeltos.

 

Se você acha que pode ter lipoedema, por favor, complete esta lista de sintomas.

☐ O peso é ganho desproporcionalmente nos quadris, coxas e abaixo do joelho (geralmente bilateralmente – afeta ambos os lados – e simétrico – ocorre uniformemente)

☐ A metade inferior é maior e a cintura menor

☐ A sensação de “nódulos” gordurosos debaixo da pele

☐ Contusões ocorrem facilmente e muitas vezes é inexplicável

☐ Pernas são muito sensíveis ao toque

☐ Dor profunda e latejante / pernas doloridas

☐ Dor nas articulações do joelho

☐ Se sentem as pernas pesadas e elas incham ao longo do dia (especialmente depois de longos períodos em pé ou sentada), mas aliviam durante a noite

☐ A gordura nas pernas é macia e parece ondulada, como pele de “casca de laranja”, pode sentir frio ao toque nas pernas

☐ A gordura de lipoedema não responde à dieta

☐ Mãos e pés não são afetados

☐ Pele das áreas afetadas pode ser pálida e fria

☐ Os membros superiores também podem ser desproporcionalmente mais gordos

☐ Aumento do inchaço durante o calor

 

Se você responder afirmativamente em mais de 7 pontos, você pode ter lipedema. Entre em contato conosco para mais informações!

 

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Como eliminar varizes nas nádegas? Varizes em lugares incomuns.

Vascular.pro - ter, 12/22/2020 - 16:34

As varizes são veias defeituosas que se tornam mais aparentes, dilatadas e tortuosas quando não conseguem resistir à pressão da circulação do sangue dentro delas, por causa das paredes frágeis. Apesar de ser um problema que atinge basicamente os membros inferiores, as varizes também podem surgir em locais inusitados como o rosto, o abdome, o tórax, a vagina, a virilha e as nádegas.

A causa, a identificação e o tratamento desse tipo de varizes são diferentes de acordo com a natureza delas e sua localização. Hoje, vamos falar mais sobre essas varizes que surgem em lugares incomuns e apresentar maneiras de eliminá-las do corpo. Vamos lá?

Varizes no rosto? Sim, pode acontecer

O rosto é uma região que também pode sofrer com as varizes. Nesse caso, elas são chamadas de teleangiectasias, que são os famosos vasinhos. Outro nome comum para esse tipo de variz é a aranha vascular por causa do seu formato característico, com algumas ramificações.

As teleangiectasias podem surgir devido à pressão do sangue nas veias doentes, mas também podem ser originadas por questões genéticas e hormonais. Tanto é que a gravidez é um fator de risco para o problema.

Nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio natural dos hormônios, o que faz com que a pressão do sangue aumente e provoque as veias dilatadas em diversas partes do corpo, inclusive no rosto.

As varizes no rosto, geralmente, são assintomáticas, mas algumas mulheres relatam dor na região, além de peso e inchaço. No entanto, o incômodo maior é o fator estético, uma vez que as varizes surgem em uma região exposta como o rosto, causando grande desconforto, sobretudo, às mulheres.

Para tratar as varizes no rosto, o mais indicado é o tratamento a laser já que essa é uma região com baixa pressão venosa e as chances de êxito são maiores.

Varizes no tórax e abdome? O que são?

Diferente dos vasinhos que surgem no rosto, as varizes que surgem no tórax e no abdome podem ser resultado de algum problema nos órgãos internos como lesões no útero ou no fígado.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito da maneira correta, com identificação da origem do problema. A partir desse diagnóstico é que é possível indicar o tratamento ideal.

Varizes nas nádegas, virilhas e vagina: o que são?

Além das nádegas, as varizes também podem aparecer na vagina e na virilha. Apesar de ser um problema recorrente, ele é pouco diagnosticado, muitas vezes, por falta de conhecimento do assunto, e por ficar numa área mais escondida.

As varizes nas nádegas costumam ser a consequência de uma doença bem mais grave, chamada de síndrome da congestão pélvica ou varizes pélvicas. Nesse caso, além de surgirem nas nádegas e regiões próximas, as varizes também podem aparecer ao redor do útero, trompas e ovários, e até mesmo nos membros inferiores.

No geral, quem faz esse diagnóstico é o ginecologista através de exames de imagem ou até mesmo durante o parto cesariana, em que é possível observar as varizes ao redor do útero e alertar a paciente.

A congestão pélvica acontece quando o sangue da região fica represado por causa do mau funcionamento das veias do útero, aumentando a pressão e provocando dores. Durante a gravidez, os sintomas das varizes pélvicas costumam aumentar bastante.

Um detalhe interessante e que vale a pena ser observado é que quem tem varizes na região das pernas tem mais tendência a apresentar varizes na região do útero.

Os principais sintomas das varizes pélvicas são:

Complicações das varizes pélvicas

Além de causar diversos e dolorosos incômodos, as varizes pélvicas também podem trazer complicações para as mulheres, principalmente quando as veias estão localizadas na região dos lábios vaginais. O aumento da pressão na região afetada pode ocasionar o que chamamos de varicorragia, isto é, quando a veia doente estoura provocando sangramento intenso.

É muito comum acontecer essa ruptura durante o parto normal, devido à enorme pressão que acontece na região da vagina. É por isso que, em casos mais graves de varizes pélvicas, o obstetra opta pelo parto do tipo cesariana, reduzindo o risco da varicorragia.

Como eliminar as varizes pélvicas?

As varizes dos membros inferiores geralmente são tratadas com a escleroterapia com aplicação de glicose ou espuma. No entanto, o tratamento das varizes pélvicas é totalmente diferente.

A recomendação é que seja feita a embolização da veia varicosa. O procedimento é muito simples, eficaz e pouco invasivo. É aplicada a anestesia local na paciente e introduzido um cateter com uma substância que obstrui a veia doente dentro do útero, fazendo com que ela murche e seja absorvida pelo organismo.

Consequentemente, as veias aparentes localizadas nas nádegas, vagina e virilha também somem e murcham, levando junto os sintomas nada agradáveis das varizes pélvicas.

Como já dissemos, o diagnóstico das varizes pélvicas é um acontecimento recente, mas não porque a doença não existia. Esse problema era comumente confundido com doenças ginecológicas com sintomas semelhantes como a endometriose, por exemplo.

Porém, o avanço da medicina, o olhar mais atento dos profissionais, a modernização e o fácil acesso aos exames de imagem possibilitaram que as varizes pélvicas fossem descobertas mais rapidamente, facilitando o tratamento e os bons resultados.

É preciso fazer cirurgia em todos os casos?

Não. A cirurgia para eliminar as varizes provocadas pela congestão pélvica só é recomendada se o médico ginecologista, junto com o cirurgião vascular, identificarem essa necessidade, de acordo com os sintomas relatados pela paciente.

Outro procedimento que alguns médicos recomendam para combater as varizes é a histerectomia, ou seja, a remoção total do útero. No entanto, essa é uma técnica muito agressiva e desnecessária, uma vez que podemos optar pela embolia, um tratamento eficaz, com resultados rápidos, pouco invasivo e bem menos agressivo para as mulheres.   

Como vimos, as varizes pélvicas não são um problema apenas estético, mas que indicam que algo mais grave está acontecendo dentro do útero da mulher. As varizes pélvicas são, muitas vezes, confundidas com outras doenças ginecológicas, por causa dos sintomas semelhantes. Para um diagnóstico correto, o médico ginecologista e o cirurgião vascular devem trabalhar em conjunto, visando sempre o melhor para cada paciente e seu caso particular.

 

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9 dicas para cuidar das pernas no verão e evitar varizes

Vascular.pro - seg, 12/21/2020 - 18:45

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que geralmente surgem nos membros inferiores. Elas provocam diversos incômodos para as mulheres como dores, cansaço e inchaço, além de problemas estéticos. Além disso, as varizes podem evoluir e provocar outras doenças como a trombose, resultado da má circulação sanguínea.

O surgimento das varizes ocorre, em grande parte, por questões hereditárias, mas existem alguns fatores considerados de risco e que podem acelerar o problema.

Assim, mulheres, obesos, sedentários, pessoas que ficam muito tempo na mesma posição, seja sentado ou em pé, fumantes, pessoas com doenças cardiovasculares e circulatórios têm mais chances de apresentar o problema.

No verão, as varizes costumam incomodar mais, principalmente porque é a estação mais quente do ano. É quando as mulheres, que fazem parte do grupo mais afetado, usam roupas mais curtas e leves, vão mais à praia ou à piscina e se sentem desmotivadas ao fazer isso por causa do aspecto estético das pernas, prejudicado pelas veias doentes.

Por isso, vamos listar, a seguir, as melhores dicas para cuidar das pernas no verão e evitar o surgimento das varizes ou a piora do problema. Vamos saber mais sobre isso?

 

A importância dos exercícios físicos para evitar as varizes

Doenças como as varizes costumam causar inchaço e acúmulo de líquido na área atingida, no caso, os membros inferiores. Por isso, muitas mulheres reclamam de cansaço e peso nas pernas. Essa é uma característica comum das doenças venosas.

No corpo humano, a parte responsável pelo retorno do líquido dos membros inferiores até o coração e o pulmão é a panturrilha, também chamada de coração periférico. O exercício físico, por sua vez, fortalece a musculatura da perna e da panturrilha, auxiliando-a a empurrar o líquido das pernas até o local esperado, que são o coração e pulmão.

Além de ser determinante para conferir elasticidade e tônus ao músculo da panturrilha, o exercício físico também auxilia na perda de peso, outro fator de risco que acelera o surgimento das varizes e pioram os sintomas.

9 dicas para cuidar das pernas no verão e evitar varizes

Exercícios físicos são fundamentais para evitar varizes, mas qual exercício é o mais indicado? E o que mais pode ser feito para combater esse problema também durante o verão? Veja as respostas a seguir.

1.       Use meias elásticas

As meias elásticas, ou de compressão, são importantes para estimulara a circulação local. No entanto, muitas mulheres evitam usá-la durante o verão por causa do calor extremo. Se for esse o seu caso, deixe-as de lado um pouco e invista nos exercícios físicos e demais cuidados listados a seguir.

2.       Faça exercícios físicos aquáticos

Os exercícios físicos na água são excelentes para o combate às varizes porque exercem a pressão hidrostática, fazendo com que o líquido acumulado nas pernas retorne para coração e para o pulmão. Dessa forma, o inchaço diminui, bem como suas consequências como dor e cansaço nas pernas. Alguns exercícios valiosos são:

  • Natação;
  • Hidroginástica;
  • Bicicleta na água;
  • Corrida na água.
3.       Prefira exercícios de baixo impacto

Caso não seja possível praticar os exercícios na água, não tem problema. Mais importante é praticar alguma atividade física. Nesse caso, prefira exercícios de baixo impacto.

Além de serem mais confortáveis, especialmente para idosos, obesos e sedentários, os exercícios de baixo impacto reduzem o risco de lesões nas pernas e pés.

Portanto, se possível, prefira a esteira para correr ou caminhar. Entre uma caminhada e uma corrida, prefira a caminhada que é menos exigente, a não ser que você tenha um bom preparo físico. Exercícios interessantes para quem tem varizes ou quer evitá-las são:

  • Ciclismo ou bicicleta na academia;
  • Pilates;
  • Ioga;
  • Corrida, se estiver em boas condições físicas;
  • Caminhada;
  • Musculação leve, sempre com orientação de um educador físico.
4.       Exercite-se com frequência

Os exercícios físicos são essenciais para estimular a circulação sanguínea, reduzir o inchaço e fortalecer a panturrilha, que, como vimos, é de extrema importância na circulação dos membros inferiores.

Mas, para que os efeitos sejam bem aproveitados, é preciso realizá-los com a frequência mínima de três vezes por semana e por, pelo menos, 30 minutos por dia.

Como estamos falando do verão, uma estação naturalmente quente, escolha horários mais agradáveis para mexer o corpo como o começo da manhã e o final da tarde.


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5.       Eleve as pernas antes de dormir

Outro cuidado muito válido é usar um travesseiro embaixo das pernas na hora de dormir. Essa posição favorece muito a circulação sanguínea das pernas, prevenindo o inchaço e melhorando o sono. Essa estratégia pode ser executada ao longo de todo o ano e é uma ótima alternativa para quem fica muito tempo em pé no trabalho, por exemplo.

6.       Evite ficar o dia inteiro na mesma posição

Mesmo que você consiga incluir na sua rotina os exercícios físicos, evite permanecer muito tempo sentado ou em pé ao longo do dia. Profissionais cujo trabalho tenha essa exigência como garçons e secretárias, por exemplo, devem redobrar a atenção.

O ideal é mudar a posição de vez em quando, por alguns minutos, descansando e fazendo alongamentos para estimular a circulação sanguínea em todo o corpo e, principalmente, nas pernas.

7.       Reduza o peso

Outro fator de risco para o surgimento das varizes é o excesso de peso. Ao aproveitar o verão para se exercitar ao ar livre, você também estará contribuindo para o emagrecimento natural.

Para acelerar o processo, invista em uma alimentação saudável, reduzindo frituras, carboidratos refinados, álcool e industrializados. Em vez disso, consuma legumes, frutas, verduras e produtos integrais.

Caso seja necessário, não deixe de seguir o tratamento com medicamentos indicados pelo seu médico para auxiliar nos resultados.

8.       Beba água

Beber água é fundamental todos os dias, mas no verão ter esse cuidado é mais importante ainda por causa do calor natural da época. A água ajuda na retenção líquida, oxigena o cérebro e o organismo e ajuda o corpo a perder peso.

9.       Faça acompanhamento com seu médico vascular

Os exercícios realizados para melhorar o sistema linfático e venoso das pernas devem ter o acompanhamento do médico vascular.

