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Cuidado com as complicações das varizes

Vascular.pro - sab, 02/27/2021 - 09:32

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que surgem, especialmente nas pernas de mulheres, por conta de vasos doentes. Apesar de gerar um desconforto estético muito grande, esse não é o problema mais grave que as varizes podem causar. Existem outras complicações muito mais danosas causadas pelas varizes e é sobre elas que falaremos a partir de agora.


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Principais complicações causadas pelas varizes

De imediato, quem sofre com varizes relata como a principal insatisfação o aspecto estético do corpo que fica comprometido. As varizes são muito mais comuns nas pernas de mulheres e essa é uma região que fica exposta com muito mais frequência, principalmente nos dias mais quentes.

Portanto, as veias tortas, sobressalentes, com formatos variados costumam mesmo constranger bastante. Muitas mulheres mudam o seu jeito de se vestir para esconder essas imperfeições na pele. Sendo assim, o efeito estético é sim uma complicação das varizes, mas não é a mais grave como as que serão relatadas a seguir.

 

Úlcera venosa

Essa é a pior complicação de todas. A úlcera é uma grande ferida que surge na perna varicosa quando a doença já está no estágio final. São ferimentos profundos, de difícil cicatrização e que provocam muita dor e desconforto.

A úlcera venosa costuma aparecer quando a pessoa que sofre com varizes passa muito tempo sem tratar o problema, que vai se agravando até chegar nesse ponto crítico. Pessoas que têm uma grave insuficiência venosa também são mais propícias a sofrerem com as úlceras venosas.

As úlceras podem ser únicas, mas também podem surgir de formas múltiplas, mais especificamente na região dos tornozelos. Há um risco alto de infecção que também favorece o surgimento de outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental evitar que as varizes cheguem até esse estado.

 

Trombose

A segunda maior complicação das varizes é a trombose, uma doença que se caracteriza pela presença de coágulos sanguíneos em lugares que não sofreram traumas e nem sangramentos. As varizes podem provocar dois tipos de trombose: a venosa profunda e a superficial.

 

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda é a mais perigosa porque apresenta coágulos sanguíneos, mais precisamente na região das pernas. Devido à textura rígida desse coágulo, alguma parte dele pode se desprender e seguir em direção à região dos pulmões, através do fluxo natural sanguíneo.

Ao chegar nos pulmões, esse coágulo pode causar entupimentos graves dependendo do seu tamanho e o resultado é a tão temida embolia pulmonar. A embolia pulmonar é, portanto, uma complicação grave das varizes e pode levar à morte súbita do paciente.

Os principais sintomas da trombose são:

  • Dor e inchaço local;
  • Pele avermelhada ou arroxeada;
  • Pernas mais quentes e com aspecto mais rígido do que o normal.

 

Trombose venosa superficial

A segunda variação da trombose é a tromboflebite superficial. É um pouco parecida com a trombose venosa, mas como o próprio nome diz, atinge a parte mais superficial da pele. Por isso, não é tão perigosa quanto a trombose venosa, apesar de também merecer muita atenção.

A tromboflebite é uma inflamação das veias menos profundas provocada pela presença de coágulos sanguíneos. As veias aparecem como verdadeiros cordões na pele, causando ao paciente alguns sintomas incômodos como dores, vermelhidão e inchaço.

 

Dermatite ocre

A dermatite ocre apresenta na região dos pés manchas de aspecto escurecido provocadas pela insuficiência venosa. Por causa dessa má circulação local, o sangue fica estagnado na região aumentando a pressão e causando as manchas.

Tais manchas são muito difíceis de serem removidas, mesmo após o tratamento das varizes. Por isso, é fundamental que se busque ajuda o mais rápido possível para evitar mais esse incômodo estético na pele.

 

Eczema

O eczema parece muito como uma descamação da pele, que pode vir acompanhado de uma coceira. Essa coceira, que parece inofensiva, pode virar uma ferida que, por sua vez, pode se transformar em uma úlcera venosa em um futuro bem próximo, se o tratamento tardar.

O paciente começa a sentir um desconforto na pele varicosa, coça a pele para aliviar esse incômodo, a coceira provoca feridinhas que podem evoluir para um problema mais grave como as úlceras. Mais uma vez, o tratamento das varizes é fundamental para evitar esse efeito colateral.

 

Varicorragia: veias que sangram

A varicorragia pode ser definida como uma veia saltada da pele que pode sangrar por qualquer motivo. É um acontecimento muito comum que se origina por causa da fragilidade das veias doentes.

Como há insuficiência venosa na perna que apresenta varizes, essa região fica com uma quantidade maior de sangue represado, aumentando a pressão local. Assim, as veias podem arrebentar sem um motivo aparente, exemplificando um caso de varicorragia.

É um episódio que acontece muito quando o indivíduo está tomando banho e é surpreendido por uma quantidade de sangue no chão que ele não sabe ao certo de onde vem, até identificar que o sangramento está partindo da perna que apresenta varizes.

Ao se deparar com uma situação como essas, o recomendado é que o paciente deite-se com as pernas elevadas, pressione o local para evitar a perda de mais sangue e faça, em seguida, um curativo para estancar o sangramento.

Depois, obviamente, é preciso procurar a orientação de um médico vascular. A varicorragia é uma complicação das varizes e um sinal de algo que já não estava bem, está começando a piorar.

 

Fator estético

Como já dissemos, a questão estética também é um fator a ser levado em consideração quando falamos em complicações das varizes. Quanto mais doente for a perna varicosa, quanto mais varizes ela tiver, mais vasinhos surgirão se espalhando pela região dos membros inferiores.

As varizes vêm acompanhadas de dores, inchaço, peso nas pernas e podem evoluir para doenças mais graves, como vimos ao longo deste artigo.

Então, a orientação sempre é procurar ajuda médica para tratar as varizes o quanto antes para que não surjam as complicações. Estas são muito mais agressivas, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, como é o caso da embolia pulmonar provocada pela trombose venosa. Portanto, observe o seu corpo e logo que constatar a presença de varizes, procure um médico. As varizes têm tratamento e buscar ajuda evita muitos incômodos futuros.

 

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Vein Camera – filtro do instagram

Vascular.pro - ter, 02/23/2021 - 15:33

Já havia criado há alguns anos o aplicativo Vein Camera para iPhone e iPad que permitia o realce de veias varicosas usando a camera de alta definição desses aparelhos. Infelizmente estava sem tempo de desenvolver o mesmo para o Android.

Mas uma tecnologia nova chegou, atrelada ao Instagram e ampliou as possibilidades. Aproveitei e criei um filtro para ver veias e varizes superficiais que roda em todos os dispositivos que tenham a última versão do Instagram instalado e funcionando.

Para acessar esse filtro, entre nesse link: Vein Camera para Instagram.

Siga-me no instagram para mais dicas e atualidadoes sobre doenças vasculares.

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Categorias: Vascular

Tornozelos e pés inchados: principais causas e o que fazer

Vascular.pro - ter, 02/23/2021 - 10:49

O inchaço, nome popular dado ao edema, é, basicamente, o acúmulo de líquido em determinada região do corpo. Quando ataca pés e tornozelos, pode ser o sinal de alguma doença venosa, linfática, resultado da má circulação sanguínea ou apenas consequência de maus hábitos. Veja a seguir as principais causas do inchaço e o que fazer para amenizar o problema.

Como identificar o inchaço nos pés e tornozelos?

A principal característica do inchaço é o aumento do volume da superfície afetada. Outro sinal de inchaço é o brilho da pele que se torna mais intenso. Além disso, a pessoa pode sentir peso nas pernas, cansaço excessivo, desconforto e até dor, dependendo da motivação do edema.

Uma técnica manual para identificar o inchaço é pressionar a área possivelmente inchada. Havendo uma depressão no local é sinal de que há sim acúmulo de líquido e é o momento, então, de procurar um médico, buscar o diagnóstico correto e começar o tratamento o quanto antes. (Sinal de Godet)

 

Principais causas do inchaço

Existem várias causas para o inchaço nos pés e nos tornozelos. Na maioria das vezes, não chega a ser algo grave e um dia é suficiente para que o edema desapareça. Contudo, quando vem acompanhado de outros sintomas como dor, ferimentos e vermelhidão e também quando dura muitos dias, o inchaço precisa ser analisado com mais cuidado por um especialista.

 

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma das principais causas do inchaço nos pés e nos tornozelos e também é um dos problemas mais delicados, que exigem atenção redobrada. A insuficiência venosa indica uma má circulação na região das pernas e dos pés.

Isso quer dizer que o sangue que deveria circular normalmente pelos membros inferiores não está conseguindo fazer esse trajeto devido a algum bloqueio, como os coágulos sanguíneos, refluxo, que seria o retorno do sangue, por falha das válvulas venosas, ou devido ao mau funcionamento dos músculos da panturrilha, responsável por bombear o sangue.

A má circulação nos membros inferiores originam as varizes que nada mais são do que veias doentes, com algumas variações de tamanho e grau de risco. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para úlceras doloridas e mais difíceis de serem curadas.

 

Linfedema

O linfedema é caracterizado pelo acúmulo de um líquido formado basicamente por proteínas, gorduras e água chamado de linfa. A linfa também é responsável pelo transporte das células de defesa do nosso corpo, os glóbulos brancos.

Os responsáveis pelo transporte da linfa são os vasos linfáticos que têm a ajuda dos gânglios linfáticos para purificar esse líquido e levá-lo de volta ao sangue, de onde a linfa se originou.

Quando acontece algum problema nos vasos ou nos gânglios, esse transporte não acontece e a linfa se acumula, geralmente na região inferior do corpo como as pernas e os pés.

O linfedema tem causa congênita, mas também pode surgir ao longo do tempo devido a inflamações e infecções locais como a erisipela. Também pode aparecer após a realização de cirurgias que comprometam os gânglios linfáticos, dentre outras razões.

O linfedema geralmente não causa dor, apenas o inchaço que pode comprometer um ou os dois pés. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento e quanto mais cedo o problema for diagnosticado, melhores serão os resultados.

 

Lipedema

O lipedema é uma doença muito confundida com a obesidade e também com o linfedema. Porém, tem causas e características diferentes. O lipedema é causado pelo acúmulo desproporcional de gordura doente em regiões específicas do corpo, mais precisamente nos membros inferiores e na região dos quadris.

O lipedema afeta principalmente as mulheres e pode surgir após fases de grande movimentação dos hormônios como a adolescência, a menopausa e a gravidez, por exemplo. Além do inchaço, o lipedema pode gerar dor na região afetada e assimetria no corpo. A parte de cima do tronco fica bastante desproporcional em relação à parte de baixo do corpo.