Caso a paciente já esteja com problemas de circulação, o seu sistema arterial está doente, comprometido e o oxigênio não está chegando como deveria a todas as partes do corpo. Nesse caso, a musculatura se cansa muito mais rápido.

Por isso, é importante que o médico saiba como o seu paciente está se exercitando, se cuidando e, dessa forma, possa orientá-lo da melhor forma possível a tirar todo o proveito dos exercícios físicos para prevenção e combate às varizes.

Essas foram algumas dicas importantes para que as mulheres possam evitar as varizes no verão, além de amenizar os sintomas durante todas as outras épocas do ano. Exercitar-se, alimentar-se de maneira saudável e ter orientação médica são essenciais para uma vida com mais qualidade e longe das varizes.

 

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Dicas para o Lipedema

Vascular.pro - dom, 12/20/2020 - 12:47

Uma vez que você foi diagnosticada com lipedema, uma nova vida vai começar para você, até certo ponto. Costumo dizer que muda a sua jornada, agora para uma jornada que você tem chances de melhorar. Além da lipoaspiração para remoção cirúrgica do tecido adiposo subcutâneo doente do lipedema, existem muitas outras possibilidades de tratamento para melhora da sua qualidade de vida! E é importante que você aprenda e experimente, descobrindo o que funciona melhor para seu corpo. Entre elas, o uso de roupas íntimas de compressão e as atividades esportivas são alguns pilares importantes do tratamento clínico do lipedema.
Ambos devem te acompanhar de agora em diante para ajudar controlar os sintomas da melhor forma possível.
Os tópicos de nutrição e moda do lipedema também desempenham um papel extraordinário. As roupas certas te darão mais autoconfiança e uma dieta com conhecimento anti-inflamatório e com baixo teor de carboidratos ajuda você a se sentir mais em forma e mais saudável, além de ajudar na diminuição de volume e sintomas.

Lipedema: Perguntas frequentes

O lipedema levanta muitas dúvidas entre as pacientes. Como funciona a lipoaspiração? A terapia conservadora pode substituir a lipoaspiração? Quando estarei apto novamente após a cirurgia?

Nós respondemos essas e muitas outras perguntas em nossas nos respectivos links.

Lipedema & Esportes Exercícios aquáticos

O esporte e o exercício devem desempenhar um papel importante em sua vida. Quem se esforça fisicamente não faz apenas algo pela sua aparência, mas, acima de tudo, pela mente, através da liberação de endorfinas. Por si só, o esporte pode nos deixar animados e simplesmente afastar os pensamentos ruins.
Os esportes aquáticos como a hidroginástica, o ciclismo aquático (hidrobike, acqua cycling) ou mesmo a natação são particularmente recomendados para o lipedema.
A pressão exercida pela água resulta na compressão homogênea e naturalmente graduada, que por ser mais uniforme é mais agradável para mulheres afetadas pelo lipedema e melhora o retorno linfático. Sendo assim, em alguns casos, pode ser até mais aceitável do que a drenagem linfática clássica.

Preparador físico

Poucos profissionais são dedicados atualmente ao lipedema, portanto sugerimos informar o seu preparador sobre a doença. A compreensão da doença, o treinamento adaptado e a motivação garantem que os pacientes se sintam melhor, esvaziem suas mentes e voltem a desfrutar da atividade física. É importante que não apenas as regiões afetadas pelo lipedema recebam atenção, mas que todo o corpo seja devidamente treinado.

 

Nutrição lipedema

Embora o lipedema definitivamente não seja causado pela obesidade, a obesidade pode ser um efeito colateral da doença. É frequente a associação de obesidade com o lipedema, principalmente em fases mais avançadas da doença. Se você busca uma alimentação saudável e balanceada, pode fazer muito para uma bela aparência e melhorar seu bem-estar. Hoje já existem recomendações dietéticas específicas para pacientes com lipedema, vale a pena seguir algumas dicas úteis.

Lipedema: O que vestir?

Muitas pacientes com lipedema têm dificuldade em encontrar algo para vestir. Geralmente, você precisa prestar atenção aos materiais que fluem e caem bem, que embelezam sua aparência e proporcionam uma sensação agradável. Evite roupas justas que prendam e sejam desconfortáveis.

Grupos de autoajuda

Antes de mais nada entenda o que é bioindividialidade! O que funciona para uma pessoa não necessariamente vai funcionar para outra. Por isso é essencial o seguimento com médicos especializados no lipedema. Mas os grupos de autoajuda são uma excelente fonte de inspiração para dicas de moda, já que as pessoas afetadas trocam regularmente suas experiências. Cuidado com pessoas que possuem conflitos de interesse, algumas estão nessa apenas para se aproveitar da vulnerabilidade das pacientes.  Sugerimos este grupo no facebook.
O ajuste certo é particularmente importante quando se trata de roupas íntimas de compressão. A pressão de compressão deve gradualmente ir ficando mais fraca da mão ou do pé até o coração. Se não for esse o caso, o edema no fim da extremidade (braços e pernas) pode piorar. O uso regular de meias de compressão personalizadas reduz o inchaço e, acima de tudo, deve evitar que o edema volte a piorar. Acredito que a compressão elástica tenha o melhor momento para ser usada e indicada, e não é nas piores fases do lipedema

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Como dormir depois de uma cirurgia das varizes?

Vascular.pro - qua, 12/16/2020 - 19:11

As varizes são uma doença de caráter progressivo que começa com o surgimento de pequenos vasinhos nas pernas e evolui para veias dilatadas, grossas e saltadas na pele. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dores, inchaço e cansaço na região das pernas e, muitas vezes, podem provocar tromboses.

Felizmente, a cirurgia das varizes tem um resultado bastante satisfatório e o período de recuperação também é bem tranquilo, uma vez que o procedimento é pouco invasivo. Algumas mulheres têm dúvidas em relação aos cuidados a serem tomados na hora de dormir. Por isso, vamos falar um pouco sobre isso no artigo de hoje. As principais dicas são:

Durma com os pés elevados

Use um travesseiro macio e flexível para acomodar os pés durante as noites de sono. É uma maneira de manter os seus pés em uma altura diferente do restante do corpo, estimulando a circulação no local.

O travesseiro não deve servir de apoio para a extensão da perna que vai dos pés até o joelho, ou seja, a panturrilha, pois assim pode dificultar o retorno venoso.  Apoiar somente a panturrilha não é recomendado. Algumas pessoas relatam o uso de travesseiros anti-refluxo usados nas pernas.

Além de ativar a circulação, elevar os pés reduz o inchaço e diminui as dores, contribuindo também para uma noite de sono mais tranquila e revigorante.

Posição de Trendelemburg

Ficar com os pés acima da posição do corpo deitado também é chamada de posição de trendelemburg e é muito utilizada devido aos seus ótimos resultados. No pós-operatório da cirurgia de varizes, essa posição é recomendada para prevenir complicações, dentre elas a trombose venosa.

Friedrich Trendelemburg é o nome do cirurgião alemão que fez a descrição dessa posição, identificando-a como capaz de estimular a circulação sanguínea das pernas. 

Levantar os pés da cama

É importante que os pés do paciente fiquem elevados para facilitar a estimular a circulação sanguínea da área, mas como é um pouco difícil se manter nessa posição durante toda a noite a recomendação é elevar os pés da cama, pelo menos nos primeiros dias após a cirurgia.

Essa posição eleva não só os calcanhares e as pernas, mas toda a região abaixo do quadril, o que é muito benéfico para as pernas, pois facilita o trajeto do sangue que sai das pernas para o restante do corpo.

Essa estratégia também deve ser seguida durante o dia, porém, alternando com a posição normal. A partir ddo primeiro dia, já é possível se movimentar pela casa, sem excessos e fazendo o equilíbrio com os momentos de descanso.

Deixe a sua cama confortável

As primeiras 24 horas após a cirurgia de varizes são cruciais para a recuperação da paciente. Por isso, é recomendado o repouso relativo. Durante a noite, é importante que a paciente tome todas as precauções para ter uma noite de sono tranquila, mantendo-se em uma posição confortável e evitando a movimentação das pernas.

Tome um chá, use uma roupa de cama limpa, use um travesseiro macio e que acomode bem as pernas até o joelho e, se possível, conte com a ajuda de alguém durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, por exemplo.

Às vezes pequenos sangramentos podem sujar a cama, para evitar, forre com toalhas.

Outros cuidados pós-operatórios importantes

Além de ter o cuidado na hora de dormir, também é de fundamental importância evitar certas práticas, comuns no cotidiano. São elas:

  • Evitar tomar sol durante os próximos 30 dias. Após esse período, usar sempre protetor solar.

  • Atividades físicas podem ser feitas, frequentemente, a partir do sétimo dia após a cirurgia, desde que sejam exercícios leves e liberados pelo cirurgião vascular. Outras práticas mais exigentes precisam da liberação do médico que acompanha a paciente.

  • Evite tomar banho nas primeiras 24 horas, evitando principalmente coçar ou esfregar a região dos curativos.
Acompanhamento médico é fundamental

O retorno ao médico vascular responsável pela cirurgia deve ser seguido à risca, de acordo com o estabelecido. Geralmente, essa consulta acontece em até duas semanas e é importante porque o médico precisa saber como está a paciente e o processo de recuperação. O retorno após um mês permite avaliar possíveis vasinhos estéticos que necessitem de escleroterapia.

Lembrando que, dentro desse prazo, a paciente pode identificar pequenos hematomas na pele, ocasionados pela cirurgia em si. Contudo, esses machucados tendem a desaparecer em pouco tempo e não devem ser motivo de preocupação.

E o que não fazer após uma cirurgia de varizes?

Assim como existem recomendações do que fazer, também há orientações a respeito do que deve ser evitado após a cirurgia de varizes. As mais comuns são:

Não use meias de compressão para dormir

As meias de compressão são indicadas tanto para o controle dos sintomas das varizes quanto para acelerar o período pós-operatório. No entanto, não é recomendado o uso durante o período da noite, quando a paciente estiver dormindo, apenas durante o dia. Com exceção do primeiro dia.

A não ser que seja uma recomendação do seu cirurgião vascular devido a alguma situação específica, mas, no geral, o uso de meias elásticas para dormir não é necessário. Use as meias ao acordar e retire-as antes de dormir.

Não mexa nos curativos

Os curativos presentes nas pernas podem ser um pouco incômodos, mas não devem ser mexidos e muito menos removidos antes do tempo indicado pelo médico. Durante o sono, é comum que a paciente coce as pernas na tentativa de se livrar do desconforto, mas é uma prática que deve ser evitada sempre.

Não tome analgésicos de forma indiscriminada

O pós-cirúrgico, geralmente, não é dolorido. O que pode acontecer são alguns desconfortos locais devido às intervenções nas pernas, mas totalmente suportáveis. Por isso, o uso de analgésicos deve ser prescrito pelo médico, se ele identificar a necessidade.

Tomar analgésicos por conta própria é prejudicial em todas as situações e não só após a cirurgia de varizes. Caso sinta alguma dor mais forte ou qualquer outro tipo de desconforto irregular, entre em contato com o seu médico e relate o ocorrido.

Só ele pode identificar alguma complicação que, porventura, possa ter acontecido que esteja causando dores além do normal e esperado.

Não fique deitada o tempo todo

O repouso após o pós-operatório é uma orientação geral e que deve durar 24 horas. Depois disso, a paciente já pode executar pequenos movimentos em casa, sem forçar muito as pernas.

Por isso, não há necessidade de ficar deitada todo o tempo que tiver disponível. Dormir muito durante o dia compromete totalmente o seu sono durante a noite, podendo provocar insônia e prejudicar o processo de recuperação.

Essas são algumas dicas que irão ajudar você a dormir melhor depois de uma cirurgia de varizes. O pós-cirúrgico é um período simples e tranquilo e após alguns dias a paciente já pode ter uma vida independente, porém, contando sempre com o acompanhamento do médico responsável.

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Confira 5 tipos de tratamentos de varizes

Vascular.pro - ter, 12/15/2020 - 11:43

As varizes atingem uma parcela considerável do público feminino. Além de comprometer a estética das pernas, as varizes também indicam problemas circulatórios e podem evoluir para doenças mais graves como a trombose. Felizmente, existem vários tratamentos para as varizes e é sobre eles que falaremos a seguir. Confira.

5 tratamentos contra as varizes

Os tratamentos para as varizes dividem-se em meios tradicionais, modernos, com aplicação isolada ou em conjunto. A escolha do procedimento depende da avaliação do médico especialista. Saiba mais a seguir.

1) Escleroterapia

A escleroterapia é um dos procedimentos mais usados no combate às varizes devido ao seu resultado satisfatório e simplicidade de execução. Esse tratamento consiste na aplicação de uma substância diretamente nas varizes, fazendo com que elas sequem e se tornem invisíveis.

A escleroterapia é indicada para o tratamento de varizes finas e vasinhos perceptíveis, que sempre causam muito incômodo estético nas mulheres. É um método invasivo e tanto a indicação quanto a sua aplicação deve ser realizada por um médico especialista como um cirurgião vascular.

Existem dois tipos de escleroterapia: a tradicional, com aplicação de glicose 75% e a com espuma, com aplicação de polidocanol. Vamos saber mais sobre elas a seguir.

a) Escleroterapia tradicional (aplicação de glicose)

Nesse tipo de tratamento, uma solução de glicose é injetada na área afetada com o intuito de fazer com que as varizes desapareçam. É uma técnica simples, apesar de invasiva e recomendada para vasos com até 2mm de diâmetro.

A glicose é uma substância natural e não provoca alergias ou rejeições no organismo. Apesar disso, é técnica de baixo poder esclerótico.

Algumas pessoas também podem se incomodar com o uso da agulha, mas, o incômodo provocado pelas aplicações é completamente suportável. Por isso podemos acrescentar a técnica Annox para sedação consciente.

Para que os resultados sejam satisfatórios é preciso realizar o tratamento completo, seguindo o número de aplicações recomendadas pelo médico que acompanha a paciente.

b) Escleroterapia com espuma (aplicação de polidocanol)

Essa modalidade é a mais indicada para vasos com até 4mm de diâmetro, embora possa funcionar com vasos de quase qualquer tamanho. Em vez da glicose, é aplicada nas veias uma solução esclerosante, com consistência de espuma, chamada de polidocanol. Essa substância é muito mais potente do que a glicose, mas tras outros riscos associados.

Esse procedimento não é recomendado para idosos, gestantes e pessoas que já tenham sofrido com embolia pulmonar.

2) Laser transdérmico

Nesse tipo de tratamento é utilizado um feixe de luz diretamente nas varizes, ocasionando o sumiço delas por causa do calor. O laser transdérmico pode ser aplicado de duas formas: isoladamente ou em conjunto com a escleroterapia.

Diferente da escleroterapia, o laser transdérmico é um método não invasivo. Sua aplicação é recomendada para tratar vasos de menor calibre e não é indicada para pessoas com histórico de câncer de pele ou outras doenças dermatológicas.

a) Tratamento isolado

Nessa opção, há apenas a aplicação do laser transdérmico, sem interferência de outros métodos.

b) Tratamento laser associado à escleroterapia (CLACS)

Nesse tipo de tratamento, são utilizados o laser e também a escleroterapia tradicional, com aplicação de glicose 75%. É uma metodologia recomendada e aplicada nas varizes de maior calibre que não são removidas totalmente apenas com a escleroterapia e nem com o laser.

Ao juntar esses dois tratamentos, o resultado é mais completo e satisfatório.

3) Microcirurgia

A microcirurgia é indicada para o tratamento de varizes de pequeno e médio porte e é considerado um procedimento minimamente invasivo. A cirurgia acontece após a aplicação de uma anestesia local e a sedação da paciente.

A microcirurgia é utilizada para a retirada da veia varicosa através de incisões mínimas e que não necessitam de suturas. A cicatrização é rápida e o pós-operatório também é tranquilo.

A única contraindicação é para pacientes que tenham alguma alergia às substâncias anestésicas ou que sofram de alguma doença grave cardiovascular.

4) Safenectomia tradicional (stripping)

Um dos tratamentos mais tradicionais das varizes, a safenectomia é recomendada para aquelas veias extremamente tortuosas e dilatadas, com funcionamento quase nulo. O procedimento consiste na retirada da veia safena, localizada nos membros inferiores.

É considerada a técnica mais agressiva de tratamento das varizes, mas têm ótimos resultados a longo prazo, além de execução simples.

5) Termoablação de safenas e perfurantes

Esse tratamento de varizes é uma modalidade recente, mas já com muitos adeptos e resultados excelentes. Fazemos a termoablação com laser há mais de 1 década e chegamos a publicar internacionalmente nossos resultados. A técnica consiste na aplicação de calor na veia safena para que a mesma deixe de funcionar.

O tratamento é minimamente invasivo e acontece por meio de uma punção da veia, sem incisões na pele. O médico é orientado pelo ultrassom durante todo o processo.

A termoablação pode ser executada de duas formas: a laser e por radiofrequência. Os dois tratamentos são eficazes, rápidos e com resultados duráveis. Veja a seguir detalhes dos dois tipos.

a) Termoablação a laser (endolaser)

No endolaser, o paciente é sedado por meio de anestesia local. A parede da veia doente é eliminada com a ação do calor emitido pela luz com apenas um comprimento de onda. É um procedimento que substitui a cirurgia tradicional.

b) Termoablação por radiofrequência

Essa opção de termoablação da veia acontece por meio de um eletrodo, localizado na extremidade de um cateter fazendo a liberação de energia de radiofrequência. É esse calor que destrói a veia doente.

Existem algumas vantagens nessas duas técnicas em relação aos meios tradicionais de tratamento de varizes: são menos invasivas, produzem menos hematomas e menos dores e garantem ao paciente uma recuperação mais rápida e satisfatória.

A termoablação não é recomendada para pacientes com histórico de trombose da veia safena. Por outro lado, obesos, idosos e pacientes que já tiveram linfedema respondem bem ao procedimento.

É importante salientar que um resultado eficaz do tratamento escolhido depende também do paciente e da sua disponibilidade em seguir as demais orientações repassadas no consultório como reduzir o peso, usar meias compressoras e manter uma alimentação saudável. Só assim é possível, de fato, usufruir de todos os benefícios oriundos do tratamento aplicado.

Como vimos, há diversos tipos de tratamentos de varizes. A indicação de um ou outro vai depender do médico que acompanha o caso, do tipo, tamanho das varizes e necessidade de cada paciente. Por serem procedimentos delicados, é crucial que sejam acompanhados por um especialista vascular. Também é de suma importância que o paciente siga todas as recomendações médicas para uma recuperação eficaz dentro do prazo estipulado.

 

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8 dicas para ter pernas bonitas e saudáveis para o verão

Vascular.pro - sex, 12/11/2020 - 13:25

Não é porque você sofre com varizes que precisa se esconder na estação mais quente do ano. É totalmente possível exibir pernas bonitas e saudáveis no verão e nós vamos dizer agora como você pode se preparar para isso. Quer saber mais? Continue lendo.

8 dicas para garantir pernas lindas para o verão

Quem sofre com varizes nas pernas sabe que o verão é uma das estações mais difíceis de enfrentar. O calor pede roupas mais soltas e pernas à mostra, mas como fazer isso sem atrair olhares para as imperfeições na pele? Com as dicas de hoje vai ser muito mais fácil lidar com essa situação. Confira.

1. Não deixe o tratamento para a última hora

Muitas mulheres que sofrem com as varizes relatam que não perceberam quando exatamente surgiram os primeiros vasos aparentes. Contudo, esse é um cuidado que deve ser tomado pelo público feminino, já que ele é o principal fator de risco para as varizes.

As pernas são a região do corpo onde mais se concentram as varizes. Portanto, a mulher precisa se autoexaminar em busca de possíveis alterações e procurar um especialista vascular logo que perceber alguma imperfeição do tipo.

Portanto, se você quer aproveitar muito o verão e sem esconder as pernas precisa começar o tratamento das varizes pelo menos três meses antes do início da estação.

2. Continue tratando as varizes durante o ano

As varizes são veias doentes e sua causa principal é o fator genético. Logo, precisam ser acompanhadas durante todo o ano por um médico vascular, especialista no assunto, e não apenas durante o período de tratamento indicado por ele.

3. Prepare-se para um tratamento prolongado

O problema das varizes, muitas vezes, não se resolve em um único dia, como muitas pessoas pensam. Ao contrário, é um tratamento prolongado, que pode durar até três meses e que exige total atenção do paciente no cumprimento das orientações estipuladas pelo médico.

Portanto, para aproveitar bem o verão com tudo que você tem direito é necessário se planejar com antecedência, procurando um médico e iniciando o tratamento o mais rápido possível.

Ao deixar tudo para a última hora você corre um sério risco de não obter os resultados que tanto deseja.

4. Faça exercício físico com frequência

Já vimos que exercícios físicos são essenciais para a saúde do corpo como um todo, inclusive para as pernas. O exercício físico contribui para a perda de peso, estimula a circulação sanguínea, especialmente dos membros inferiores, e aumenta a disposição ao longo do dia.

Pratique atividade física ao menos três vezes por semana e por trinta minutos ou mais. Alguns exercícios que ajudam na circulação sanguínea e melhoram o aspecto e a incidência das varizes são:

  • Caminhada;
  • Natação;
  • Hidroginástica;
  • Bicicleta na água ou Acqua Cycling;
  • Caminhada.
5. Visite o seu médico vascular periodicamente

As varizes devem ser acompanhadas com frequência pelo seu médico vascular. É nessas consultas que o especialista pode perceber e identificar alguma alteração ou complicação que porventura esteja ocorrendo nas varizes.

E sabemos que quanto mais cedo for feito um diagnóstico sobre um determinado problema de saúde, maiores são as chances de tratar e curar esse problema.

As varizes não são apenas interferências estéticas que impedem a mulher de usar determinada roupa, por exemplo. As varizes são um problema sério de saúde que sinaliza que existe algo de errado com o sistema circulatório.

Os coágulos formados dentro das veias devido às varizes podem provocar trombose. Além disso, pedaços dos coágulos podem entupir as artérias, impedir a oxigenação dos pulmões e causar embolia pulmonar.

Diante de tantas complicações derivadas das varizes podemos afirmar que o acompanhamento médico deve ser feito constantemente e não apenas quando estiver faltando poucos dias ou meses para a chegada do verão.

6. Use meias elásticas para prevenir novas varizes

As meias elásticas ou meias de compressão são indicadas pelos médicos como parte do tratamento das varizes. As meias estimulam a circulação na região das pernas, reduzindo o inchaço, o cansaço e a sensação de peso nas pernas.

Além de tratar as varizes existentes, as meias elásticas também evitam que novas varizes surjam. Por questões estéticas, muitas mulheres relutam em usar as meias compressoras. Contudo, é uma orientação médica que deve ser seguida, pois influencia na saúde e beleza das pernas no futuro.

7. Reduza o excesso de peso

O excesso de peso é um fator de risco para as varizes porque gera uma pressão maior sobre as pernas, dificultando a circulação do sangue.

Para perder peso é preciso seguir uma regra básica: gastar mais calorias do que ingere. É o que chamamos de déficit calórico e acontece quando o corpo queima mais calorias do que a quantidade que foi consumida.

Para acelerar esse processo, existem duas maneiras: fazer atividade física e melhorar a alimentação, deixando de lado alimentos calóricos e incluindo aqueles mais saudáveis e que engordam menos.

Outras dicas para perder peso:

  • Coma de três em três horas de forma fracionada, ou seja, em pequenas porções. Assim, você se mantém alimentada ao longo do dia, sem exagerar em nenhuma refeição;
  • Escolha uma atividade física que você goste, assim é mais fácil praticá-la;
  • Beba bastante água. A água estimula a circulação e oxigenação do cérebro, alimenta, dribla a fome, reduz o inchaço e ajuda no funcionamento do intestino;
  • Faça trocas saudáveis. Substitua o pão refinado pelo integral, por exemplo. Faça o mesmo com o macarrão e o arroz. Use leite desnatado, troque o refrigerante pela água saborizada etc.
  • Veja tudo que já falamos sobre alimentação saudável.
8. Tenha uma alimentação saudável

Não existe uma dieta capaz de eliminar as varizes. No entanto, existem alguns alimentos que minimizam seus efeitos e colaboram para o alívio dos sintomas e outros que devem ser evitados. Confira:

  • Alimentos ricos em fibras: frutas, legumes, verduras, sementes e alimentos integrais possuem muitas fibras e ajudam no funcionamento do intestino. Consequentemente, também ajudam a evitar o surgimento das varizes;
  • Água: para que as fibras produzam efeito, é fundamental beber bastante água. Sem água, as fibras provocam o efeito não desejado que é a prisão de ventre;
  • Alimentos anti-inflamatórios como o peixe e a linhaça, ricos em ômega 3. Alho, tomate e cebola também são ótimas opções;
  • Alimentos ricos em vitamina C: laranja, acerola, amora, morango e frutas cítricas;
  • Evitar embutidos, enlatados, gorduras, frituras e demais industrializados em excesso.

Como você viu, é possível sim ter pernas lindas e saudáveis no verão e usufruir de todas as vantagens dessa estação calorosa e convidativa. Para isso, é preciso começar o tratamento das varizes o quanto antes, seguir todas as recomendações médicas, além de incluir na rotina a prática de hábitos saudáveis. 

 

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Quais são os tipos de varizes que existem?

Vascular.pro - qui, 12/10/2020 - 12:53

Se você pensa que as varizes são todas iguais, está muito enganada. Existem diferentes tipos de varizes e elas podem se diferenciar pelo tamanho, pela coloração, pela profundidade e também pelos sintomas apresentados. Além disso, as varizes também são divididas em níveis de maior ou menor perigo. Quer saber qual o tipo de variz que incomoda você? Venha saber mais sobre o assunto.

Tipos de varizes

As varizes são veias doentes, de formato tortuoso que impedem a circulação regular do sangue. Esse defeito faz com que surjam os coágulos, também chamados trombos.

As veias varicosas são dilatadas e, em alguns casos, sensíveis. Geralmente, surgem nos membros inferiores e se apresentam sob diferentes características, podendo ser classificadas nos tipos a seguir:

Vasinhos ou aranhas vasculares

O nome técnico para essas varizes é telangiectasia, mas elas são mais conhecidas como aranhas vasculares ou vasinhos. São aquelas veias finas, com várias ramificações que se assemelham a uma aranha.

As varizes vasculares são menores do que os outros tipos e também são menos perigosas. Logo que surgem, afetam mais a estética das pernas do que a saúde propriamente dita já que não provocam sintomas. No entanto, isso não quer dizer que não devam ser tratadas.

Pelo contrário, a existência de varizes nas pernas, por menores que sejam indicam sim um problema circulatório e que podem evoluir para algo mais grave como tromboflebites, úlceras e trombose mais tardiamente.

Os vasinhos têm cerca de 1 mm de diâmetro, coloração arroxeada ou avermelhada e se localizam bem na superfície mais externa da pele. Por isso, podem ser vistos com facilidade.

Varizes reticulares

Também chamadas de microvarizes, as varizes reticulares têm entre 1 e 3 mm de diâmetro. Geralmente são azuladas ou esverdeadas e também estão localizadas na superfície da pele, só que um pouco mais internamente.

Apesar de serem visíveis a olho nú, essas varizes não têm o aspecto saltado, característica comum das varizes tronculares.