Como não é uma doença provocada pelo acúmulo de gordura normal, dietas e exercícios não direcionados não conseguem eliminar o lipedema, apenas reduzir um pouco o excesso. O tratamento envolve uma série de medidas, dentre elas a cirurgia para aspiração de gordura.

Além das doenças venosas, existem outras causas para o inchaço dos pés e tornozelos. Por exemplo:

  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Doenças hepáticas;
  • Gestação;
  • Uso excessivo de sal;
  • Ficar muito tempo em pé;
  • Artrose;
  • Traumas;
  • Uso de medicamentos para o tratamento de doenças etc.

Diante de tantas origens do inchaço, é muito importante que o indivíduo conheça o seu corpo e logo que identifique alguma alteração, procure um médico para encontrar a raiz do problema.

 

O que fazer para controlar o inchaço nos pés e tornozelos?

Depois de feito o diagnóstico, é preciso seguir as orientações do médico especialista para reduzir o inchaço e os outros sintomas que o acompanham. Lembrando que cada doença tem um tratamento específico e cabe ao médico prescrever o método mais adequado.

Algumas orientações que podem ser úteis em todos os casos são as relacionadas a seguir:

Fazer exercícios físicos: além de favorecer a circulação, se exercitar contribui para a perda de peso que também é excelente para diminuir o inchaço.

Manter uma alimentação saudável: beber bastante água, reduzir o sal, consumir menos industrializados, comer mais produtos naturais são maneiras de reduzir o acúmulo de líquido. Veja a dieta antiinflamatória.

Elevar as pernas: à noite, antes de dormir, ponha um travesseiro sob as pernas e mantenha-as elevadas para facilitar a circulação do sangue.

Meias de compressão: também são alternativas para estimular a circulação e aliviar o cansaço e o peso nas pernas.

Drenagem linfática: ótima indicação para eliminar líquidos, dissolver nódulos e aliviar as dores locais. Porém, vale lembrar que a drenagem deve ser feita por um profissional e é diferente daquela realizada por motivos estéticos.

Evite diuréticos: muitas pessoas tomam diuréticos na intenção de reduzir o inchaço, mas isso é um erro que deve ser evitado, principalmente sem avaliação médica. O diurético elimina água, mas também joga fora minerais e outras substâncias importantes para o corpo, causando a desidratação. Seu uso é restrito para algumas situações muito específicas.

Logo que o seu corpo consumir água novamente, volta à mesma situação anterior. O inchaço é apenas um sintoma e não a doença. Portanto, foque em tratar a causa do inchaço e não o sintoma.

O inchaço nos pés e nos tornozelos nem sempre é considerado um sintoma grave, mas dependendo da proporção, do tempo de duração e de outros sinais que o acompanham podem sim indicar uma doença que inspire cuidados imediatos, como as doenças venosas. O melhor a fazer é procurar orientação médica o quanto antes para solucionar de vez o problema.

 

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Quais os sintomas de problemas no sistema linfático

Vascular.pro - sab, 02/20/2021 - 10:54

O sistema linfático é um conjunto de vasos e linfonodos responsáveis por fazer o transporte de linfa, presente nos tecidos, para o sistema circulatório. Também é um sistema de defesa, com atuação direta na proteção de células e absorção de substâncias importantes para o corpo humano. Como a principal função do sistema linfático é o transporte de líquido, não é difícil identificar o momento em que essa atividade não está sendo executada corretamente. Logo que esse transporte é interrompido ou sofre algum dano, o corpo apresenta sinais e é sobre esses indicadores que falaremos mais adiante.

Sintomas de problemas no sistema linfático

Como saber se o seu sistema linfático está normal ou se está sofrendo com alguma alteração anormal? Conhecendo os sinais que o seu corpo apresenta. Vejamos agora quais são.

Edema (inchaço)

O edema, popularmente chamado de inchaço, é a principal demonstração de que há alguma coisa errada com o nosso sistema linfático. Ora, se os vasos linfáticos realizam o transporte de linfa pelo corpo é compreensível que, diante de uma falha, esse líquido fique estagnado.

O resultado é o acúmulo desse material dentro dos vasos, resultando no inchaço. Esse acúmulo pode ser gerado devido ao mal funcionamento dos vasos e também por algum tipo de obstrução local ou lesão.

Assim, sempre que o indivíduo apresenta inchaço no corpo de forma prolongada, sem uma causa aparente ou após alguma intervenção cirúrgica, precisa consultar um médico especialista para verificar a causa real desse edema.

Quando atinge pernas e pés, o edema é facilmente perceptível a olho nu e também quando a área afetada é pressionada. O retorno gradual da pele após a pressão indica o maior ou menor grau do problema.

O linfedema é uma das doenças mais comuns do sistema linfático que provoca inchaço, membros assimétricos e erisipela, da qual falaremos adiante.

Erisipela

A erisipela é uma infecção que atinge a parte mais externa da pele do indivíduo, provocada por uma bactéria. Essa bactéria entra no organismo através de pequenas fissuras como ferimentos, rachaduras e até mesmo micoses.

A erisipela atinge basicamente pernas e pés e os idosos são os mais propensos a sofrer com a doença por causa da fragilidade do sistema linfático. Os principais sintomas dessa infecção são:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço;
  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Pele escurecida;
  • Febre;
  • Bolhas e ferimentos, nos casos mais graves.

Alguns pacientes também relatam sintomas como febre, indisposição, fadiga e mal-estar generalizado antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas físicos da erisipela.

Elefantíase

A elefantíase é o nome popular da Filariose, uma infecção provocada por um verme que entra na pele do indivíduo através da picada de um mosquito contaminado. Esse verme chega até os vasos linfáticos, provocando alterações na circulação local ocasionando o inchaço completamente anormal de um dos membros inferiores.

A perna afetada por essa infecção apresenta uma aparência deformada e rígida, extremamente diferente da perna não atingida, se assemelhando a pata de um elefante. Por isso, a popularização do nome “elefantíase”.

A elefantíase é uma das doenças mais incapacitantes do sistema linfático, além de causar no paciente severas crises de insatisfação com o próprio corpo, devido à deformidade estética.

Ausência de dor

A dor não é um sintoma clássico nas doenças do sistema linfático. É muito comum os pacientes não relatarem esse tipo de desconforto quando procuram um médico. Aliás, a dor é um excelente sintoma que ajuda a diferenciar do lipedema. Contudo, a ausência de dor não indica a ausência de um problema.

No caso do linfedema, por exemplo, o inchaço provocado pela distribuição irregular da linfa pelos vasos linfáticos, não causa dor ao paciente. Isso acaba por fazer com que ele pense que está tudo normal. Mesmo sem dor, é preciso observar os outros sintomas e procurar o médico diante de qualquer alteração significativa.

É importante lembrar que a dor pode aparecer caso haja alguma infecção local, como a própria erisipela, da qual falamos anteriormente. Por isso é tão importante ficar atento aos sinais e analisar cada novidade que o corpo apresentar.

Assimetria: uma perna diferente da outra

Outro sintoma muito comum das doenças do sistema linfático é a assimetria das pernas. Isto é, as pernas do paciente atingido não têm a mesma aparência quando comparadas entre si. Geralmente, uma é mais inchada do que a outra, evidenciando o acúmulo de líquido naquele local específico.

Nem sempre esse sintoma vem acompanhado de outros. O indivíduo pode não relatar dor, alteração de cor, ferimentos e nenhuma outra característica que sinalize algum problema a não ser uma perna mais grossa do que a outra. Porém, esse sintoma já é um sinal do linfedema, o inchaço provocado pela má circulação da linfa.

Pés também são atingidos

O corpo inteiro pode apresentar sintomas de que o sistema linfático não vai bem, inclusive os pés. Em muitos casos, inclusive, é observando os próprios tornozelos que o indivíduo percebe que há algo de errado com o seu corpo, que existe um inchaço anormal nos membros inferiores.

Com o passar do tempo, e na ausência de tratamento, esse inchaço pode se agravar, reduzindo cada vez mais a mobilidade do indivíduo que acaba ficando mais cansado ao executar atividades rotineiras, tendo que depender cada vez mais de outras pessoas.

Paciente sente piora ao ficar de pé

A posição vertical dos membros inferiores piora a situação de quem tem alguma doença do sistema linfático. O motivo é a dificuldade que os vasos apresentam em realizar o transporte do líquido de baixo para cima, uma vez que estão lesionados ou em mal funcionamento.

Por isso, ficar muito tempo em pé não é recomendado, pois é um hábito que sobrecarrega o sistema circulatório, além de provocar dores, cansaço nas pernas, além de outros desconfortos.

Paciente sente melhora ao elevar as pernas

Se ficar muito tempo em pé é desconfortável, elevar os membros inferiores gera um verdadeiro alívio para quem apresenta linfedema ou alguma outra doença linfática. Manter as pernas elevadas estimula a circulação, favorece o trajeto do líquido pelo corpo, de baixo para cima, reduzindo o inchaço.

O ideal é que o paciente apoie as pernas sobre algum travesseiro macio na hora de dormir e eleve as pernas outras vezes ao longo do dia para evitar o cansaço extremo e diminuir a retenção líquida.

Como vimos, os problemas do sistema linfático são facilmente perceptíveis através da observação minuciosa e atenta dos sinais que as doenças apresentam. Obviamente, é preciso uma consulta com um médico especialista para confirmar ou eliminar suspeitas. Contudo, é muito importante que o paciente aprenda a observar o seu corpo em busca de alterações que indiquem algum problema de saúde e busque ajuda logo que perceber alguma anormalidade.


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O que o linfedema pode causar?

Vascular.pro - ter, 02/16/2021 - 12:51

O linfedema se caracteriza pelo tamanho irregular de determinada região do corpo, provocado pelo acúmulo anormal de um líquido rico em proteínas, chamado linfa. O indivíduo que sofre com o linfedema apresenta inchaços, mais precisamente na região inferior do corpo. Além de todo o desconforto motivado por esse inchaço, o linfedema também pode causar complicações como a erisipela e a elefantíase. Saiba mais sobre as consequências do linfedema a seguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é uma doença que provoca o acúmulo de linfa em todo o corpo, mas com foco maior nas pernas e nos pés. Esse excesso de linfa acontece quando os vasos linfáticos possuem alguma obstrução ou lesão que impede a circulação normal dessa substância.

Assim, o corpo não consegue fazer a drenagem correta do líquido, fazendo com que ele fique armazenado dentro dos canais linfáticos, causando o inchaço, principal sintoma da doença.