Varizes tronculares

As varizes tronculares são o tipo mais grave desse problema e, por isso, exigem tratamento imediato para evitar complicações mais graves. Tronculares são aquelas veias mais saltadas, inchadas e tortuosas. Elas também são mais largas e têm cerca de 4 mm de diâmetro.

Vale lembrar que nem todas as veias saltadas são varizes. Muitas pessoas apresentam veias salientes e se assustam com o grande volume das mesmas.

No entanto, veias volumosas são uma característica natural em determinadas pessoas e geralmente são provocadas pela pouca gordura na região e também pela grande carga muscular no local, o que faz com que as veias fiquem mais aparentes.

Veias saltadas, livres de outros sintomas como dores, coceira ou ardência não indicam insuficiência venosa.

Classificação das varizes

As varizes também são classificadas por especialistas de acordo com o risco que oferecem. A classificação varia de 0 a 6. Vamos ver mais detalhes.

C0: são varizes que não se destacam na pele e, erroneamente, fazem com que muitas mulheres não saibam que têm o problema. Nessa fase, não há nenhum sintoma o que retarda a procura ao médico e, consequentemente, o diagnóstico precoce.

C1: nessa classificação estão os vasinhos e as varizes reticulares. O sintoma mais nítido é a própria veia um pouco saltada. Não há relatos de dores, inchaços ou algo parecido, a não ser o desconforto estético uma vez que as veias varicosas marcam a região das pernas.

C2: são as veias tronculares que apresentam um estágio já avançado. São veias extremamente saltadas, tortuosas e que afetam tanto a saúde do corpo quanto a estética. Essa fase deve servir de alerta e a pessoa afetada deve buscar ajuda o quanto antes.

C3: nessa fase, as veias tronculares trazem também um edema que se caracteriza com um inchaço na região afetada ou nos tornozelos. Outros sintomas podem surgir como câimbras, coceira e cansaço nas pernas. A insuficiência venosa crônica fica evidente.

C4: nessa classificação, a pele apresenta forte coloração avermelhada ou arroxeada, geralmente com descamações chamadas de eczemas. Também é nessa fase que surgem manchas brancas em torno das varizes chamadas de atrofia branca.

C5: nessa fase, as pernas afetadas por varizes desenvolvem pequenas úlceras venosas que cicatrizam mais facilmente. As úlceras, únicas ou múltiplas, podem surgir na região onde se encontram as varizes ou também nos tornozelos.

C6: a última classificação das varizes indica veias varicosas que estão com úlceras ativas, ou seja, ferimentos de difícil cicatrização e que causam extremo desconforto nas pernas, locais onde elas mais se apresentam.

As úlceras costumam surgir após pequenos traumas na região como arranhões, por exemplo. Como a região está bastante fragilizada, em pouco tempo o ferimento evolui, cresce e se transforma em úlceras dolorosas e profundas.

Se não forem tratadas, esses ferimentos podem infeccionar rapidamente, agravando ainda mais o problema, especialmente se a pessoa sofrer com alguma doença crônica como a diabetes, por exemplo.

Devemos lembrar que, quanto mais varizes a pessoa apresentar, e quanto mais sintomas surgirem, maior é o grau de insuficiência circulatória.


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Como tratar as varizes

Pudemos perceber que as varizes seguem uma evolução de gravidade. Primeiro se apresentam como pequenos vasos, simples, que não doem e provocam desconforto estético. Depois, se agravam até se transformarem em úlceras intravenosas.

É por essa razão que existem tratamentos diferenciados para atender de forma direcionada e efetiva a todos os casos de varizes, de acordo com as especificidades de cada tipo.

Por isso, é de fundamental importância que a pessoa acometida por esse problema, em especial as mulheres, procurem ajuda médica logo que perceberem alguma alteração na pele e não esperem que as varizes comecem a doer para ir ao médico.


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Aliviando os sintomas das varizes

O tratamento é a solução adequada para conter as varizes e seus sintomas e apenas o médico especialista pode indicar a melhor solução para cada caso. Contudo, existem meios paliativos usados para reduzir o desconforto e diminuir a velocidade de progressão da doença. São exemplos:

  • Usar meias de compressão para estimular a circulação sanguínea;
  • Fazer atividade física com frequência;
  • Elevar as pernas para facilitar a circulação do sangue nos membros inferiores e permanecer assim por cerca de 30 minutos, de três a quatro vezes por semana.

Como vimos, as varizes não são todas iguais. Da mesma forma que se apresentam em formatos diferentes na pele, elas também têm características, sintomas, consequências específicas e únicas em cada caso. Por isso, é importante conhecer todos os tipos de varizes e fazer o tratamento correto, de acordo com a indicação do especialista.

 

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Varizes podem causar trombose?

Vascular.pro - seg, 12/07/2020 - 23:41

Uma das maiores preocupações de quem sofre com varizes é o medo de que elas possam causar outra doença bem mais grave: a trombose. Estudos já confirmaram que a trombose pode ser, de fato, uma consequência das varizes. Portanto, quanto mais cedo procurar ajuda com um especialista e tratar as varizes, maiores são as chances de passar longe dessa e de outras complicações.

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, danificadas que dificultam a circulação sanguínea. Assim, o sangue circula mais lentamente favorecendo o surgimento de coágulos que, por sua vez, podem provocar a temida trombose.

As varizes possuem algumas causas, mas a mais comum delas é o fator genético. Isso quer dizer que é uma doença hereditária, mas que pode ser agravada por outros fatores como ficar muito tempo na mesma posição, estar acima do peso, ser sedentário, dentre outros.

Varizes provocam trombose?

Sim, as varizes podem ocasionar a trombose por causa da formação dos coágulos. Mas como isso acontece? Vamos tentar explicar de uma maneira simples.

A coagulação do sangue é benéfica para o corpo humano. Acontece quando sofremos um corte e o corpo coagula o sangue para que ele não escorra infinitamente. Com o tempo, naturalmente esse coágulo se dissipa e o sangue volta a circular normalmente.

No caso das varizes, o coágulo surge por causa da má circulação sanguínea, do aspecto viscoso do sangue e de algum dano na parede da veia. Esse coágulo acumulado é o que chamamos de trombose ou tromboflebite que quer dizer: trombo (coágulo) e flebite (inflamação).

A tromboflebite pode ser superficial, quando a veia que originou o problema está na parte mais externa da pele, ou pode ser profunda quando as varizes se encontram em uma região mais interna, como dentro dos músculos da perna. Nesse caso, chamamos de trombose venosa profunda, que é um problema bem mais grave.

Varizes também provocam embolia pulmonar

Como vimos, os coágulos são formados dentro das veias e, por terem uma consistência sólida, partes desse coágulo podem se desprender e chegar até os pulmões, seguindo o mesmo fluxo sanguíneo das veias dilatadas.

Ao chegar aos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos, impedindo a oxigenação da região, função que deveria ser executada pelo sangue que não conseguiu chegar até o seu ponto final, no caso, os pulmões. O resultado desse entupimento é a embolia pulmonar.

A embolia pulmonar é, portanto, uma consequência da trombose. É uma complicação grave que pode causar morte súbita e que tem como uma de suas causas a obstrução das artérias provocadas pela presença de coágulos sanguíneos.

Quer dizer que todo mundo que tem varizes vai ter trombose?

Não. Mas, a possibilidade de que a pessoa com varizes venha a sofrer com a trombose é muito maior do que se ela não tivesse. Portanto, é preciso procurar ajuda médica o quanto antes para investigar o problema e evitar futuras complicações.

Principais sintomas da trombose

Nos seus estágios iniciais, a trombose pode não apresentar sintomas e é por isso que muitas pessoas são pegas de surpresas quando acontece algo mais grave. Com o passar do tempo, alguns sinais podem surgir. São eles:

  • Pernas doloridas e cansadas;
  • Dor muscular;
  • Dor em uma veia específica;
  • Dor no braço;
  • Veias com aspecto endurecido;
  • Aspecto arroxeado ou avermelhado nos pés;
  • Inchaço, vermelhidão e calor na região das veias dilatadas.

No caso de embolia pulmonar, o principal sintoma é a falta de ar uma vez que o trombo (coágulo) causa entupimento das veias, impedindo que o pulmão receba a oxigenação necessária. A embolia pode, inclusive, levar à morte.

Fatores de risco para a trombose

A presença de varizes é um dos principais fatores de risco e aumenta a probabilidade de incidência da doença. Além disso, existem outras condições que facilitam o surgimento do problema.

  • Excesso de peso;
  • Sedentarismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Gestação;
  • Ficar muito tempo sentado ou em pé;
  • Imobilidade ou mobilidade reduzida, muito comum em pessoas acamadas;
  • Fator genético;
  • Maus hábitos: fumar, ingerir álcool em excesso, dormir mal;
  • Doenças crônicas;
  • Pessoas com câncer;
  • Idade: ter mais de 60 anos é um fator de risco. No entanto, a trombose também acomete muitas mulheres com idade entre 20 e 40 anos já que é o período em que elas mais usam anticoncepcional que é um dos causadores dessas veias dilatadas.
Quando começar o tratamento das varizes?

Como dissemos, os sintomas da trombose são silenciosos no início, mas isso não quer dizer que a doença não esteja prejudicando a saúde do indivíduo. Por isso, o tratamento das varizes deve começar logo que elas começarem a surgir.

O tratamento precoce das varizes é uma maneira eficaz de evitar o surgimento da tromboflebite, da trombose venosa e também da embolia pulmonar, três graves problemas de saúde.

 Além disso, com a devida ajuda de um especialista é possível evitar que as varizes se transformem em úlceras na região das pernas que, além de muito dolorosas, são ferimentos de difícil cicatrização.

O tratamento das varizes varia de acordo com a extensão do problema. Após uma avaliação, o médico pode optar por prescrever medicamentos anticoagulantes ou até mesmo por uma cirurgia para desentupir as veias que estão obstruídas.

É possível prevenir a trombose?

Como vimos, uma das causas da trombose são as varizes que, por sua vez, têm origem hereditária, além de inúmeros fatores de risco. Dessa forma, para evitar a trombose é preciso investir no tratamento para as varizes logo que houver alguma alteração na região das pernas.

Além disso, claro, é importante aderir aos hábitos saudáveis, fazendo atividade física com frequência, melhorando a alimentação, deixando o cigarro de lado e tratando outras doenças que por acaso estejam interferindo na sua saúde.

Por fim, é preciso investigar o histórico familiar para saber se há alguém na família com o problema de varizes e, a partir de então, ficar ainda mais atenta aos sintomas e imperfeições na pele.

Pudemos perceber que as varizes podem causar trombose sim e que as consequências são bastante danosas ao corpo. Para evitar essas complicações é fundamental buscar ajuda médica com um especialista logo que notar alguma veia saliente ou dor na região das pernas.

 

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Categorias: Vascular

Qual o motivo de ter varizes?

Vascular.pro - qui, 12/03/2020 - 18:26

As varizes atingem cerca de 38% da população adulta no país, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Mulheres são as mais atingidas e correspondem à metade desse percentual. As varizes não causam apenas um desconforto estético. Suas consequências podem ser bem mais graves. Saiba agora as causas das varizes, sintomas e a melhor forma de lidar com elas.  

O que são varizes?

Varizes são veias dilatadas, mais largas do que o normal, de formato tortuoso que saltam na pele. Elas têm cerca de 3mm de diâmetro e geralmente estão presentes nos membros inferiores devido à pressão que essa região sofre quando o indivíduo fica muito tempo em pé, por exemplo.

As veias são responsáveis pelo transporte do sangue no corpo humano e, para isso, contam com a ajuda das válvulas que servem para empurrar o sangue e evitar que ele retorne.

Nas pernas, esse processo é mais exigente já que as veias têm que lutar contra a força da gravidade que puxa naturalmente o sangue para baixo.

Quando as válvulas não funcionam corretamente por algum motivo, o sangue não flui. Ele fica acumulado nas veias fazendo com que elas fiquem mais saltadas do que o normal.

Quais são as causas das varizes?

Existem basicamente duas causas das varizes. A primeira é de ordem genética. A segunda causa tem a ver com doenças que a mulher já tenha adquirido em algum momento da vida e que ocasionou o surgimento das varizes.

Genética

Se você tem alguém na sua família que sofre com varizes, certamente também terá esse problema porque essa é uma doença hereditária.

Trombose

A trombose é uma doença que tanto pode ser provocada pelas varizes, quanto pode ser uma causa do surgimento dessas veias dilatadas.

A trombose é o surgimento de um coágulo que impede o fluxo de sangue na veia, provocando dor e inflamação local.

Fatores de risco para as varizes

Além disso, existem outros fatores de risco que podem agravar a doença ou acelerar o seu surgimento. Por exemplo:

Público feminino

Mulheres são as que mais sofrem com as varizes e a razão são os hormônios femininos que enfraquecem as veias, impedindo que elas executem o seu trabalho corretamente.

Com o avanço da idade, o colágeno diminui o que deixa as veias fragilizadas e sem forças para transportar o sangue normalmente. Além disso, o uso de anticoncepcionais também piora o estado das varizes.

Idade

Com o passar do tempo, o colágeno presente no organismo vai se dissipando e enfraquecendo a parede das veias que, por sua vez, também vai perdendo força.

Ficar muito tempo parado

Ficar em pé ou sentada por muito tempo seguido dificulta a circulação sanguínea, contribuindo para o surgimento de coágulos nas pernas. É por isso que os obesos e os sedentários também são um fator de risco para as varizes já que não se movimentam como deveriam.

Além da válvula existente na veia, há outro mecanismo importante no bombeamento do sangue: a panturrilha que é estimulada quando praticamos alguma atividade física. Logo, manter-se em movimento é fundamental.

Além disso, quem sofre com prisão de ventre tem uma tendência maior de apresentar problemas de circulação. Ao fazer muita força para evacuar, o indivíduo também faz muita pressão sobre as pernas. A longo prazo, esse esforço pode desencadear as temíveis varizes.

Sintomas das varizes

As veias salientes são os sintomas mais visíveis dessa doença, mas não são os únicos. Podemos listar também:

  • Coceira na região;
  • Inchaço e dor;
  • Cansaço e sensação de peso nas pernas;
  • Câimbras frequentes;
  • Formigamento.

Alguns sintomas são mais graves e exigem do indivíduo um olhar mais atento. São eles:

  • Acúmulo de líquido na região;
  • Manchas nas pernas e na área do tornozelo;
  • Pele extremamente seca;
Consequência das varizes para o corpo humano

Especialmente para as mulheres, as varizes provocam um enorme desconforto estético. Muitas delas, inclusive, passam a adotar roupas longas para cobrir as imperfeições nas pernas. Contudo, apesar de desconfortável, esse não é o único problema provocado pelas varizes.

Além das dores, cansaço e todos os sintomas listados acima, as varizes também podem causar complicações como:

  • Trombose;
  • Ferimentos dolorosos;
  • Úlceras de difícil cicatrização.

Para evitar todos esses problemas provocados pelas varizes é fundamental procurar um médico especialista o quanto antes, fazer o diagnóstico precoce e seguir o tratamento recomendado.

É possível prevenir as varizes?

Como vimos, as varizes têm como causa principal o fator genético. Ou seja, é uma doença que passa de uma pessoa para outra dentro da mesma família. Se a sua avó, mãe ou tia sofre com as varizes é provável que você também terá que lidar com essa doença em algum momento. Nesse caso, não há o que fazer para evitar.

O que pode ser feito é se atentar aos fatores de risco, que facilitam o surgimento da doença, e encontrar maneiras de reduzi-los. Também é importante praticar medidas de alívio do incômodo nas pernas provocado pelas varizes. Algumas dicas são:

Evite ficar muito tempo parado, seja em pé ou sentado. Movimentar o corpo é fundamental para a circulação sanguínea. A panturrilha é considerada o coração da perna e, para funcionar, ela precisa estar em movimento.

Movimente-se durante o trabalho e faça atividade física ao menos três vezes por semana. Mexer o corpo ajuda a perder peso, afastar o sedentarismo e a obesidade, dois fatores de risco para as varizes.

Ao final do dia, eleve as pernas por alguns minutos para que elas fiquem da altura do coração e a circulação possa ocorrer mais facilmente.

Use meias de compressão com frequência. Elas auxiliam na circulação, reduzem a pressão e diminuem o inchaço.

Procure orientação médica logo que possível. As varizes são muito comuns e quem sofre com esse problema acha que é normal passar por todos os desagradáveis sintomas. Mas, a verdade é que é possível aliviar esse sofrimento com o tratamento correto.

Como vimos, as varizes são veias que, por não funcionarem direito, se dilatam e se tornam mais visíveis devido ao acúmulo de sangue na região. De origem genética em sua maioria, as varizes são dolorosas e interferem na autoestima da mulher. Além de aderir a hábitos saudáveis, é essencial procurar ajuda médica para o tratamento eficaz do problema.


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Entenda como a vitamina D auxilia a imunidade

Vascular.pro - qua, 11/25/2020 - 10:10

A vitamina D é, na verdade, um hormônio produzido pelo nosso organismo e que atua na composição e fortalecimento do sistema imunológico, ósseo e muscular do corpo humano. É sintetizada pelo intestino com a ajuda de gorduras e tem como fonte principal a exposição solar. Quer saber mais sobre a importância da vitamina D para uma vida saudável e longe de doenças? Continue lendo.

Como a vitamina D age no sistema imunológico?

O sistema imunológico é responsável por ajudar a manter o nosso organismo protegido da incidência de diversos tipos de doenças. Quando o corpo se sente ameaçado por algum agente causador de doenças, anticorpos são liberados para evitar o ataque desses elementos ofensivos.

Pesquisas recentes têm evidenciado que a vitamina D tem o poder de agir diretamente no fortalecimento do sistema imunológico, fazendo com que ele execute as suas funções da maneira correta e esperada que é garantindo mais resistência ao organismo.

Essa proteção garantida pelos anticorpos acontece logo no primeiro contato do corpo com o agente infeccioso, evitando que ele se instale e se alastre provocando graves problemas de saúde. A vitamina D, portanto, age reforçando essa barreira protetora também chamada de primeira defesa.

Ação antimicrobiana

A vitamina D também tem ação antimicrobiana. Ela ajuda na produção da catelicidina, uma proteína que elimina agentes patológicos, causadores de problemas infecciosos como as doenças respiratórias e similares.

Como luta constantemente contra esses agentes nocivos, a vitamina D também ajuda no processo de recuperação do organismo já afetado por alguma doença. Por isso, a ingestão dessa vitamina é fundamental não apenas para prevenir, mas para tratar patologias também.

Artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de doenças que devem incluir no tratamento dosagens de vitamina D, seja por meio de alimentos, hábitos saudáveis ou suplementação.

Gestantes e lactantes merecem atenção especial

Grávidas e mulheres que estão amamentando precisam redobrar os cuidados com a ingestão correta de vitamina D. Isso porque, no período de gestação o aparecimento de doenças como diabetes e hipertensão é mais comum, além das infecções vaginais.

Quadros de pré-eclâmpsia é muito comum em mães que apresentam baixos índices de vitamina D no organismo.

Baixas doses de vitamina D também podem comprometer o desenvolvimento do bebê causando baixo peso, má formação óssea e problemas cardiovasculares na criança.

Ainda durante a gestação, a vitamina D ajuda a equilibrar a quantidade de cálcio e fósforo, outros minerais extremamente importantes para a saúde da mãe e do bebê.

Quando estão amamentando, as mães também precisam reforçar a ingestão de vitamina D. Isso porque o leite materno, apesar de completo, pode não oferecer ao recém-nascido toda a vitamina D que ele necessita.

Sintomas da carência de vitamina D

Quando está carente de vitamina D, o corpo fica fraco, suscetível a várias doenças, apresenta indisposição, além de problemas emocionais e físicos. Veja a seguir os principais sintomas que demonstram a carência de vitamina D.

  • Ossos frágeis;
  • Osteoporose, principalmente em idosos;
  • Músculos frágeis e doloridos;
  • Quedas frequentes causadas pela fraqueza muscular;
  • Crianças com crescimento irregular, o popular raquitismo;
  • Gripes e resfriados frequentes;
  • Incidência maior de diabetes, câncer, doenças cardíacas e hipertensão;
  • Obesidade;
  • Alergias frequentes;
  • Asma;
  • Irritabilidade e nervosismo;
  • Quadros depressivos: estudos têm evidenciado que pessoas que com depressão geralmente apresentam carência de vitamina D em seus organismos. Da mesma forma que aqueles que estão em tratamento e recebem altas dosagens da vitamina têm uma recuperação mais rápida e duradoura.
Principais fontes de vitamina D O sol

A principal fonte de vitamina D é a exposição solar feita corretamente. Quando expomos o nosso corpo aos raios de sol, a vitamina D presente no nosso corpo é ativada e sua produção é acelerada.

O ideal é receber os raios solares diariamente, por cerca de 15 minutos. Essa exposição deve ser direta, sem proteções ou obstáculos. Mas, claro dentro do horário permitido que é antes das 10h da manhã e depois das 16h da tarde. Uma caminhada diária logo cedo é suficiente para produzir boas doses de vitamina D.

Alguns alimentos 

Além da exposição solar, é importante manter uma alimentação equilibrada com ingestão diária de alimentos que contenham vitamina D. Mesmo possuindo uma baixa quantidade de vitamina D, esses alimentos colaboram no processo de absorção da vitamina e devem fazer parte da alimentação diária da população. São eles:

  • Fígado bovino;
  • Gema de ovo;
  • Peixes gordurosos: cavala, sardinha, atum, arenque e salmão;
  • Óleo de fígado de bacalhau;
  • Cogumelos;  
  • Leite e derivados como o iogurte e o queijo;
Alimentos que dificultam a absorção de vitamina D

Assim como alguns alimentos são fonte de vitamina D existem outros que impedem ou prejudicam a absorção dessa vitamina pelo organismo, além da prática de maus hábitos. São eles:

  • Bebida alcoólica
  • Cigarro
  • Alimentos ricos em cafeína: café, chá preto, chá verde e similares.

É importante consumir esses alimentos de forma moderada e, no caso do cigarro, fazer o possível para eliminá-lo da sua rotina diária.

Quanto consumir por dia?

A vitamina D deve ser consumida na quantidade correta, de acordo com a faixa etária do indivíduo. Veja:

  • Bebês: 400 UI/dia
  • Adolescentes: 600 UI/dia
  • Adultos: entre 400 e 2000 UI/dia
  • Idosos: 800 UI/dia
  • Gestantes e lactantes: 600 UI/dia

Esses valores podem variar de acordo com a idade, os hábitos alimentares e a exposição diária ao sol. É importante sempre visitar o seu médico para verificar se os seus índices estão dentro do recomendado e se há necessidade de reposição.

O excesso de vitamina D também faz mal

Não adianta tomar altas dosagens de vitamina D para potencializar os resultados. Quando consumida em excesso, a vitamina D pode provocar problemas sérios no indivíduo como arritmias cardíacas, o que pode ser fatal em pessoas que já possuam problemas cardíacos.

É preciso suplementar?

A suplementação de vitamina D deve ser sugerida e orientada por um médico para evitar o excesso. Geralmente, a suplementação é recomendada para pessoas que apresentam problemas ocasionados pela deficiência da vitamina ou que têm dificuldades de se expor aos raios solares diariamente, como é sugerido por especialistas.

Como vimos, a vitamina D é fundamental para que tenhamos uma vida mais saudável. Expor o corpo ao sol diariamente e ingerir alimentos ricos em vitamina D são essenciais para que o organismo possa sintetizar a substância e aproveitar todos os seus benefícios resultando em um sistema imunológico fortalecido e eficaz no combate aos agentes nocivos causadores de doenças.

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Fibras e laxantes: conheça as diferenças

Vascular.pro - sex, 11/20/2020 - 12:55

O que você faz quando está com o intestino preso? Consome mais fibras ou usa laxantes? Muita gente acha que é a mesma coisa, mas não é. Fibras e laxantes não são sinônimos, apesar de terem um objetivo em comum: fazer o intestino funcionar corretamente.

No artigo de hoje vamos falar um pouco mais sobre esse assunto, aprender a diferenciar essas duas substâncias e saber também qual delas é o melhor para que você tenha uma vida mais equilibrada e saudável.


Para que servem as fibras e os laxantes?

Como dissemos, as fibras e os laxantes são consumidos por pessoas que sofrem com a desagradável prisão de ventre, também chamada de constipação intestinal. O ideal é que o intestino funcione direitinho e o indivíduo consiga realizar as suas necessidades de forma frequente, sem dores e outros incômodos.

Infelizmente, não é isso que acontece sempre. Muitas pessoas reclamam de dificuldade de evacuar, de dores na região da barriga, de cólicas intestinais, excesso de gases, fezes duras e dores durante a evacuação.

São sintomas típicos da prisão de ventre e que devem ser tratados. O que parece ser apenas uma irregularidade do organismo pode se tornar crônico e desencadear muitas outras enfermidades como lacerações no ânus e hemorróidas, por exemplo. Já foi até estudado como possível desencadeador de varizes.

Tanto as fibras quanto os laxantes são usados para combater esses sintomas. As fibras são as mais recomendadas por serem substâncias naturais e devem ser consumidas diariamente. Já os laxantes devem ser usados com recomendação médica e apenas em situações esporádicas porque também podem causar danos à saúde.

Fibras: o que são e onde encontrá-las

Podemos definir as fibras como a parte não digerível dos alimentos que consumimos. Por não serem digeridas pelo nosso sistema digestivo e nem absorvidas pelo intestino, as fibras contribuem para formar o bolo fecal e facilitar o trânsito intestinal.

As fibras solúveis, por exemplo, encontradas em frutas e vegetais absorvem água e ajudam na formação das fezes, evitando que elas fiquem ressecadas e dificultem a evacuação. Por isso é tão importante ter uma alimentação baseada em alimentos naturais, como por exemplo:

  • Frutas com casca, legumes, verduras e vegetais;

  • Feijão, ervilha, soja e outros grãos;

  • Sementes e oleaginosas;

  • Alimentos integrais como arroz e macarrão;

As fibras devem ser consumidas diariamente, em todas as refeições para que possam realizar uma de suas funções que é ajudar a regular o intestino, evitando a prisão de ventre.

É importante frisar que é preciso ingerir a quantidade correta de água, entre 2 e 3 litros, para que não aconteça um efeito contrário e o acúmulo de fibras atrapalhem o intestino. Então, a dica é: coma fibras e beba muita água.

Laxantes: o que são?

Os laxantes são produtos farmacológicos elaborados pelas empresas para serem usados por pessoas que sofrem com prisão de ventre. A função dos laxantes comerciais é a mesma das fibras: fazer o intestino funcionar.

No entanto, os laxantes são medicamentos e não podem ser usados de forma indiscriminada, apesar de ser muito fácil encontrar vários tipos deles em farmácias e outros locais de venda. O uso sem orientação médica e de forma exagerada pode provocar sérios riscos à saúde intestinal do indivíduo e ainda não corrigir o problema da prisão de ventre.

Os laxantes devem ser usados esporadicamente, apenas diante de uma necessidade mais urgente, mas nunca como um mecanismo fácil e rápido para fazer você evacuar do jeito que deveria.

Mas, como o laxante funciona? Bem, existem vários tipos no mercado e eles podem agir de maneiras diferentes. Alguns laxantes ajudam o organismo a acumular mais água o que é muito importante para evitar o ressecamento das fezes e ajuda o intestino a trabalhar.