O linfedema pode ser de origem primária, quando tem causa genética e também pode ser resultado de uma intervenção externa, como procedimentos cirúrgicos, caracterizando assim uma origem secundária.

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento. Os cuidados começam com a visita ao médico e cumprimento das orientações repassadas que, geralmente, são:

  • A prática regular de atividade física;
  • O uso de roupas de compressão;
  • Drenagem linfática manual;
  • Cirurgia.

Todas as medidas de tratamento têm como objetivo reduzir a quantidade de líquido acumulado e assim garantir ao paciente uma vida com mais qualidade.

Complicações do linfedema?

Quando não tratado corretamente, o linfedema pode causar diversas complicações ao paciente. Dentre elas, destacamos o escurecimento da pele, dor local, vermelhidão, ferimentos, coceira, indisposição e baixa mobilidade. Além disso, outras duas complicações do linfedema merecem uma atenção especial: a erisipela de repetição e a elefantíase. Saiba mais a seguir.

Erisipela de repetição

A erisipela é uma infecção comum, causada por uma bactéria que se localiza no membro inferior, no tecido subcutâneo da pele. A infecção causada pela doença provoca vermelhidão na pele, também chamada de hiperemia.

A hiperemia é a grande circulação ou a congestão sanguínea em um local específico da pele.

Para que essa bactéria cause infecção, ela precisa de uma porta de entrada, um meio para chegar até a região interna do corpo humano. Esse acesso existe quando o paciente apresenta algum ferimento ou fissura na pele que, por menor que seja, permite a entrada da bactéria.

Até mesmo a micose, muito comum nos pés, pode ser porta de entrada para a ação da bactéria causadora da erisipela, uma vez que os fungos causadores da micose geram pequenas rachaduras na pele, favorecendo a entrada desses micro-organismos.

Além da pele avermelhada, a pessoa que sofre com erisipela pode apresentar:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Bolhas;
  • Pele com ferimentos indicando a necrose dos tecidos locais.

O tratamento da erisipela deve ser rápido com o uso de antibióticos orais indicados pelo médico, além de muito repouso e elevação do membro afetado para tentar reduzir o inchaço.

O profissional indicado para tratar essa doença é o cirurgião vascular, mas o médico que atende no posto de saúde pode perfeitamente fazer um acolhimento e acompanhamento inicial.

Isso porque a recomendação é procurar ajuda médica o quanto antes para evitar que o dano se torne maior e com consequências mais graves para o indivíduo.

Por isso, se você apresenta sinais da erisipela e a consulta com o seu médico vascular vai demorar, não espere. Procure um clínico geral o mais rápido possível. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhor para o paciente, pois ele sofrerá menos danos futuros.

Erisipela de repetição

Sabemos que aquele que tem erisipela, futuramente apresentará inchaço na pele, além da erisipela por repetição. A erisipela por repetição atinge o indivíduo que possui alguma doença venosa, insuficiência ou alteração vascular que serve como fator de risco para novos casos.

Além do linfedema, pessoas que têm diabetes descontrolada ou obesidade também estão mais suscetíveis à erisipela de repetição. A razão é a má circulação sanguínea, uma das consequências dessas enfermidades.

A erisipela é considerada de repetição porque se torna resistente aos medicamentos e aparece frequentemente, sempre que o linfedema ou outra doença venosa apresenta sinais mais aparentes, quando está em crise, por exemplo.

Vale lembrar que a erisipela é uma doença grave que pode levar o indivíduo a óbito, uma vez que a necrose de tecidos pode atingir regiões mais profundas da pele, elevando os níveis de amputações e de infecções.

Elefantíase

A elefantíase é a segunda consequência do linfedema, embora muitas vezes seja confundida com a própria doença. Ou seja, muitas pessoas acreditam que o linfedema e a elefantíase são a mesma coisa. Na verdade, a elefantíase pode ser uma complicação do linfedema.

A elefantíase é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em algumas partes do corpo, deixando a região atingida totalmente disforme e irregular, em comparação com outras áreas. Geralmente, as pernas são as mais atingidas.

A doença é provocada, normalmente, por um parasita que entra no organismo através da picada de um mosquito. Contudo, ela também é resultado do linfedema secundário, aquele que surge após alguma intervenção cirúrgica no corpo.

Também chamada de filariose, a elefantíase deixa a pele afetada com um aspecto muito enrugado e inchado, muito semelhante à pele de um elefante. Daí vem a denominação da doença.

Devido ao inchaço extremo, a elefantíase compromete gravemente a mobilidade do indivíduo, interferindo na sua autonomia, além de prejudicar bastante a estética e a autoestima do paciente. Outros sintomas da elefantíase são:

  • Coceira na pele;
  • Dor local;
  • Pele avermelhada e inchada;
  • Dores em diversos locais como cabeça, músculos e membros inferiores;
  • Febre e mal-estar.

O linfedema é uma doença que causa inchaço em regiões diferentes do corpo, mas atinge especialmente os membros inferiores. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos vasos linfáticos devido a alguma obstrução ou lesão local. As causas podem ser de origem genética ou devido a procedimentos cirúrgicos para tratamento de doenças como o câncer de mama, por exemplo. O linfedema deve ser tratado o quanto antes para evitar as complicações, das quais destacamos a erisipela por repetição e a elefantíase. Se você apresenta algum dos sintomas listados aqui, procure orientação médica o quanto antes.

 

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O que é linfedema nas pernas?

Vascular.pro - sex, 02/05/2021 - 14:26

O linfedema é um problema de saúde causado pelo acúmulo de líquido nas pernas e também nos membros superiores. Apesar de ser uma doença bastante comum, não é tão divulgada como deveria, o que interfere negativamente no diagnóstico e impede o tratamento precoce. Veja a seguir o que é o linfedema, suas causas e tipos de tratamento.

O que é linfedema?

O linfedema, conhecido popularmente como inchaço nas pernas, é o acúmulo de líquido nos membros inferiores e também nos membros superiores, mais precisamente entre os vasos linfáticos. 

O líquido acumulado é chamado de linfa, uma mistura de proteínas, gorduras e outros componentes. Esse excesso de líquido é o que causa o inchaço nos braços e nas pernas, provocando um aumento no volume das regiões afetadas.

Quais são as causas do linfedema?

O linfedema pode ser de origem primária ou secundária. Dizemos que o linfedema é primário quando afeta o indivíduo desde o nascimento. Ou seja, existe uma má formação congênita, comprometendo os vasos linfáticos e causando o acúmulo de líquido.

Nesse caso, os sintomas do linfedema começam a aparecer antes dos 35 anos de idade e, por serem de origem congênita, surgem sem que haja qualquer intervenção no corpo.

Já o linfedema secundário surge devido a circunstâncias variadas, dentre elas:

  • Procedimentos cirúrgicos que provocam lesões na pele.
  • Processos inflamatórios e infecciosos que estimulam a produção de linfa, originando o excesso e o acúmulo.

Quando o linfedema ocorre nos membros superiores, geralmente é resultado de algum processo cirúrgico. Mulheres que passam pela cirurgia de mastectomia, para tratar o câncer de mama, por exemplo, costumam sofrer com linfedema nos braços, já que os gânglios linfáticos são retirados das axilas durante a operação cirúrgica.

Já quando o linfedema surge nos membros inferiores, a causa tem a ver com infecções de repetição e com a erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada geralmente por bactérias. Essa infecção atinge a região dos vasos linfáticos provocando, além de dores, vermelhidão e ferimentos na pele, dentre outros sintomas incômodos.


Como é feito o diagnóstico do linfedema

Apesar de ser uma doença muito comum, o linfedema não é um problema amplamente estudado e, por isso, também não é facilmente diagnosticado.

Como o principal sintoma é o inchaço das pernas e dos braços, o linfedema é, muitas vezes, confundido com outras doenças que também provocam esse sintoma como a insuficiência cardíaca, a insuficiência venosa, o mixedema e os problemas de tireoide.

Portanto, para que seja feito o diagnóstico correto é necessário que o médico vascular trabalhe eliminando outras possíveis causas do inchaço, como as doenças listadas acima, para descobrir se o paciente está sofrendo, de fato, com o linfedema.


Existe tratamento para o linfedema?

Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento cujo objetivo é controlar a doença e promover para o paciente uma vida com mais qualidade. O tratamento para o linfedema possui quatro pilares extremamente necessários e importantes. São eles:


Drenagem linfática manual

A drenagem linfática é uma massagem realizada por um profissional especializado, como o cirurgião vascular ou um fisioterapeuta. É um procedimento bem diferente daquele executado em clínicas de estética, o que exige muita atenção do paciente na hora de aderir a essa prática.


Exercícios que estimulam a drenagem linfática

O sistema linfático, ao contrário de outros sistemas do organismo, não possui um mecanismo de bombeamento próprio. Ele precisa ser estimulado e isso acontece por meio de pressões sobre os vasos linfáticos, presentes em todo o corpo humano.

Os exercícios funcionais são indicados para estimular a drenagem do líquido acumulado. Algumas sugestões são:

  • Respiração profunda, com estímulo dos vasos linfáticos presentes na região do tórax;
  • Contrações musculares como rotação do pescoço, da cabeça e dos ombros. Girar a cabeça em sentidos diferentes, contrair e soltar os ombros são exemplos de exercícios eficientes para estimular a musculatura.
  • Prática diária de exercícios aeróbicos como corrida, caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo etc. 30 minutos por dia, de 3 a 5 vezes por semana são suficientes.
  • Musculação, dentro das limitações de cada um, também é uma técnica valiosa para combater o linfedema. Os treinos de força dão mais flexibilidade e exercitam a musculatura.
  • Por fim, sugerimos o alongamento que é um exercício simples, fácil de realizar e cumpre bem o papel de relaxar a musculatura.

Terapia de compressão

A terapia de compressão também faz parte do tratamento contra o linfedema e consiste no uso de meias elásticas para auxiliar a drenagem do líquido acumulado e, assim, reduzir o inchaço dos membros inferiores.

É um procedimento que deve ser indicado por um médico especialista, que também vai ofertar mais orientações a respeito.


Cuidados locais com a pele

Os cuidados com a pele são os mesmos sugeridos para o pé diabético. O objetivo é evitar que os membros inferiores sofram qualquer tipo de ferimento que possa favorecer uma infecção, provocando ou piorando a situação de um linfedema. As orientações são:

  • Examinar os pés em busca de pequenas lesões que possam crescer e causar ferimentos mais graves.
  • Lavar os pés e secar bem, especialmente entre os dedos.
  • Seguir um tratamento com um médico especialista como o cirurgião vascular ou o endocrinologista. Ambos são profissionais habilitados a lidar com esse tipo de problema.
  • Usar talcos e meias especiais para evitar infecção provocada por desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • Usar sapatos confortáveis, sem costura interna, que não machuquem os pés.
  • Antes de calçar um sapato verificar se existe algum objeto que possa causar algum machucado ou ferimento nos pés.
  • Evitar andar descalço e assim reduzir o risco de ferimentos.
  • Evitar sandália de dedo que também pode machucar a pele. Optar por calçados próprios para pés sensíveis e diabéticos.
  • Redobrar o cuidado na hora de cortar as unhas e remover calos, evitando qualquer produto ou objeto que possa provocar ferimentos ou irritações graves na pele.
  • Largar o cigarro. O tabagismo é um fator de risco para o linfedema. Logo, é um hábito que deve ser eliminado o quanto antes pelo paciente que sofre com o inchaço nas pernas.

 

Como vimos, o linfedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo de líquido em diferentes áreas do corpo, especialmente nas pernas e nos braços. Apesar de não ter cura, o linfedema tem tratamento que consiste basicamente em sessões de drenagem linfática, uso de meias de compressão, fazer exercícios que estimulam a drenagem e ter cuidados com os pés. Para diagnóstico e tratamento corretos, busque sempre um médico especialista no assunto.

 

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Quais os sinais para a detecção do lipedema?

Vascular.pro - seg, 02/01/2021 - 20:36

O lipedema é uma doença crônica que tem as mulheres como alvo principal. Raramente o lipedema atinge os homens. É um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo de gordura doente em regiões específicas do corpo como pernas, coxas e, às vezes, os braços. Apesar de ser uma doença comum, o diagnóstico não é tão fácil de ser realizado. Por isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais para a detecção precoce do problema. Vamos descobrir agora quais são esses sinais.

Principais sintomas do lipedema

É muito importante que a mulher observe o seu corpo e perceba alterações que possam indicar o surgimento do lipedema. Os sintomas mais comuns são:

Dor nas pernas durante o toque ou compressão

Quem sofre com lipedema sempre reclama muito de dor nas pernas. É uma dor generalizada, sem um local preciso. Essa dor também é percebida quando as pernas são tocadas ou comprimidas com um pouco mais de força.

Isso acontece por causa do acúmulo de gordura doente, que causa o desconforto. Quando está em estágio mais avançado, até o uso de roupas mais apertadas provocam dor. Essas dores costumam ser confundidas com outras doenças venosas, por isso é importante identificar outros sintomas.

Inchaço simétrico nas pernas

O inchaço também é um sinal bem característico do lipedema. Acontece sempre nas duas pernas, fazendo com que esses membros tenham uma aparência simétrica, um aspecto regular de acúmulo de líquidos e gordura. Assim, é muito comum que as duas pernas das mulheres estejam inchadas e com tecido gorduroso, com distribuição de gordura de maneira semelhante.

Assimetria entre tronco e membros inferiores

Os membros inferiores de quem tem lipedema costumam acumular mais gordura do que o restante do corpo. Assim, enquanto as pernas estão grossas, o tronco tem uma aparência padrão, sem acúmulo de gordura no abdômen, barriga e seios, por exemplo.

Algumas mulheres apresentam a cintura bastante fina, aliás, já que a gordura se acumula na região inferior do corpo, enquanto a região do bumbum e das pernas apresentam bastante gordura.

Hematomas que surgem facilmente

O lipedema provoca a fragilidade capilar, ou seja, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis e, por isso, se rompem mais facilmente provocando equimoses, popularmente chamadas de hematomas ou manchas roxas na pele. Essas manchas surgem com frequência e sem que a pessoa tenha sofrido alguma pancada que pudesse surtir esse efeito.

Pele com celulite (aspecto de casca de laranja)

A celulite é uma inflamação da pele e que tem a ver com o excesso de gordura no corpo. A celulite também é um sintoma do lipedema e se caracteriza como uma pele disforme, com furinhos, semelhante à casca de laranja.

Além dos furinhos, a pele pode apresentar nódulos mais rígidos e ondulações, bem como dores e inchaço local.

Condição genética

Se alguém da família apresenta o lipedema, é muito provável que outra pessoa do mesmo núcleo também sofra com essa doença. Como dissemos, o lipedema tem um forte fator genético que favorece o surgimento. É bom ficar atenta e observar todos esses sinais que estamos listando aqui também nas outras mulheres do grupo familiar.

Gordura acumulada nas coxas, pernas e nos braços

A gordura do lipedema não atinge o corpo inteiro, ela se acomoda nas pernas e nas coxas, além dos braços. Os pés, por exemplo, nem sempre são atingidos pelo lipedema. É isso que, como já dissemos, causa uma desproporcionalidade entre tronco e membros. Enquanto o tronco aparenta normalidade, os membros apresentam acúmulo de gordura.

Ausência de depressão na pele após compressão

O inchaço, como já foi dito, é um dos sinais do lipedema, mas também é um sinal de outras doenças venosas. Quando é resultado do lipedema, o local inchado não sofre depressão quando é comprimido. Para fazer o teste, basta pressionar a perna inchada, por exemplo, com o dedo.

Ao realizar esse toque, a área pressionada não sofre afundamento, como acontece com o linfedema, por exemplo. A região comprimida permanece na posição original ou retorna em menos de 10 segundos.

Sensação de cansaço generalizado

Esse sintoma não é comum a todas as mulheres, mas é relatado por algumas pacientes. Elas se queixam da falta de disposição, do cansaço físico e mental e pouco estímulo para fazer atividades corriqueiras.

Dificuldade em emagrecer mesmo fazendo dieta e exercício físico

O acúmulo de gordura é o principal sintoma do lipedema, contudo, essa gordura não é igual à gordura provocada pela obesidade. É uma gordura doente que só pode ser removida através de tratamento cirúrgico. Quem está acima do peso pode sim reduzir os depósitos de gordura através de dieta e de exercício físico, o que não acontece no caso do lipedema.

Assim, quem não sabe que tem lipedema e tenta insistentemente emagrecer por meio de dieta comum e atividade física não direcionada e não vê resultados, acaba se frustrando. Obviamente, melhorar a alimentação e sair do sedentarismo são estratégias benéficas para prevenir diversas doenças e melhoram alguns sintomas de quem sofre com lipedema, contudo, a gordura doente não vai ser eliminada desta forma.

O acúmulo de gordura começou após um período de forte atuação hormonal

O período de gestação, a adolescência e a menopausa são situações que fazem com que a mulher esteja mais propensa a desencadear o lipedema. Isso acontece porque nesses períodos existem alterações frequentes e importantes nos hormônios.

Por isso, caso a gordura acumulada nas pernas, coxas e braços tenha surgido depois ou durante algumas dessas fases, é mais um motivo para buscar informações precisas sobre o lipedema. Essa, aliás, é uma das constatações de que a doença afeta apenas mulheres, uma vez que o público feminino é o que sofre com questões hormonais.

O lipedema é um distúrbio considerado crônico e afeta basicamente as mulheres. A característica principal é o depósito simétrico de gordura nas pernas, quadris e braços. Além disso, provoca dores, cansaço e inchaço na região. O seu surgimento tem forte ligação com o fator genético e com a alteração nos hormônios, por isso essa gordura doente aparece durante a puberdade, a gestação e a menopausa. É importante conhecer todos os sintomas para fazer o diagnóstico correto. Procure um médico especialista e tire todas as suas dúvidas a respeito dessa doença.

 

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Como é o tratamento do lipedema?

Vascular.pro - sex, 01/29/2021 - 16:25

O lipedema é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo localizado de uma gordura doente, provocando alterações na pele e deixando o corpo desproporcional. É uma doença que atinge basicamente as mulheres e é responsável por vários desconfortos como dores, cansaço e inchaço na região, além do aspecto estético comprometido influenciando na autoestima da mulher. Veja a seguir qual é o tratamento indicado para lidar com o lipedema.

Como fazer o diagnóstico do lipedema

Apesar de ser uma doença bastante comum entre as mulheres, o lipedema não é diagnosticado tão facilmente simplesmente porque não há um exame direcionado que identifique a presença desse problema.

Geralmente, a mulher procura atendimento médico quando sente um desconforto nas pernas que não sabe dizer ao certo o que é ou quando tem muita dificuldade em perder peso. O médico, por sua vez, faz o diagnóstico por exclusão, eliminando outras doenças possíveis.

Além disso, observar a região onde há o desconforto apresentado pela mulher é uma maneira de perceber se há algo de errado. Isso porque, como vimos, o lipedema se caracteriza pela presença exacerbada de gordura em uma região do corpo, geralmente nas extremidades como pernas, pés, quadris e braços.

Dessa forma, o médico pode perceber alguma alteração na pele, uma assimetria no corpo com depósitos irregulares de gordura que podem sugerir o lipedema.

O lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura. É uma doença crônica que pode perdurar durante toda a vida da pessoa. Contudo, o tratamento adequado é suficiente para combater os sintomas desagradáveis provocados e garantir à mulher uma vida com mais qualidade.

É muito importante destacar que a eliminação dos sintomas do lipedema não é uma questão apenas estética. De fato, é um problema muito incômodo visualmente falando, uma vez que o corpo fica desproporcional por causa da gordura acumulada em partes específicas do corpo.

No entanto, as principais reclamações giram em torno do desconforto que o lipedema provoca, principalmente as dores, o inchaço e a sensação de peso nas pernas. O lipedema se torna então um impeditivo para a execução de muitas atividades, dificulta a locomoção e gera insatisfação pessoal por causa da dificuldade que a pessoa sente em perder peso.

Por isso, é muito importante que a mulher procure ajuda médica o quanto antes, logo que perceber alguma alteração no seu corpo, mesmo que inicialmente ela não saiba o que significa. Com a ajuda do médico será muito mais fácil decifrar esse problema e iniciar o tratamento.

Como é o tratamento do lipedema

Visto que o lipedema é uma doença que não tem cura, resta ao paciente que sofre com o problema aderir ao tratamento indicado pelo médico especialista. Esse tratamento se baseia em seis sugestões para a melhoria dos sintomas. Saiba mais sobre eles a seguir.

Exercícios Físicos

Mulheres que sofrem com lipedema encontram uma certa dificuldade em praticar atividade física por causa das dores, do inchaço na região e também porque a baixa mobilidade facilita quedas e limita os movimentos. Contudo, fazer exercício físico faz parte do tratamento contra o lipedema. E os melhores são os exercícios aeróbicos que estimulam o sistema cardiovascular.

Correr, caminhar, andar de bicicleta, nadar, fazer hidroginástica, dançar e outras atividades aeróbicas estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço e ajudam na perda de peso, o que também é essencial para a melhora dos sintomas.