Outros tipos de laxantes auxiliam o intestino a realizar as movimentações naturais que ele precisa executar para fazer com que as fezes sejam eliminadas. Ou seja, funcionam como um ajudante do intestino nessa função de expelir as fezes através da movimentação das paredes do órgão.

O principal problema do laxante é acostumar o intestino a funcionar apenas com o uso dessas substâncias. Se você é um consumidor assíduo de laxantes, você faz com que o seu intestino fique dependente daquele medicamento e ele aprende a agir apenas quando entra em contato com esse produto.

Quando deixar de tomar o laxante, o intestino não vai mais atuar corretamente e é aí que a prisão de ventre surge com bastante força trazendo junto todos os desagradáveis sintomas que listamos mais acima.

Fibras e laxantes são a mesma coisa?

Como vimos ao longo do artigo, fibras e laxantes não são a mesma coisa. As fibras são substâncias naturais encontradas em alimentos como frutas, verduras, grãos, sementes e vegetais.

Já o laxante é um medicamento comercializado em farmácias. Ambos têm a mesma função, porém, o consumo do laxante deve ser feito com moderação e orientação médica, diferente das fibras que devem ser ingeridas todos os dias, em quantidades normais, e sempre acompanhadas de água.

Também é importante ressaltar que o termo “laxante” é muito utilizado para caracterizar aqueles alimentos que ajudam a soltar o intestino.

Ouvimos sempre dizer que o mamão tem efeito laxante, por exemplo, por que ele solta o intestino preso. Nesse caso, laxante é uma característica. E no caso do medicamento, laxante é o próprio produto.

O que fazer para o intestino funcionar corretamente?

É muito comum ver pessoas que sofrem com prisão de ventre usando laxantes para soltar o intestino e poder evacuar tranquilamente. Como já vimos, essa prática não é adequada.

Mais do que apenas “soltar” o intestino é preciso entender por que ele está agindo daquela forma e só assim tomar as medidas de prevenção e combate aos sintomas. Veja algumas dicas de manter o seu intestino saudável e funcionando corretamente.

  • A base da sua alimentação deve ser alimentos naturais com ingestão de frutas com casca, vegetais folhosos, feijão, ervilha, soja, sementes como linhaça, chia e semente de girassol. Mamão e ameixa possuem ótimas propriedades laxantes também;

  • Prefira produtos integrais em vez dos refinados;

  • Evite alimentos que costumam “prender” o intestino como carne vermelha, processados e produtos feitos à base de farinha de trigo refinada;

  • Fracione as suas refeições comendo mais vezes ao longo do dia e em quantidade menores;

  • Beba água o dia todo, várias vezes ao dia;

  • Faça exercícios físicos. Fazer atividade física auxilia nos movimentos do intestino e ajuda na eliminação das fezes;

  • Tente estabelecer um horário para fazer a sua evacuação. Geralmente o período da manhã é mais recomendado. Tente ajustar esse hábito à sua rotina.

Como você viu, fibras e laxantes não são a mesma coisa. Ambos possuem funções semelhantes, mas também muitas diferenças. Para garantir um intestino saudável e funcionando corretamente ajuste a sua alimentação e adote outros hábitos saudáveis. Em pouco tempo você verá bons resultados.

 

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9 benefícios que você sente quando para de beber

Vascular.pro - qua, 11/18/2020 - 10:48

Todos nós sabemos que a ingestão excessiva de bebida alcoólica traz muitos prejuízos ao organismo não só imediatamente após o consumo, como a ressaca física e moral, mas também a longo prazo como o surgimento de diversos tipos de doenças. Parar de beber é a melhor alternativa para ter uma vida com qualidade e mais duradoura e garante muitas vantagens como você verá a seguir.

9 benefícios que o seu corpo sente ao parar de beber

Pele mais bonita e saudável, noites mais tranquilas, corpo e mente saudáveis. Esses são alguns dos muitos resultados positivos que você percebe quando deixa de beber. Saiba mais detalhes a seguir.

1.  Pele mais saudável

Você sabia que o álcool prejudica a pele, provocando manchas e acelerando o surgimento de rugas e linhas de expressão? Ou seja, quando você bebe demais você também envelhece mais rápido e os primeiros sinais são percebidos no rosto.

Além de provocar rugas, o álcool deixa o rosto mais inchado, com aspecto avermelhado e mais suscetível a fissuras. Logo que você para de beber, a aparência do seu rosto já melhora voltando à coloração normal e com a pele revitalizada.

2.  Sistema imunológico protegido

Quando ingerido em excesso, o álcool enfraquece o sistema imunológico. Dessa forma, o organismo fica mais suscetível a doenças infecciosas. A citocina, por exemplo, é uma substância que age diretamente na comunicação entre as células, ação necessária para o corpo ficar protegido de infecções.

O álcool interrompe a produção da citocina. Com isso, o organismo fica mais exposto e pode sofrer com gripes, resfriados, alergias e outras doenças semelhantes.

O álcool também dificulta a absorção de várias vitaminas, inclusive a vitamina do Complexo B que é necessária para diversas funções metabólicas do organismo, além de reduzir níveis de ansiedade e depressão e agir diretamente no sistema neurológico.

Quando há carência de vitamina B1, por exemplo, provocada pelo uso abusivo de álcool ocorrem os seguintes sintomas: demência, confusão mental, raciocínio lento e outros.

3. Sono mais tranquilo

Algumas pessoas dizem que dormem bem quando bebem. Mas o fato é que o álcool impede o sono reparador porque prejudica a conclusão de todos os ciclos do sono, especialmente aquele momento em que ele é mais profundo.

Quem bebe muita bebida alcoólica tem um sono rebuscado, acorda com a sensação de cansaço e também com dor de cabeça. Portanto, ao deixar de beber as chances de você acordar no outro dia com mais ânimo e disposição são muito grandes.

4.  Redução da gordura no fígado

O fígado é o órgão responsável pela metabolização de substâncias que chegam na corrente sanguínea, dentre elas o álcool. Quando ingerido em pouca quantidade, o álcool não causa grandes problemas, pois é sintetizado e eliminado pela urina. O excesso é que preocupa.

Quando o fígado desempenha a sua função, ocorre um acúmulo aceitável de gordura no local, já que os lipídios também são metabolizados por ele. Mas, quando trabalha demais sintetizando muitas substâncias e muitas toxinas, como o álcool, o fígado fica extremamente gorduroso e não funciona corretamente.

É o que chamamos de esteatose hepática, ou gordura no fígado. Se essa gordura não for reduzida, a doença pode se agravar e se transformar em cirrose. Nesse caso, não há mais tratamento e o fígado deve ser substituído por meio de um transplante.

5.  Perda de peso

Quem quer emagrecer precisa parar de ingerir bebida alcoólica. O álcool favorece o acúmulo de gordura na região abdominal, sendo essa a gordura mais difícil de ser removida do corpo. O acúmulo de gordura no abdômen também é a mais perigosa e pode causar várias doenças..

Mas, por que o álcool engorda? Quando precisa fazer a metabolização das substâncias que entram no nosso organismo, o fígado dá preferência para aquelas que são mais tóxicas como o álcool. E assim, as gorduras e outros elementos engordativos ficam em segundo lugar, se acumulando e contribuindo para o aumento do peso.

Além disso, quem bebe costuma ingerir também petiscos e outros alimentos muito calóricos como a batata frita e outras frituras, comprometendo mais ainda o funcionamento correto do fígado e aumentando a gordura corporal.

6.  Redução do inchaço corporal

A bebida alcoólica provoca desidratação corporal e em resposta o corpo retém líquido ocasionando o inchaço no corpo e também no rosto. Além de promover uma aparência nada saudável, o inchaço corporal influencia no aumento do peso.

Quando você para de beber, o seu corpo trabalha normalmente, sem acumular líquidos ajudando a você a se manter dentro do peso ideal.

7.       Menos incidência de outras doenças

Como já dissemos anteriormente, o fígado é um dos órgãos que mais sofre com o álcool em excesso e, por causa disso, doenças como a esteatose hepática e a cirrose podem surgir. Mas, essas não são as únicas complicações.

A bebida alcoólica aumenta a incidência de câncer da cabeça e do pescoço, câncer do fígado, câncer nos rins, câncer na região da boca e vários outros tipos.

Diabetes, hipertensão e doenças cardíacas também são recorrentes em quem bebe demais. Infarto e AVC são as duas complicações mais comuns em quem sofre com problemas cardíacos.

Outra doença que afeta bastante quem consome muita bebida alcoólica é a pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas causada basicamente pelo cigarro e pelo álcool. Além de provocar fortes dores, essa doença pode levar a óbito.

8.  Aumento da fertilidade

Mulheres que desejam engravidar terão mais chances de alcançar esse objetivo se resolverem parar de beber. Quanto mais álcool a mulher ingere, mais a sua capacidade reprodutiva fica afetada e menos chances ela tem de conceber.

9.   Disposição diária

Esse último benefício é uma consequência de todos os outros. Quando o seu organismo está equilibrado, com todos os órgãos funcionando corretamente, quando você dorme bem e está dentro do peso ideal a sua disposição e o seu ânimo mudam completamente.

Até o seu humor melhora quando você está livre do álcool. A depressão, o desânimo e a tristeza recorrente também são consequências do uso abusivo de bebida alcoólica, contribuindo para uma vida mais reclusa e desgastante.

Como pudemos observar, parar de beber traz diversos benefícios a nossa saúde e a maioria dos sinais positivos surgem de imediato, enquanto as outras vantagens são sentidas com o passar do tempo.

Portanto, se você deseja ter uma vida mais saudável não espere a velhice chegar ou alguma doença surgir para parar de beber. Um futuro mais saudável deve ser construído hoje, no presente.

 

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Por que a prisão de ventre é mais comum em mulheres?

Vascular.pro - dom, 11/15/2020 - 07:47

A prisão de ventre, também chamada de constipação intestinal, é um problema de saúde muito incômodo que afeta boa parte da população brasileira. Mas, ela é muito mais comum em mulheres. Além da influência dos hormônios, os comportamentos sociais e as características biológicas do público feminino contribuem para o aumento dessa condição. Saiba mais sobre os principais motivos causadores da prisão de ventre em mulheres e o que fazer para lidar com os sintomas.

Prisão de ventre afeta mais as mulheres. Por quê?

Uma alimentação saudável, rica em fibras e a ingestão correta de água, além de outros hábitos saudáveis são recomendações básicas para evitar a prisão de ventre. Mas, mesmo seguindo essas orientações é possível que as mulheres ainda tenham que enfrentar essa situação. Saiba agora as razões para isso.

A culpa é dos hormônios

As mulheres costumam sofrer muito com a atuação dos hormônios principalmente em duas fases da vida: durante a menstruação e na menopausa. Eles interferem diretamente nos movimentos peristálticos do intestino e atrapalham o seu funcionamento ideal.

Muitas mulheres relatam que durante o período menstrual, por exemplo, o intestino fica alterado, às vezes mais solto e às vezes mais preso. Isso mostra que há uma relação forte entre o intestino e os hormônios sexuais femininos que ficam mais estimulados durante esse período.

Vergonha e timidez

As mulheres costumam sofrer mais com vergonha e timidez principalmente quando o assunto é evacuação. Muitas delas evitam usar o banheiro de amigos, parentes ou no trabalho. Se aparecer a vontade de defecar, elas esperam até chegar em casa que é onde se sentem seguras.

Esse comportamento é muito comum e acompanha as mulheres desde a adolescência. Mas também é muito prejudicial. A partir do momento que o intestino não consegue expelir as fezes, esse material fica ressecado e acumulado provocando não só a constipação, mas outros problemas de saúde como dores abdominais, excesso de gases e inchaço na região.

Características biológicas das mulheres

Gravidez, menstruação e menopausa são acontecimentos típicos na vida de uma mulher. E influenciam também no funcionamento do intestino, fazendo com que ele não execute as suas funções corretamente. O resultado desse desequilíbrio é a temida prisão de ventre.

Durante a gravidez, por exemplo, há uma incidência maior dos hormônios sobre o organismo, enquanto o útero pressiona a região do intestino impedindo que ele funcione como deveria.

Já a menopausa compromete os músculos da região intestinal, provoca oscilações de humor e libera o cortisol em uma quantidade maior do que normal. Todas essas alterações atingem o intestino que fica mais preguiçoso, provocando a constipação.

Em tempo, o cortisol é o hormônio que está diretamente ligado aos níveis de estresse no corpo humano e sua presença em excesso contribui para vários problemas gastrointestinais, incluindo a prisão de ventre.

Envelhecimento

A idade avançada também é um fator que aumenta os casos de prisão de ventre em mulheres. Homens e mulheres envelhecem, mas, no público feminino, a velhice está associada à menopausa e à fragilidade muscular da região que compreende o intestino. Logo, é um fator que exige atenção.

Quais são os sintomas da prisão de ventre?

Os principais sintomas da constipação intestinal são:

  • Inchaço na região abdominal;
  • Dores e cólicas intestinais;
  • Flatulência;
  • Dor e dificuldade na hora de evacuar;
  • Fezes ressecadas;

É importante destacar que, além de provocar diversos sintomas altamente desagradáveis, a prisão de ventre também gera consequências diversas como: hemorróidas, fissuras na região do ânus e medo prévio de usar o banheiro por causa das dores.

Como evitar a prisão de ventre?

Como já dissemos, é preciso um conjunto de práticas para combater e lidar com a prisão de ventre como manter uma alimentação saudável, se exercitando e dormindo bem. Veja como fazer isso no seu dia a dia.

Consuma alimentos ricos em fibras

As fibras que ajudam a construir o bolo intestinal. As fibras estão presentes nas frutas com casca, verduras, vegetais e legumes. Sementes como linhaça, chia, semente de girassol e de abóbora também são ricas em fibras e combatem os sintomas da TPM.

Esses alimentos são conhecidos como laxantes naturais e podem ser consumidos todos os dias, em pequenas porções, sempre com ingestão adequada de água.

Beba água

Também é necessário beber bastante água ao longo do dia para evitar o ressecamento das fezes. Não negligencie esse hábito. É uma medida simples, mas com grandes efeitos na sua saúde.

Pratique atividade física

Sair do sedentarismo faz um bem enorme à saúde. Além de combater o sobrepeso, se exercitar melhora a circulação sanguínea fazendo com que os músculos do intestino também funcionem melhor.

Vá ao banheiro quando sentir vontade

Essa é uma tarefa bem difícil para algumas mulheres, mas que deve ser pensada com carinho. Sempre que possível faça as suas necessidades na hora em que o intestino der o alerta. Com o tempo e a prática, esse ato se torna mais fácil, comum e menos dolorido.

O período da manhã é considerado o melhor horário para a evacuação. Tente programar o seu organismo para esse momento e faça com que ele seja tranquilo, sem pressa.

Evite os picos de cortisol

Vimos que o cortisol é um dos hormônios que mais afeta o corpo da mulher e ele é liberado em situações de estresse. Evite ter esses momentos fazendo tarefas que você gosta, descansando, dormindo bem e evitando conflitos.

Evite remédios para liberar o intestino

Fuja de receitas caseiras consideradas milagrosas ou remédios que prometem evacuar o seu intestino. Com o tempo, essas interferências acabam piorando a prisão de ventre principalmente se as causas do problema não forem tratadas. Siga sempre a recomendação médica.

Como diminuir os sintomas da prisão de ventre em mulheres?

Além de seguir as dicas para evitar a prisão de ventre, é importante tentar amenizar os sintomas quando eles surgirem. Confira algumas dicas:

Massagem abdominal

Faça massagens circulares, em sentido horário, na região da barriga, seguindo o formato do seu intestino. A massagem elimina parte dos gases e favorece a eliminação das fezes.

Respeite o seu momento

Especialmente no período menstrual, evite situações de estresse, alimente-se melhor, beba mais água, descanse bastante e evite conflitos. A mulher deve se cuidar sempre, mas durante a menstruação tudo fica diferente, portanto, o cuidado também deve ser redobrado.

Procure ajuda médica

Caso a prisão de ventre continue incomodando mesmo depois de você seguir todas as recomendações, procure ajuda médica e investigue a real causa do problema. O acompanhamento de um especialista é sempre muito importante.

A prisão de ventre é uma doença muito comum e as mulheres são as que mais sofrem ao longo da vida, seja na fase jovem ou adulta. A prevenção e o combate aos sintomas devem ser constantes para evitar os transtornos provocados e a incidência de outras doenças decorrentes desse problema.

 

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Crise de ansiedade: o que fazer

Vascular.pro - qua, 11/11/2020 - 20:02

A ansiedade pode ser definida como o hábito de nos anteciparmos aos fatos que poderão acontecer. Essa antecipação traz também sensações estranhas e desconfortáveis como medo, suor frio, pensamento acelerado, irritação e estresse.

Se sentir ansioso é algo comum e acontece com todo mundo. No entanto, precisa ser avaliada por um especialista quando se torna crônica. Isto é, quando acontece com muita frequência, com uma variedade maior de sintomas e quando interfere na qualidade de vida do indivíduo de forma bastante intensa. Nesse caso, temos a incidência de uma crise de ansiedade.

Veja agora o que é exatamente a crise de ansiedade, como saber se você está sofrendo com essa situação e o que fazer diante de um acontecimento dessa natureza.

O que é crise de ansiedade

A crise de ansiedade também pode ser chamada de ataque de ansiedade ou ataque do pânico. A doença é desenvolvida, geralmente, durante a infância ou adolescente, mas é muito recorrente na fase adulta e naquelas pessoas que já possuem algum transtorno emocional.

Podemos definir a crise de ansiedade como aquele momento crítico em que todos os sintomas da ansiedade surgem de uma maneira mais intensa, mais agressiva, paralisando a tomada de decisões, provocando medo exacerbado e, muitas vezes, sem motivos suficientes.

Geralmente, a crise de ansiedade aparece diante de situações que despertam o medo e a insegurança como a apresentação de um trabalho, mudança de emprego, quando recebe críticas e não sabe lidar com elas ou diante de qualquer acontecimento sobre o qual não se tem o controle necessário.

Assim, é muito comum ter uma crise de ansiedade, por exemplo, quando alguém muito próximo falece e a pessoa se dá conta de que a morte é inevitável e que, em breve, todos nós teremos que passar por isso.

Como identificar uma crise de ansiedade

A crise de ansiedade começa a partir de uma descarga forte e descontrolada de adrenalina, um hormônio que está relacionado com sinais de estresse, medo e excitação. A adrenalina é o que nos impulsiona, por exemplo, a reagir diante de alguma situação que nos desperta medo.

Quando cai na corrente sanguínea, a adrenalina nos impulsiona a agir e nos prepara para enfrentar os momentos de estresse, agindo como um mecanismo de defesa. Assim, podemos reagir de duas formas:

  1.       Enfrentando o medo e fazendo o que deve ser feito, mesmo com todas as limitações impostas;
  2.       Fugindo para não ter que lidar com aquela situação. Nesse caso, o medo é tão grande que nos impede de tomar atitudes e quase sempre vem acompanhado de sintomas bastante perturbadores.

Como já dissemos, é normal se sentir ansioso, temeroso em diversas situações desconhecidas. Não saber o que nos aguarda gera de fato muito estresse e um sentimento de fragilidade. Mas, como saber se o que sentimos é uma insegurança normal ou uma crise de ansiedade? É sobre isso que falaremos no próximo tópico.

Principais sintomas de uma crise de ansiedade

Conheça os principais sintomas do ataque de ansiedade e aprenda a identificar o problema caso ele aconteça com você:

  • Tremores no corpo;
  • Calafrios;
  • Palpitações e taquicardia;
  • Falta de ar;
  • Aperto no peito;
  • Nó na garganta;
  • Respiração acelerada;
  • Tensão muscular;
  • Desconforto abdominal como dores de barriga, náuseas e vômitos;
  • Sensação completa de descontrole, como se estivesse totalmente perdido;
  • Formigamento no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Perceber que está fora de si, fora da realidade;
  • Sensação de sufocamento;
  • Medo de morrer naquele momento.

Quando reúne boa parte desses sintomas, a pessoa também pode expressar suas emoções por meio do choro, de atitudes e falas ríspidas assim como também pode ficar mais recolhida, por medo de expor o que sente.

O que fazer diante de uma crise de ansiedade

Lidar com uma crise grave de ansiedade não é uma tarefa fácil nem para quem sofre com o problema, muito menos para quem convive com alguém que passa por situações semelhantes. Mas, com algumas práticas simples é possível atenuar os sintomas da crise. Confira.

Não foque no sintoma

Por mais amedrontadores que sejam os sintomas de uma crise de ansiedade, não pense neles e nem aja em função deles. Em vez disso, busque distração. Uma dica bem interessante é imaginar uma situação prazerosa que desperte sensação de bem-estar.

É uma técnica que também alivia os sintomas da enxaqueca, por exemplo. Basta imaginar que está em um lugar tranquilo, silencioso, com elementos e pessoas que você gosta e que ajudem você a relaxar. Ao mesmo tempo, tente controlar a respiração.

Respire devagar

Em vez de se concentrar em tudo que está acontecendo com você, foque apenas na sua respiração. Respire devagar, com calma e profundamente. Fazendo isso, o seu cérebro recebe uma quantidade maior de oxigênio, aumentando os níveis de concentração e ajudando a você a manter o controle.

Aplicar técnicas de respiração também é eficiente para evitar que a crise de ansiedade se instale. Ao perceber que uma crise se aproxima, pare e inspire devagar pelo nariz, soltando o ar pela boca bem devagar.

Tente relaxar a musculatura

A contração muscular também é um mecanismo de defesa desenvolvida pelo corpo para enfrentar momentos de estresse. Essa tensão também provoca dores, desconforto e piora uma crise de ansiedade.

Tente relaxar os músculos ao mesmo tempo em que respira mais lentamente. Faça massagens e alongamentos com foco na parte superior do corpo como cabeça, nuca, pescoço, ombros e maxilar.

Não guarde as emoções

Quando não falamos aquilo que sentimos o corpo sofre e demonstra isso por meio de emoções descontroladas. Não acumule sentimentos, mas exponha-os sempre que sentir vontade.

Tenha hábitos saudáveis

É muito importante ter uma vida com mais qualidade em todos os sentidos. Manter hábitos saudáveis é fundamental para a nossa saúde física e mental. Por isso, pratique atividade física, alimente-se bem dando preferência a alimentos naturais e invista em uma boa noite de sono.

Procure ajuda especializada

Quando as crises de ansiedade são muito recorrentes ou quando elas prejudicam consideravelmente a qualidade de vida do indivíduo é fundamental procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma consulta.

Um tratamento adequado ajuda a pessoa a compreender que nem todas as situações são perigosas como aparentam e que é possível se sair bem de momentos difíceis, mesmo tendo que enfrentar os medos que surgem.

Com uma orientação médica eficaz e uma boa dose de autoconhecimento é possível controlar as crises de ansiedade e ter uma vida mais feliz e tranquila.

Como vimos, a crise de ansiedade é uma situação muito comum e que exige bastante atenção de quem sofre com o problema e também de quem está ao seu redor. Felizmente, com medidas certas de prevenção e controle é possível lidar com essa questão que compromete tanto a qualidade de vida. Se você está passando por um momento parecido, siga as nossas recomendações e, se necessário, busque ajuda médica.

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Como evitar as dores nas costas durante o home office

Vascular.pro - seg, 11/09/2020 - 11:40

O home office se tornou uma realidade na vida de muitos brasileiros nos últimos meses. Se por um lado temos a segurança e a comodidade de trabalhar no conforto do lar, por outro temos que arcar com as consequências de uma estrutura inadequada dos escritórios em casa, quase sempre montados às pressas para atender a demanda da empresa.

Uma das queixas mais comuns de quem trabalha em home office é a dor nas costas, geralmente provocada pela má postura e pelo uso de mesas e cadeiras inadequadas para quem precisa passar longas horas sentado ali.

A prova disso é o aumento da busca por informações sobre o assunto na internet. Em abril, o termo “dor nas costas” foi um dos mais procurados no Google, uma clara preocupação da sociedade em solucionar esse problema tão incômodo.

Se você também trabalha em home office e está sofrendo com dores musculares confira algumas dicas muito importantes para não ter mais que passar por esse tormento.

 

Alongue-se antes de começar a trabalhar

Mantenha o hábito de fazer alongamentos antes, durante e depois da sua rotina de trabalho. Exercite os dedos, mãos e punho. Alongue também pernas e pescoço, outras duas áreas super exigidas durante o expediente de trabalho em frente ao computador.

A sua própria cadeira pode servir de apoio para esses alongamentos. Ao alongar o corpo, os músculos ficam menos tensos e mais relaxados, reduzindo a incidência das dores musculares. 

Faça adaptações no seu local de trabalho

Escolha uma mesa com altura de pelo menos 70 cm e uma cadeira confortável, em que você possa apoiar as costas tranquilamente. Sente-se com os glúteos bem próximos ao encosto da cadeira, encaixando bem os quadris. Se necessário, use uma almofada entre as suas costas e o encosto.

O monitor do computador precisa estar na altura dos seus olhos. Se usar um notebook, use um apoio ou suporte para deixá-lo mais alto e inclua também um mouse e um teclado para facilitar e melhorar o seu trabalho.

Deixe também a sua bancada iluminada para não ter que ficar forçando o pescoço para frente para ler melhor no monitor. 

Mantenha uma boa postura

Postura é fundamental. Mesmo que o seu ambiente de trabalho seja ergonômico, você ainda pode sofrer com dores lombares se não insistir em uma postura correta. Por isso, a primeira dica é: sente-se de maneira que os seus pés fiquem apoiados no chão ou use um suporte se achar mais confortável.

Os braços devem ficar rentes ao tronco fazendo um ângulo de 90º com a bancada de apoio. Resista à tentação de inclinar a cabeça para frente, apoiar parte do corpo na mesa ou sentar em cima das pernas. Sempre que surgir essa vontade, pare, descanse e retorne.

Ah, e não se esqueça de usar um mouse pad com apoio para os punhos. Quem usa o computador de forma intensa, precisa ter onde descansar as mãos e evitar as dores e lesões.

Respeite o momento de descanso

Pausas são absolutamente necessárias. Um dos grandes erros de quem trabalha em  home office é extrapolar o horário do expediente, seja começando mais cedo ou ficando até tarde resolvendo pendências. Pior quando não há descanso nesse período.

O recomendado é pausar o trabalho a cada 1 ou 2 horas de foco. Tire uns 15 minutos para fazer um lanche, alongar o corpo por cerca de 30 segundos, vá ao banheiro, brinque com o cachorro, faça alguma tarefa doméstica e depois retorne.

Dependendo da sua demanda de trabalho dá até para tirar uma soneca depois do almoço. É importante conhecer e respeitar os seus limites. Forçar o corpo e a mente gera além de cansaço, dores físicas e emocionais.

Faça atividade física com frequência

A atividade física já é uma necessidade na vida de todos. Mas ela é mais importante ainda para aquelas pessoas que passam o dia inteiro sentadas. Os alongamentos são muito válidos, mas eles não são suficientes para estimular toda a musculatura do nosso corpo, especialmente da região lombar.

Para fortalecer essa região faça exercícios que usam o peso do próprio corpo como polichinelos, prancha isométrica, flexões, agachamentos e outros. Alongue-se antes e depois também.

Além de combater as dores nas costas, os exercícios físicos aliviam as dores nas pernas que também surgem quando passamos muito tempo sentados. O ideal é fazer atividade física ao menos três vezes por semana.