Terapia compressiva

A terapia compressiva consiste em usar roupas de compressão para ajudar na redução do inchaço corporal e também no alívio das dores locais. É uma técnica muito adotada e com ótimos resultados, principalmente para quem sofre bastante com as pernas inchadas e doloridas.

Dieta

A dieta é uma medida altamente eficaz para a redução de peso, outro ponto importante para quem está em tratamento do lipedema. A obesidade, de certa forma, tem relação com o lipedema porque dificulta ainda mais a mobilidade do paciente que tem a doença venosa e não se movimenta corretamente.

Fazer dieta e praticar exercícios físicos é uma combinação que dá muito certo quando o assunto é perder peso. Vale ressaltar que o lipedema, apesar de ter como característica básica a presença de uma gordura acumulada, não tem ligação direta com a obesidade.

Pessoas não obesas podem sofrer com o lipedema, apresentando um corpo disforme pela presença de gordura doente em uma certa parte do corpo. Contudo, emagrecer é uma necessidade para todas as pessoas que estão acima do peso e que, por conta disso, estão mais expostas à incidência de doenças.

Então, a dica é manter uma alimentação saudável, reduzindo o consumo de frituras, industrializados, açúcar e sal em excesso. Em contrapartida, consuma mais legumes, verduras e frutas, cereais integrais, peixe, frango, leite e derivados desnatados. Além disso, mantenha-se hidratado o dia inteiro.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso também faz parte do combate ao lipedema e oferece bons resultados. Contudo, é um procedimento que deve ser indicado por um profissional especialista no assunto e de acordo com as particularidades de cada paciente e do problema apresentado.

Drenagem linfática

A drenagem linfática é uma massagem realizada por profissionais da área com o objetivo de eliminar o excesso de líquido no corpo, diminuir a inflamação, dissolver nódulos provocados por esse acúmulo e reduzir as dores.

Lembrando que a drenagem linfática é uma técnica profissional e não deve ser executada por qualquer pessoa porque pode piorar os sintomas da doença com o surgimento de hematomas e aumento das dores locais.

Tratamento cirúrgico para a retirada do tecido gorduroso

O tratamento considerado eficaz contra o lipedema é o procedimento cirúrgico que faz a retirada da gordura doente através da aspiração. É uma prática que acontece em etapas, respeitando o intervalo recomendado pelo médico. A quantidade de gordura aspirada também deve estar de acordo com as limitações de cada paciente.

Durante o pós-operatório, o uso de meias compressivas e a realização da drenagem linfática para a eliminação de líquidos e redução do inchaço ainda são indicados. São práticas que ajudam na recuperação do paciente durante aquele período e favorecendo o seu retorno às atividades do cotidiano.

Pudemos perceber que o lipedema é uma doença séria, que acomete as mulheres principalmente e que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É possível aliviar os sintomas do lipedema com a prática constante de hábitos saudáveis e alguns cuidados paliativos. Já para a remoção definitiva da gordura doente causadora do lipedema, a cirurgia de aspiração de gordura é uma opção. Em todos os casos, consultar um médico especialista é fundamental para o sucesso de qualquer procedimento.

 

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O que é sinal de Godet?

Vascular.pro - ter, 01/26/2021 - 12:04

Você já ouviu falar em sinal de Godet? Apesar do nome ser um pouco desconhecido, o sinal de Godet é uma tática bastante comum quando queremos identificar algum inchaço especialmente nos membros inferiores. Esse procedimento é muito utilizado não só por profissionais da área da saúde, mas também por pessoas comuns. Vamos saber mais sobre esse assunto?

O que é sinal de Godet?

O sinal de Godet também é chamado de cacifo ou sinal de cacifo. Nada mais é do que a depressão que se forma na pele após a compressão desse local, por meio dos dedos das mãos, indicador e polegar, fazendo um movimento de pinça ou contra estrutura óssea.

 

Para que serve esse procedimento?

O objetivo desse simples exame clínico é identificar a presença de algum edema na região. Após ser pressionada por alguns segundos, a superfície examinada deve voltar ao normal em menos de 15 segundos. Nesse caso, dizemos que o alerta é negativo para o edema.

Por outro lado, se a área pressionada permanecer alterada por mais de 15 segundos, sem voltar ao normal, podemos dizer que o resultado é positivo. Isto é, há presença do sinal de Godet, sinalizando algum edema que deve ser analisado.

A partir dessas explicações, é possível verificarmos qual é a necessidade dessa técnica, uma vez que, através dela, podemos antecipar e facilitar o diagnóstico de algum edema. Lembrando que o edema pode sinalizar alguma alteração no organismo que pode ser uma doença, uma alergia, um trauma etc.

 

O que causa o sinal de Godet?

Quando o teste é positivo para o sinal de Godet quer dizer que o paciente está com um edema, ou seja, um inchaço provocado geralmente por acúmulo de líquido. Esse líquido, derivado do sangue, que deveria circular normalmente dentro dos vasos capilares, não segue o seu caminho natural. Em vez disso, fica acumulado em certas regiões, provocando o inchaço

É por isso que o sinal de Godet é muito utilizado pelo cirurgião vascular para tentar identificar na paciente a presença de alguma doença venosa como a trombose, as varizes e o linfedema.

O lipedema, por sua vez, não apresenta inchaço que possa ser verificado por meio da compressão da pele, isto é, o sinal de Godet não costuma surgir quando a paciente apresenta o lipedema.

Em resumo, o sinal de Godet pode estar presente no indivíduo caso ele apresente algum inchaço na pele, que seja resultado de acúmulo de líquidos na região afetada. Veja a seguir a classificação do sinal de Godet.

 

Qual é a classificação do sinal de Godet?

Já vimos que o sinal de Godet é evidenciado quando pressionamos uma parte do corpo humano, geralmente pernas e pés, e, em vez da pele retornar ao normal, ocorre uma depressão no local. Isto é, a região fica um pouco funda e demorar a retornar.

Essa demora para a pele voltar à normalidade é dividida em graus. Quanto maior o grau, mais acentuado é o cacifo e mais inchada é a região.

Grau I – a depressão ocasionada pela pressão dos dedos desaparece quase que instantaneamente.

Grau II – em 15 segundos a depressão desaparece.

Grau III – a depressão demora cerca de 1 minuto para desaparecer completamente.

Grau IV – a pelo retorna ao normal entre 2 e 5 minutos.

Ou seja, quanto maior o grau do edema mais inchaço o paciente apresenta.

Um lembrete importante é que, em alguns casos, esse inchaço na pele, o edema, vem acompanhado de dor. Por isso, esse ato de pinçar a pele com os dedos deve ser feito com cuidado para não provocar mais desconforto ainda ao paciente.

 

O que é e o que causa um edema?

O edema é resultado do aumento do líquido no organismo. O edema pode ser localizado, quando atinge apenas uma parte do corpo, geralmente as pernas, pés e tornozelos, e também pode ser generalizado quando o corpo inteiro sofre com o inchaço.

Quando o edema é localizado, ele é derivado de processos inflamatórios, doenças alérgicas, venosas e linfáticas. As principais doenças causadoras do edema são a trombose e a insuficiência venosa, a inflamação local como a tromboflebite e também é resultado de diversos pós-operatórios e traumas.

Essas doenças, por sua vez, são provocadas por obstruções nas veias, impedindo que o fluxo sanguíneo aconteça naturalmente.

O edema, nessas situações, surge de uma maneira mais rápida, às vezes até de forma repentina como é o caso de algumas crises alérgicas. Quando vem acompanhado de dor, o edema pode ser resultado de algum processo inflamatório.

Quando é generalizado, o inchaço ocorre no corpo inteiro, com acúmulo de líquido e sódio em diversas regiões do organismo. As principais causas são doenças cardíacas, hepáticas, insuficiência renal e alguns casos de desnutrição grave.

Nesses casos, o edema surge mais lentamente, de forma silenciosa. É o que acontece quando o indivíduo vai engordando aos poucos, com um aumento progressivo de peso, por exemplo. O indivíduo começa a sentir roupas, calçados e anéis apertados.

Outras condições que aceleram o surgimento do edema são:

  • Ingestão de líquidos em excesso;
  • Uso constante de medicamentos que provocam retenção líquida;
  • Produção baixa de urina;
  • Baixa quantidade de proteínas no sangue.

 

Outras características do edema

O principal sintoma do edema é a elevação da região afetada, o que é perceptível aos olhos e pode ser confirmada com o teste do sinal de Godet. Além disso, o edema geralmente vem acompanhando de outros sintomas como, por exemplo:

 

  • Dor;
  • Sensação de peso;
  • Cansaço;
  • Alteração na cor da pele, que passa a ficar com aspecto avermelhado ou escurecido;
  • Dificuldade para usar calçados, roupas e outros acessórios anteriormente utilizados tranquilamente;
  • Região mais aquecida do que o restante do corpo;
  • Depressões na pele causadas por roupas e outros objetos apertados;
  • Pele mais brilhante e lisa;
  • Pele com aspecto mais esticado;
  • Surgimento de pequenos ferimentos e úlceras;
  • Atrofia muscular;
  • Região mais sensível.

 

O sinal de Godet é uma demonstração clínica de que o corpo está sofrendo com retenção líquida ou inchaço, também conhecido como edema. Quando a pele é pressionada, usando o polegar e o indicador como pinça, a região sofre uma depressão, um leve afundamento da pele, que permanece nessa condição por, no mínimo, 15 segundos. O edema pode ser a indicação da presença de alguma doença ou mau funcionamento do organismo. É importante procurar ajuda médica para buscar mais orientações a respeito.

 

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Como saber se tenho lipedema?

Vascular.pro - sab, 01/23/2021 - 19:16

O lipedema é uma doença difícil de ser diagnosticada porque nem todo profissional da área tem conhecimento aprofundado sobre o assunto. Infelizmente, essa é uma situação comum, pois o lipedema não é, de fato, uma questão muito estudada. Contudo, nos últimos tempos muitas informações têm surgido a respeito, o que vem facilitando bastante o diagnóstico, a partir da afinidade das pacientes com os sintomas.

O que é o lipedema

Lipedema é uma doença crônica, que atinge sobretudo mulheres e se caracteriza pelo excesso de gordura doente, geralmente nas extremidades do corpo como braços, pernas, coxas e quadris.

A desproporção corporal é outra característica do lipedema. Isso porque a gordura doente fica acumulada apenas em um determinado local, se tornando sobressalente e deixando aquela região assimétrica.

Apesar desses sinais, ainda é difícil para alguns especialistas identificar corretamente o lipedema. Por isso, mulheres que sofrem com o problema devem continuar a busca por um diagnóstico adequado e por um tratamento eficaz. A seguir, algumas dicas de como fazer isso.

Como diagnosticar o lipedema

Como não é um assunto estudado com profundidade, ainda há muitas dúvidas a respeito do diagnóstico do lipedema. Contudo, a partir de uma série de perguntas é possível traçar um panorama da situação que a paciente vem enfrentando e fazer uma investigação mais a fundo. Veja a seguir quais são essas perguntas.

Sente que tem algo de errado nas pernas, mas não sabe o quê?

Muitas mulheres relatam desconforto nas pernas, cansaço e dores, mas não conseguem definir bem o que seja e nem o motivo. Vão ao médico, mas ainda assim não saem satisfeitas com o diagnóstico. Em muitos casos, o próprio médico não consegue descobrir a causa daquele incômodo.

 

Suas pernas doem?

A dor é muito importante para o diagnóstico do lipedema. Não que o lipedema seja a única doença que cause dor. A trombose também é dolorida, assim como as varizes, por exemplo. Contudo, se a dor é um sintoma recorrente na sua vida e não há uma explicação óbvia, pode ser que você esteja sofrendo com lipedema.

 

Sente dificuldade em perder peso na parte inferior do corpo?

A gordura doente, que caracteriza o lipedema, se acumula na parte inferior do corpo e geralmente é uma gordura mais difícil de ser eliminada. Assim, quem tem lipedema, sente mais dificuldade de emagrecer nessa parte do que no restante do corpo.

Então se você tem mais facilidade para perder peso na parte superior do corpo e não consegue emagrecer do tronco para baixo, já é mais uma questão que deve ser avaliada pelo seu médico.

 

Apresenta desproporção corporal?

O seu corpo possui partes desproporcionais? A parte de cima da cintura e a parte de baixo são diferentes, com tamanhos diferentes? Essa também é uma característica comum em caso de lipedema.

Não quer dizer que a pessoa esteja obesa ou acima do peso. Uma pessoa que sofre de lipedema pode ter uma cintura bem fina, mas bastante gordura acumulada na parte inferior do corpo como quadris e pernas. E esse também é um ponto que serve para ajudar no diagnóstico da doença.

 

Suas pernas e braços apresentam hematomas com frequência?

Nesse caso, os hematomas são aquelas manchinhas roxas que surgem com uma certa frequência e sem uma motivação específica. Geralmente aparecem na região dos braços e das pernas. A equimose, nome científico do hematoma, surge por causa da fragilidade dos vasos capilares, outro sintoma do lipedema.

Assim, qualquer pancada, por menor que seja, pode desencadear um pequeno hematoma e nem sempre a pessoa sabe como surgiu aquele machucado, já que não lembra de ter sofrido nenhum impacto que tenha sido suficiente para formar aquela mancha.

No caso do lipedema, não precisa acontecer uma pancada violenta para que surja o hematoma. Como os vasos capilares dessas regiões estão sensíveis, qualquer colisão, por mínima que seja, já é capaz de desenvolver uma equimose.

 

Durante a puberdade você ganhou peso na região dos braços e pernas?

Pernas, quadris, coxas e braços são as regiões que mais acumulam gordura durante a puberdade quando a pessoa sofre com lipedema. É um fato comum entre as mulheres por causa dos hormônios que estão muito mais potentes não só nessa fase, mas também durante a gestação e a adolescência.

Portanto, se você também possui essa característica é importante ficar atento aos outros fatores já listados nesse artigo e procurar um especialista para que seja feito o diagnóstico correto.

 

Você percebeu algum ganho de gordura durante a amamentação ou menopausa?

Nessas duas situações, período da amamentação e menopausa, as mulheres também são mais propensas a ganhar peso nos braços, pernas e quadris quando sofrem com lipedema. A causa é a mesma já citada anteriormente: a ação mais intensa dos hormônios.

Esse acontecimento não atinge de forma rigorosa com todas as mulheres. Entretanto, ainda é um fator a ser considerado juntamente com a avaliação dos outros pontos listados aqui.

 

Qual especialista procurar?

O profissional especializado em doenças do sistema linfático, arterial e venoso é o cirurgião vascular. É esse médico que você deve procurar caso perceba alguma alteração com as características que acabamos de listar no artigo.

Como dissemos no início do texto, muitas mulheres sentem dificuldade em encontrar um profissional que tenha conhecimento aprofundado em lipedema. Por conta disso, muitas delas acabam não procurando o tratamento adequado e continuam tendo que lidar com os sintomas desagradáveis da doença.

A orientação é fazer uma pesquisa na Associação Brasileira de Lipedema, onde existe uma lista de profissionais que estudam esse problema. Depois, é só localizar algum especialista que esteja mais próximo da paciente e verificar a disponibilidade do médico para fazer uma consulta.

Como vimos, o lipedema é uma doença que atinge basicamente as mulheres. É um problema incômodo não só por causa do desconforto local, mas também devido às mudanças que ele provoca no corpo. Infelizmente, o diagnóstico da doença ainda não é frequente devido ao pouco conhecimento difundido a respeito. Enquanto isso, é importante que as mulheres fiquem atentas aos sinais que o corpo emite e possam reunir informações que facilitam o diagnóstico médico. 

E, claro, não deixem de buscar ajuda, mesmo que as tentativas iniciais sejam frustradas. Percebemos que novas informações estão chegando e esperamos que em breve os profissionais possam se capacitar e atender à demanda de tantas mulheres que sofrem com o lipedema.

Responda o questionário de auto-diagnóstico de lipedema aqui.

A equipe do Dr Alexandre Amato criou, validou e publicou trabalho científico sobre o assunto: Amato ACM, Amato FCM, Benitti DA, Amato LGL. Development of a questionnaire and screening model for lipedema. J Vasc Bras. 2020;19:1–7. 

 

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Probióticos

Vascular.pro - qua, 01/20/2021 - 12:52

Os probioticos estão sendo cada vez mais utilizados na medicina. Os probióticos são bactérias vivas, chamadas de “boas bactérias” por serem benéficas ao ser humano, principalmente no aparelho digestivo.
“Os existentes em alimentos e suplementos são similares aos naturalmente presentes no intestino” Apesar das pessoas não precisarem de suplementação de probióticos para serem saudáveis, recentes estudos demonstram que eles podem auxiliar a saúde, pois:

  • Diminuem as bactérias ruins que causam inflamação e infecção;
  • Ajudam na digestão de alimentos;
  • Sintetizam minerais e produzem vitaminas e enzimas que mantém o intestino saudável.

Além disso, recentes pesquisas demonstraram que os probióticos podem melhorar a resposta a antibióticos, tratar diarréia, síndrome do cólon irritável, refluxo, inflamações da pele, eczema e, ultimamente, auxiliar no tratamento da depressão.
As mais comuns são:

  • Lactobacillus: encontrados em iogurtes e bebidas fermentadas, segundo estudos, eles auxiliam no tratamento e prevenção de diarreia, cólicas em bebês, infecções pulmonares, colite ulcerativa, sindrome do cólon irritável, infecções vaginais e eczema.
  • Bifidobacterium: também encontrados em iogurtes e queijos, de acordo com pesquisas, eles auxiliam no tratamento de constipação, sindrome do cólon irritável, infecção pulmonar e, mais recentemente, na depressão menor.

É necessário ter muita cautela antes de iniciar o uso de qualquer probiótico, passando por uma avaliação de um médico que entenda do assunto, para que o tipo e a dose certas sejam prescritas.
Ao mesmo tempo, é essencial atentar-se ao local da compra do probiótico, para não correr riscos de tomar bactérias erradas ou substâncias que poderão dar alergias.

Importante: mulheres grávidas ou que estejam amamentando e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido devem tomar cuidado extra antes de iniciar qualquer tratamento.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato

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Lipedema: o que é?

Vascular.pro - ter, 01/19/2021 - 11:03

Você já ouviu falar em lipedema? A doença, considerada crônica por especialistas, atinge majoritariamente as mulheres e o surgimento tem a ver com fator genético e com hormônios. Algumas pessoas confundem lipedema com obesidade e com linfedema, mas são doenças diferentes. Veja a seguir o que de fato é o lipedema, características dessa doença e o que fazer para evitar e tratar esse problema.

O que é lipedema?

Lipedema é uma doença que atinge especialmente as mulheres. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura em locais específicos do corpo, como quadris, nádegas, pernas e tornozelos, causando uma aparência disforme e desproporcional ao restante do corpo.

A doença é considerada crônica, uma vez que evolui de maneira progressiva e não tem cura. Além dos depósitos de gordura, outros sintomas que podem surgir são o inchaço na pele, dores, sensibilidade local, sensação de peso e desconforto na região.

Geralmente, o médico pode identificar a presença do lipedema apenas através do exame clínico e do relato de mulheres que sofrem com a doença. A partir daí, o médico sugere o melhor tratamento de acordo com o caso avaliado.

 

O que causa o lipedema?

Apesar de ser caracterizado como excesso de tecido adiposo, popularmente chamado de gordura, o lipedema não tem relação com o excesso de peso. Diversos médicos especialistas têm tentado descobrir o motivo do surgimento do lipedema. Inclusive nós!

Existem duas causas prováveis: a influência dos hormônios femininos e o fator genético. Por esse motivo é que as mulheres são as pessoas que mais sofrem com o lipedema, principalmente durante o período em que os hormônios estão desequilibrados como o período de gestação, a menopausa e na fase adulta, durante o uso de anticoncepcionais.

Em homens, esse problema pode até surgir, mas apenas quando eles estão fazendo algum tratamento relacionado à ingestão de hormônios, o que reforça mais ainda a tese de que fatores hormonais são causadores do lipedema.

 

Diferença entre lipedema e linfedema

Apesar dos nomes semelhantes, lipedema e linfedema são doenças diferentes. Enquanto o lipedema se caracteriza pelo acúmulo de gordura em uma específica do corpo, o linfedema tem como sintoma principal o acúmulo de linfa na região, provocado pela obstrução dos vasos linfáticos.

Linfa é o nome de um líquido, que se origina no sangue e é responsável pela condução de glóbulos brancos pelo organismo. Os glóbulos brancos, por sua vez, auxiliam na defesa do nosso organismo contra agentes nocivos e retorno à circulação das excretas das células do nosso corpo.

Essas duas doenças podem se relacionar. Ou seja, uma pessoa que sofre com lipedema também pode apresentar linfedema. Isso acontece porque as células de gordura do lipedema impedem a circulação natural que acontece dentro dos canais linfáticos, causando o acúmulo de líquido na região. Contudo, são problemas diferentes.