Use fones de ouvido

Quem precisa realizar e atender várias ligações por dia deve tomar muito cuidado com o terrível hábito de posicionar o aparelho de telefone entre o ombro e o ouvido, ao mesmo tempo em que resolve alguma coisa no computador. Essa prática tão comum causa dores diversas na região das costas, cabeça e pescoço.

Para evitar, invista em fones de ouvido que permitem que você fale ao telefone e use o computador ao mesmo tempo, sem ter que ficar em uma posição incômoda e dolorida.

Invista em uma boa cadeira

Uma cadeira confortável é essencial para quem trabalha sentado o dia inteiro. É o primeiro investimento que você deve fazer ao montar o seu escritório, especialmente se você usa a cadeira de jantar ou qualquer outro móvel totalmente impróprio para essa atividade.

É possível encontrar no mercado cadeiras de escritório bastante confortáveis e com preços acessíveis. Pesquise uma que se encaixe no seu orçamento e invista na sua saúde.  

Não trabalhe no sofá

O home office tem muitas vantagens, é verdade. Uma dessas vantagens é a possibilidade de trabalhar de qualquer cômodo da casa. Porém, nem todos esses espaços oferecem condições adequadas para o uso correto do computador.

O profissional que usa muito o laptop tem o costume de trabalhar no sofá, na cama, na rede, na bancada da cozinha ou em qualquer outro local que tenha internet e um cantinho para sentar. 

No entanto, apesar de parecer confortável, o sofá é totalmente contraindicado para a realização de trabalhos prolongados ao computador. Bancos sem apoio nas costas, altos ou baixos demais também devem ser evitados. 

Com o tempo e a frequência de uso desses móveis, o corpo sentirá o desconforto e demonstrará isso por meio das dores nas costas.

Como aliviar as dores nas costas?

Se a dor já apareceu, alivie o problema usando uma bolsa de água quente na região e tome algum analgésico. Caso o incômodo persista, procure um especialista no assunto (neurocirurgião ou ortopedista) e siga as orientações repassadas. E, claro, não deixe de pôr em prática as dicas listadas aqui. Elas não são apenas preventivas, mas também ajudam a aliviar a dor quando ela já está instalada.

Como vimos, a dor nas costas é, para muitas pessoas, uma consequência natural e comum do trabalho home office. No entanto, com as medidas certas de prevenção é possível evitar que o problema apareça e se torne um empecilho para a realização das suas atividades.

 

 

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6 em cada 10 pessoas estão com excesso de peso: obesidade em foco

Vascular.pro - qua, 11/04/2020 - 13:12

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou recentemente os dados da Pesquisa Nacional de Saúde realizada em 2019. A pesquisa aponta que a cada 10 pessoas adultas no Brasil, 6 estão acima do peso.

Essa mesma pesquisa alertou para o fato de que o público feminino é o que mais sofre com o sobrepeso. 62% das mulheres estão com o peso acima do recomendado. Talvez pela incidência do lipedema, que, como já vimos é muito freqüente. Em contrapartida, os homens somam 58% desse total.

A pesquisa também levantou informações sobre a quantidade de obesos no país. Cerca de 25% dos adultos acima de 18 anos estão com obesidade. Assim, se juntarmos os adultos que estão com sobrepeso com aqueles que já estão obesos temos um percentual preocupante de mais de 60%, o que equivale a um total de 96 milhões de pessoas.

Sobrepeso e obesidade: diferenças

Quando dizemos que alguém está acima do peso, isso quer dizer que ela está fora do peso padrão determinado pelos órgãos de saúde que levam em conta basicamente a estatura do indivíduo.

Assim, ele pode estar apenas com poucos quilos acima do normal, caracterizando o sobrepreso, ou com muitos quilos acumulados, o que já é considerado obesidade.

A pesquisa realizada pelo IBGE levou em consideração o IMC. Que não considera a distribuição corporal do lipedema. Saiba mais sobre ele a seguir.

O que é o IMC (Índice de Massa Corporal)

O Índice de Massa Corporal é um cálculo que divide o peso atual do indivíduo pela altura dele ao quadrado. Assim, se uma pessoa pesa 80 quilos e mede 1,60m, o seu IMC é o resultado de 80/2,56 (1,60×1,60) que é igual 31,25.

De acordo com a tabela do IMC, pessoas que pesam acima de 25kg estão com sobrepeso enquanto aquelas que pesam mais de 30kg já são considerados obesos.

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O aumento de pessoas com peso acima do normal tem a ver, principalmente, com a dificuldade em se estabelecer uma alimentação saudável. Em vez disso, há consumo em demasia de industrializados, açúcar, alimentos refinados e frituras.

Além disso, a ausência da prática de atividade física é outro fator que influencia diretamente no aumento do peso, além de distúrbios alimentares e condições emocionais e metabólicas. Outras causas da obesidade são:

  • Metabolismo lento;
  • Uso de determinados medicamentos;
  • Problemas emocionais como ansiedade, estresse, depressão;
  • Menopausa;
  • Insônia;
  • Gastrite;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Predisposição genética e outros.

A obesidade, por sua vez, é reconhecida quando há um excesso maior de gordura acumulada no corpo, por um longo tempo e com mais dificuldade de ser eliminada. As principais causas da obesidade são:

Ingestão excessiva de alimentos, principalmente aqueles considerados não saudáveis e que se acumulam facilmente no corpo humano como carboidratos e frituras.

Sedentarismo. Quando não pratica nenhum exercício físico o indivíduo dificilmente perderá o peso acumulado ou gastará a energia produzida pela ingestão excessiva de alimentos. Por isso, o acúmulo de gordura acontece tão facilmente.

Consequências do excesso de peso para a saúde

O excesso de peso é uma condição que influencia diretamente na qualidade de vida do indivíduo, comprometendo a sua saúde, acelerando a incidência de diversas doenças e contribuindo para uma vida menos saudável e menos duradoura. Veja as principais complicações da obesidade:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes tipo 2;
  • Hipertensão;
  • Refluxo;
  • Artrite e artrose;
  • Tumores na região do intestino;
  • Cansaço excessivo nas pernas e pés;
  • Diversos problemas psicológicos como ansiedade, depressão, baixa autoestima e outros.
O que fazer para combater o sobrepeso

Como vimos, são muitas as causas do excesso de peso, mas os maus hábitos alimentares são considerados as principais razões para o acúmulo de gordura corporal. Assim, para controlar o peso e se manter dentro dos parâmetros normais temos algumas dicas. Veja:

Tenha uma alimentação saudável

A alimentação ideal é aquela balanceada, com ingestão diária de legumes, frutas e verduras. Os carboidratos consumidos devem ser, preferencialmente, os integrais que são ricos em fibras, controlam a fome e garantem a energia necessária para as atividades diárias.

Proteínas como as carnes, ovos, peixes e frango devem estar presente em todas as refeições. As proteínas garantem saciedade e ajudam na formação muscular, o que também consome bastante energia corporal, ajudando no controle de peso.

A alimentação diária deve ser dividida em pelo menos 6 porções. É a melhor maneira de evitar picos de fome e ingestão em excesso de alimentos e também de estimular o metabolismo, o auxiliando a queima calórica. Cuidado para não aumentar calorias ingeridas au aumentar a frequência de alimentação.

Beba bastante água

Beba pelo menos dois litros de água ao longo do dia. A água remove toxinas, ajuda na digestão, reduz a fome e a ansiedade, faz o cérebro funcionar melhor e acelera o metabolismo.

Pratique atividades físicas

É fundamental fazer exercícios físicos todos os dias, ou pelo menos três vezes por semana, por cerca de 30 ou 40 minutos para prevenir o acúmulo de gordura no corpo e ajudar na queima calórica.

A prática de atividade física, além de ser fator primordial na perda de peso, também é essencial na garantia de uma vida com mais qualidade. Quando nos exercitamos ficamos mais produtivos, aliviamos o estresse, reduzimos a ansiedade e a depressão e dormimos melhor.

Gaste mais calorias do que consome

Para evitar o acúmulo de gordura no corpo é preciso que haja um déficit calórico. Ou seja, o corpo precisa gastar mais calorias do que consome. Assim, não há risco do excesso de calorias se instalar de vez no organismo e virar gordura localizada.

Para gastar mais do que consome é primordial fazer atividade física, além de consumir alimentos menos calóricos como os de origem natural, os integrais e evitar doces, frituras, gorduras e industrializados.

Durma bem

O sono é um momento reparador e sua importância deve ser reconhecida. Durma pelo menos 8 horas por dia e faça com que a sua noite de sono seja leve, tranquila e sem interrupções. Assim, você também afasta o estresse e ainda come menos ao longo do dia.

Evite picos de estresse

O estresse, além de provocar a obesidade porque estimula o apetite, também aumenta os níveis de ansiedade e depressão. Ele também favorece o surgimento e agravamento de muitas outras doenças como os problemas cardiovasculares.

Vá ao médico regularmente

Como vimos, as mulheres são as mais afetadas pelo excesso de peso. Além de sofrerem com o estresse e com os maus hábitos alimentares, elas também têm que lidar com os problemas típicos do público feminino como as doenças ginecológicas e a menopausa, duas causas reconhecidas da obesidade. Por isso, é importante procurar ajuda de um especialista.

Distúrbios alimentares e outros problemas emocionais também devem ser investigados o quanto antes por um profissional da área da saúde para que ele possa identificar uma possível relação dessas enfermidades com o excesso de peso.

Pudemos perceber que o excesso de peso e a obesidade são problemas que afetam mais da metade da população brasileira. É um dado muito preocupante uma vez que o aumento do nível de gordura no corpo acarreta muitos outros problemas graves de saúde como as doenças físicas e emocionais. Adotar hábitos saudáveis é essencial para perder peso e ter uma vida com mais qualidade.

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Como parar de fumar?

Vascular.pro - sex, 10/23/2020 - 09:15
Lidando com a vontade de fumar

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina que é considerada uma droga. E daquelas bastante poderosas, pois atinge o cérebro em apenas 7 segundos. é normal portanto, que os primeiros dias sem cigarros sejam mais difíceis.

 

O QUE PODE ACONTECER QUANDO VOCÊ DEIXA DE FUMAR???

Ao parar de fumar você pode se sentir ansioso, com dificuldade de concentração, irritado, ter dores de cabeça e sentir aquela vontade intensa de fumar. Cada pessoa tem uma experiência diferente. Uns sentem mais desconforto, outros não sentem nada. Mas não desanime tudo isso vai desaparecer no máximo em duas semanas.

Também acontecem muitas coisas boas.

 

FIQUE DE OLHO NA ALIMENTAÇÃO!

Se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso de até 2 quilos, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando. De qualquer forma, procure não comer mais do que o de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos de baixa caloria, frutas, verduras, legumes, etc. Para distrair a fome você pode comer balas e chicletes dietéticos. Beba sempre muito líquido, de preferência água, sucos naturais. Evite tomar café e bebidas alcoólicas, pois podem ser um convite ao cigarro. Procure trocá-los por chá e coquetéis sem álcool (como de frutas e tomate).

 

Você pode escolher duas formas para a parar de fumar:

 

A PARADA IMEDIATA

Esta deve ser sempre a primeira opção. Você deixa de fumar de uma só vez, cessando totalmente de uma hora para outra.

 

A PARADA GRADUAL

Você pode utilizar este método de duas formas:

  1. Reduzindo o número de cigarros. Para isso, é só contar o número de cigarros fumados por dia e passar a fumar um número menor a cada dia.
  2. Adiando a hora em que começa a fumar o primeiro cigarro do dia. Você vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas predeterminado a cada dia até chegar o dia em que você não fumará nenhum cigarro.

 

Se você escolher a parada gradual, não deverá gastar mais que duas semanas neste processo.

 

MAS ATENÇÃO!

Lembre-se também de que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa. Eles fazem tanto mal à saúde quanto os outros cigarros.

Cuidado com os métodos milagrosos para deixar de fumar. Se tiver dúvidas, procure orientação médica. Somente um médico poderá avaliar a utilização de outros métodos, como por exemplo, adesivos de nicotina.

Muitos fumantes acreditam que só poderão parar de fumar se reformularem totalmente sua vida, e ficam imaginando que vai ser tão difícil que é melhor nem tentar.

 

PARAR DE FUMAR SIGNIFICA UMA MUDANÇA RADICAL EM SUA VIDA???

Você não precisa tornar-se um atleta, passar a ser vegetariano radical ou ter uma vida sem amigos e divertimento. Mas por que não aproveitar a oportunidade para rever sua rotina e fazer algumas mudanças para melhor?

Geralmente abusamos de alimentação desequilibrada e bebidas alcoólicas, levamos uma vida sedentária e acreditamos que os riscos de adoecer estão sempre muito distantes.

 

REPENSE SUA ROTINA

Pense no que seria possível fazer para mudar sua rotina.

Buscar atividades diferentes pode ajudar quando se está parando de fumar. Para quebrar as associações que existem entre fumar e sua rotina, é necessário planejar atividades para “colocar no lugar do cigarro”. Você deve manter seus prazeres e lazeres – sem cigarro.

Nesse período inicial, contudo, é melhor evitar certas situações até que você se sinta fortalecido para lidar com elas.

Portanto, evite lugares com muitos fumantes!

 

INVISTA EM SEU PREPARO FÍSICO

Procure iniciar caminhadas, de preferência em lugares agradáveis. Se não gosta de caminhar, procure algum exercício ou esporte que lhe agrade. Preencha seu tempo com algo que você realmente goste de fazer. Dance, pratique jardinagem, cozinhe pratos diferentes, vá ao cinema, ao teatro, aos museus, ouça música, namore, leia, bata papo com os amigos etc. O importante é movimentar-se, cuidando do corpo e da mente.

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