 

Lipedema e obesidade não são a mesma coisa

Há uma facilidade muito grande em confundir lipedema e obesidade, provavelmente porque os dois problemas apresentam acúmulo de gordura no corpo. Porém, são doenças diferentes em alguns aspectos.

Em primeiro lugar, a obesidade não atinge especificamente as mulheres. Homens também podem sofrer com o excesso de peso em diferentes fases da vida. Geralmente, no público masculino a gordura se acumula na região do abdômen, mas também pode afetar as mamas.

Outra diferença é a localização da gordura em excesso. Pessoas obesas quase sempre têm gordura em toda a extensão do corpo, apesar de também ter um acúmulo maior em regiões como seios, bumbum, abdômen, pernas e quadris, principalmente no caso das mulheres.

A gordura da obesidade pode ser reduzida com mudanças na alimentação e prática constante de atividade física. No caso do lipedema, o aspecto da gordura é reduzido, mas o problema não é completamente solucionado.

Por fim, o aspecto visual desse depósito de gordura também é diferente. Obesos apresentam nódulos e ondulações no corpo, de uma maneira mais uniforme. Enquanto isso, o lipedema surge como se fosse uma bolsa de gordura, deixando aquela região disforme, sobressalente e com aspecto anormal, diferente do resto do corpo.

 

Perder peso é eficaz contra o lipedema?

A resposta é não, o motivo é simples. Mesmo que o lipedema tenha como sintoma o acúmulo de gordura em determinadas partes do corpo, esse depósito de tecido adiposo não acontece por causa da ingestão exagerada de alimentos ou pela falta de atividade física.

A concentração de gordura é um fator patológico, provocado por uma doença. Logo, não adianta fazer dieta ou passar a se exercitar com frequência na intenção de eliminar o lipedema.

É claro que perder peso sempre é uma boa alternativa porque previne várias doenças, além de deixar o corpo mais leve e bem disposto. No caso do lipedema, esses hábitos podem minimizar e até ajudar a prevenir o problema, mas não o elimina.

 

Lipedema tem cura?

Não, o lipedema é uma doença crônica e não tem cura. Contudo, tem tratamento que, se realizado corretamente, reduz bastante o aspecto estético do problema e melhora o desconforto que a mulher sente não só na região afetada, como também na queda da autoestima.

Nesses casos, são indicadas as massagens terapêuticas, as roupas de compressão, dieta e exercícios físicos para reduzir a gordura no corpo todo, além de apoio psicológico para lidar também com a saúde mental da paciente.

Depressão e rejeição ao próprio corpo é muito comum em mulheres que têm lipedema, principalmente porque a estética da paciente é afetada. Por isso, é importante pensar também em tratamento psicológico para que a mulher aprenda a lidar melhor com a situação.

Outro tratamento eficaz para tratar o lipedema é o procedimento cirúrgico que consiste em várias seções de aspiração de gordura do local afetado. O ideal é que cada paciente seja avaliado por um especialista para que ele verifique a necessidade de um ou outro tratamento. O objetivo sempre deve ser o bem-estar do indivíduo e uma vida com mais saúde e qualidade.

Hoje, vimos que o lipedema é uma doença crônica, que atinge especialmente as mulheres e tem como causas prováveis os hormônios e a genética. Se alguém da sua família tem lipedema, é possível que você também passe a apresentar essa doença. O principal sintoma do lipedema é o acúmulo de gordura em regiões específicas do corpo, provocando um aspecto disforme e assimétrico. Apesar de não ter cura, é possível tratar o lipedema com as orientações corretas de um médico especialista.

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Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Vascular.pro - sex, 01/15/2021 - 17:11

A dieta do Mediterrâneo, também conhecida como dieta mediterrânea, é mais do que um cardápio a seguir por alguns dias. É um estilo de vida e um jeito de se alimentar tendo como base os alimentos facilmente encontrados na natureza como frutas, legumes, cereais, sementes, peixes e outros.

Esse cardápio é típico dos moradores da região do mar Mediterrâneo, incluindo o sul de países como França, Itália, Espanha e Grécia. Por causa da alimentação natural, essas pessoas têm uma expectativa de vida maior, uma rotina mais saudável e com baixa incidência de doenças.

Comida de verdade: a base da dieta do Mediterrâneo

Quando falamos em comida de verdade, estamos falando de alimentos naturais, livres de processos industriais. Ou seja, são aqueles encontrados na natureza, que não têm embalagem. Por exemplo: frutas, legumes, verduras, peixes, ovos, sementes, mel, grãos integrais e carnes magras.

Esses devem ser a base de um cardápio inspirado em uma dieta mediterrânea. Contudo, é possível acrescentar outros alimentos que, apesar de naturais, ainda passam por algum processo industrial como o leite e seus derivados e o azeite, por exemplo.

O que deve ser prontamente evitado, ou ao menos reduzido para quem está começando, são os alimentos industrializados. São itens que passam por diversos processos de fabricação, com acréscimo de substâncias pouco saudáveis como corantes e conservantes, e acabam perdendo também ingredientes positivos dos alimentos como as fibras e demais nutrientes.

Com o passar do tempo, e com a ingestão contínua de uma alimentação baseada em produtos industrializados, o corpo acaba sofrendo as consequências, ficando doente frequentemente, com menos disposição física e mental.

Como fazer a dieta do Mediterrâneo

Se você pensa que fazer a dieta do Mediterrâneo é algo chato ou trabalhoso, está enganado. No começo, é possível que você sinta um pouco de dificuldade, porém com o passar do tempo e percepção dos benefícios, você verá o quanto vale a pena. Veja como funciona.

Prefira comer alimentos naturais

Como dissemos, os alimentos frescos e naturais devem ser a principal alimentação de quem segue a dieta mediterrânea. Então, sempre que tiver a opção de ingerir um alimento natural, dê preferência a ele. Coma mais ovos, carne de ave, peixe, frutas, legumes, verduras, cereais integrais, azeite e sementes.

Evite o consumo de industrializados

Reduza ao máximo o consumo de industrializados, embutidos e processados. No começo, pode ser um pouco difícil devido às inúmeras ofertas que temos disponíveis e também ao paladar já acostumado a esses alimentos, mas, com a prática e um olhar mais atento você saberá fazer escolhas melhores.

Exemplos: comidas prontas, congelados, linguiças, salame, salsichas, bebidas energéticas, refrigerantes, temperos prontos etc.

Inclua gorduras boas no seu cardápio

Por algum tempo, as gorduras boas eram consideradas ruins para o organismo. Com o avanço dos estudos na área, o que foi percebido é que essas gorduras boas fazem bem ao nosso corpo, especialmente para o nosso cérebro.

Inclua na sua dieta: abacate, azeitona e azeite de oliva.

Reduza o consumo de carne vermelha

A carne vermelha não deve ser eliminada, mas precisa ser consumida com moderação. Uma vez por semana é o suficiente e dando preferência aos cortes magros. Nos outros dias, coma mais ovos, carne branca e peixes.

Água e vinho para acompanhar as refeições

A água é o líquido principal da dieta mediterrânea e pode ser ingerida à vontade. O vinho, apesar do teor alcoólico, também pode ser consumido, desde que em pequena quantidade. O vinho contém polifenóis, ricos em antioxidantes que combatem inflamações e doenças como o câncer.

Prefira adoçantes naturais

Açúcar refinado, demerara e similares, além de adoçantes industrializados também devem ser evitados. No lugar deles, use mel para adoçar os alimentos ou acostume-se aos poucos com o sabor natural dos alimentos.

Consuma leites e derivados

Leite, queijo, requeijão e manteiga também são permitidos, porém com preferência para as versões mais magras como o leite desnatado, o queijo minas ou a ricota e o requeijão light. Quanto à manteiga, prefira aquela que tem menos ingredientes e evite a margarina.

Prefira frutas e legumes da estação

Frutas, legumes e verduras da estação são mais saborosas, têm um preço mais acessível e sofrem menos intervenções dos produtores. Portanto, monte o seu cardápio diário de acordo com o período de produção de cada alimento.

Benefícios da dieta do Mediterâneo

Por ser uma dieta baseada em alimentos naturais, com baixa gordura saturada e grande variedade de alimentos, a dieta do Mediterrâneo oferece muitos benefícios ao indivíduo, especialmente na qualidade de vida dele. Conheça a seguir os principais benefícios.

Organismo mais resistente

Os nutrientes existentes nos alimentos naturais fortalecem o organismo, mantendo-o mais saudável e menos propenso a sofrer com a incidência de diversas doenças. O corpo fica fortalecido e mais bem disposto.

Emagrecimento saudável e sustentável

Produtos industrializados, enlatados, açúcar e carboidratos refinados são as principais causas do aumento de peso. A dieta mediterrânea, por ter como base os alimentos naturais, leva ao emagrecimento saudável e a longo prazo, bem diferente do que acontece com as dietas restritivas que geralmente fazem com que a pessoa engorde tudo novamente depois.

Além disso, esses alimentos contém muitas fibras que dão saciedade, aumentam o metabolismo e a queima natural de gordura corporal.

Baixa incidência de doenças crônicas

Alzheimer, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, doenças vasculares, câncer, colesterol, doença de Parkinson e até a depressão podem ser prevenidas com a dieta do Mediterrâneo. Tudo isso é resultado não só do poder nutritivo dos alimentos, mas também por causa do bom funcionamento de todos os órgãos influenciados pela alimentação saudável.

Mais poder nutritivo

Alimentos naturais são ricos em nutrientes, não possuem conservantes e nenhum tipo de aditivo, garantindo mais sabor e saúde. Uma dica é investir em frutas, legumes e verduras respeitando o período de sazonalidade de cada alimento. Assim, você garante alimentos mais saborosos e com amadurecimento natural.

Alimentação mais limpa e mais variada

A dieta do Mediterrâneo oferece aos seus adeptos refeições mais simples, variadas e naturais, bem diferente de um cardápio comum atualmente, recheado de produtos industrializados. Temos à disposição uma infinidade de frutas, legumes e verduras, além de grãos e sementes diversos, o que facilita muito a elaboração de um cardápio diverso e gostoso.

Como pudemos ver, fazer a dieta do Mediterrâneo não é um desafio difícil de cumprir. Basta focar ao máximo em alimentos naturais, fazer as combinações necessárias e manipular os alimentos de forma que eles fiquem apetitosos. É possível preparar inúmeras receitas com a variedade de ingredientes que temos disponíveis, aliando sabor e nutrição. Assim, além de comer para se satisfazer, você também come para nutrir e fortalecer o seu organismo.

 

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É preciso emagrecer para operar as varizes?

Vascular.pro - ter, 01/12/2021 - 18:46

Você já ouviu falar que para operar as varizes é obrigatório emagrecer? Algumas pessoas encaram a obesidade como um impeditivo para a realização da cirurgia das varizes e acabam deixando de realizar esse procedimento tão importante para a saúde e para a estética do corpo. De fato, perder peso é uma estratégia recomendada por especialistas antes de qualquer cirurgia, mas não chega a ser um obstáculo intransponível. E é sobre isso que falaremos ao longo desse artigo.

Qual é o peso ideal para operar as varizes?

O peso ideal de um indivíduo é definido, atualmente, pelo número do seu IMC (Índice de Massa Corporal). O IMC é um número obtido a partir do peso e da altura de uma pessoa e sugere um valor que deve ser alcançado para que ela esteja dentro do peso indicado para o seu tipo físico.

Obviamente, o IMC não é taxativo, mas é muito útil como uma orientação para aquelas pessoas que não sabem se estão dentro do peso correto, se precisam emagrecer ou, quem sabe, ganhar alguns quilinhos. Contudo, é preciso levar em consideração também o estilo de vida do indivíduo, os seus hábitos, a sua rotina e a existência ou não de doenças que influenciam no aumento do peso corporal.

Ainda assim, vale a pena descobrir qual é o seu IMC e ter um norte em relação ao seu peso atual. A partir daí, traçar estratégias para chegar naquele peso que seria o melhor para cada pessoa. É uma maneira de qualificar alguém como saudável não só para o dia a dia, mas também para a realização de procedimentos médicos como a cirurgia das varizes.

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Bom, em primeiro lugar, emagrecer é recomendado para qualquer pessoa e em qualquer momento da vida porque perder peso sempre é algo vantajoso, na grande maioria das vezes.

Em uma cirurgia de varizes, deve-se evitar operar quando o paciente está muito acima do peso por causa das complicações que são muito mais abrangentes, principalmente quando a cirurgia for tradicional, do tipo aberta, que é mais invasiva e tem um pós-operatório que exige mais cuidados.

Uma cirurgia de varizes realizada em um paciente obeso ocorre em uma área bem maior no corpo. Além disso, há um risco maior de trombose e outras complicações como infecções. Por fim, o paciente obeso já tem a mobilidade reduzida o que fica ainda mais comprometido após o procedimento.

Além disso, é preciso observar também qual é a causa real dos incômodos do paciente. Muitas vezes, ele reclama de dores e cansaço nas pernas, mas a origem do desconforto não são as varizes, mas o peso em excesso.

Nesse caso, mesmo que ele faça a cirurgia, as dores permanecerão, o que não inviabiliza por completo a cirurgia, mas não elimina o desconforto provocado pelo excesso de peso. Assim, emagrecer continua sendo necessário.

E esses são os principais motivos pelos quais o paciente que deseja operar as varizes é orientado a emagrecer. Mas, como dissemos, o emagrecimento não deve ser visto como um impeditivo, até porque, para muitas pessoas, emagrecer é uma tarefa quase impossível por diversos motivos.

Quando o indivíduo precisa fazer a cirurgia de varizes, mas está muito acima do peso é preciso conhecer e escolher outros procedimentos igualmente eficazes. Veja a seguir.

E quando a paciente não consegue chegar ao peso ideal?

Emagrecer não é algo assim tão fácil. Nem todas as pessoas têm facilidade em seguir dieta e realizar atividades físicas por diversos motivos. Além disso, existem algumas doenças que dificultam a perda de peso de forma rápida, o que é ainda mais desmotivador para quem necessita emagrecer.

Mas, de forma alguma isso quer dizer que as cirurgias de varizes devem ser proibidas a essas pessoas. Pelo contrário, cabe ao paciente conversar com o seu cirurgião vascular e buscar uma alternativa eficaz e que se encaixe na sua realidade atual.

Pessoas que estão com varizes em estágio avançado, com úlceras, por exemplo, não podem ser impedidas de realizar a cirurgia por causa do peso excessivo. A alternativa é optar por procedimentos menos invasivos como a cirurgia a laser, tão eficaz quanto a tradicional, bem menos invasiva, com menos risco de infecção e com pós-operatório muito mais tranquilo.

Contudo, é preciso salientar que sempre há limites de peso que devem ser respeitados. E o médico pode sim sugerir que o paciente reduza um pouco o seu peso para que a cirurgia possa ocorrer com o mínimo possível de complicações durante e após o procedimento operatório.

Dicas para emagrecer

Perder peso não deve ser encarado como algo ruim, mas como uma necessidade para garantir dias mais saudáveis e uma vida mais tranquila, com menos incidências de doenças diversas. Veja a seguir algumas dicas práticas para emagrecer com saúde, que é o mais importante.

  • Substitua alimentos industrializados por alimentos naturais. Coma mais comida de verdade e menos enlatados, embutidos e similares.

  • Faça ao menos seis refeições ao dia, comendo porções pequenas para se manter sempre alimentado e evitar beliscar fora de hora.

  • Beba bastante água durante o dia. Além de melhorar o funcionamento do corpo, a água ajuda a driblar a fome.

  • Coma proteína em todas as refeições. A proteína deixa o estômago satisfeito por mais tempo. Consuma mais carne, ovos, leite e derivados.

  • Durma bem. Descanse seu corpo e sua mente. Assim, você reduz o estresse e se sente menos tentado a comer o tempo inteiro.

  • Reduza o estresse. Altos índices de estresse aumentam a produção do cortisol, hormônio que, em excesso, aumenta o apetite durante o dia.

  • Saia do sedentarismo. A atividade física é fundamental para potencializar o emagrecimento e deve ser praticada diariamente ou, pelo menos, três vezes por semana.

Como pudemos perceber, emagrecer é uma orientação recomendada a todas as pessoas por causa das muitas consequências benéficas como bem-estar, redução da incidência de várias doenças, aumento de disposição física dentre outras. Contudo, estar acima do peso jamais deve ser considerado um obstáculo intransponível para a cirurgia de varizes. É verdade que no caso da tradicional cirurgia aberta, há riscos de complicações. No entanto, existem outros meios de remover as varizes, mesmo com excesso de peso como a cirurgia a laser que é menos invasiva e oferece baixos riscos. O ideal é que o paciente converse com o seu médico e, junto com ele, decida o que é melhor, mais vantajoso e mais seguro.

 


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Lista de sinais e sintomas de lipedema

Vascular.pro - qua, 12/23/2020 - 12:47

Um lipedema é um aumento simétrico de gordura, normalmente ocorre nas pernas, nádegas e braços, e geralmente afeta apenas as mulheres. A distribuição de gordura no corpo é alterada por causa dessa doença e não, como se supõe, uma consequência do excesso de peso. Além da retenção de líquidos, ocorre uma dor causada pela pressão, que em muitos casos está associada ao aumento de roxos/contusões e dor na área afetada. A perna fica uniformemente grossa e pesada, geralmente do quadril ao tornozelo. O lipoedema também pode se manifestar nos braços superiores, enquanto a parte superior do corpo, mãos e pés do paciente geralmente permanecem esbeltos.

 

Se você acha que pode ter lipoedema, por favor, complete esta lista de sintomas.

☐ O peso é ganho desproporcionalmente nos quadris, coxas e abaixo do joelho (geralmente bilateralmente – afeta ambos os lados – e simétrico – ocorre uniformemente)

☐ A metade inferior é maior e a cintura menor

☐ A sensação de “nódulos” gordurosos debaixo da pele

☐ Contusões ocorrem facilmente e muitas vezes é inexplicável

☐ Pernas são muito sensíveis ao toque

☐ Dor profunda e latejante / pernas doloridas

☐ Dor nas articulações do joelho

☐ Se sentem as pernas pesadas e elas incham ao longo do dia (especialmente depois de longos períodos em pé ou sentada), mas aliviam durante a noite

☐ A gordura nas pernas é macia e parece ondulada, como pele de “casca de laranja”, pode sentir frio ao toque nas pernas

☐ A gordura de lipoedema não responde à dieta

☐ Mãos e pés não são afetados

☐ Pele das áreas afetadas pode ser pálida e fria

☐ Os membros superiores também podem ser desproporcionalmente mais gordos

☐ Aumento do inchaço durante o calor

 

Se você responder afirmativamente em mais de 7 pontos, você pode ter lipedema. Entre em contato conosco para mais informações!

 

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Como eliminar varizes nas nádegas? Varizes em lugares incomuns.

Vascular.pro - ter, 12/22/2020 - 16:34

As varizes são veias defeituosas que se tornam mais aparentes, dilatadas e tortuosas quando não conseguem resistir à pressão da circulação do sangue dentro delas, por causa das paredes frágeis. Apesar de ser um problema que atinge basicamente os membros inferiores, as varizes também podem surgir em locais inusitados como o rosto, o abdome, o tórax, a vagina, a virilha e as nádegas.

A causa, a identificação e o tratamento desse tipo de varizes são diferentes de acordo com a natureza delas e sua localização. Hoje, vamos falar mais sobre essas varizes que surgem em lugares incomuns e apresentar maneiras de eliminá-las do corpo. Vamos lá?

Varizes no rosto? Sim, pode acontecer

O rosto é uma região que também pode sofrer com as varizes. Nesse caso, elas são chamadas de teleangiectasias, que são os famosos vasinhos. Outro nome comum para esse tipo de variz é a aranha vascular por causa do seu formato característico, com algumas ramificações.

As teleangiectasias podem surgir devido à pressão do sangue nas veias doentes, mas também podem ser originadas por questões genéticas e hormonais. Tanto é que a gravidez é um fator de risco para o problema.

Nessa fase da vida da mulher, há um desequilíbrio natural dos hormônios, o que faz com que a pressão do sangue aumente e provoque as veias dilatadas em diversas partes do corpo, inclusive no rosto.

As varizes no rosto, geralmente, são assintomáticas, mas algumas mulheres relatam dor na região, além de peso e inchaço. No entanto, o incômodo maior é o fator estético, uma vez que as varizes surgem em uma região exposta como o rosto, causando grande desconforto, sobretudo, às mulheres.

Para tratar as varizes no rosto, o mais indicado é o tratamento a laser já que essa é uma região com baixa pressão venosa e as chances de êxito são maiores.

Varizes no tórax e abdome? O que são?

Diferente dos vasinhos que surgem no rosto, as varizes que surgem no tórax e no abdome podem ser resultado de algum problema nos órgãos internos como lesões no útero ou no fígado.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito da maneira correta, com identificação da origem do problema. A partir desse diagnóstico é que é possível indicar o tratamento ideal.

Varizes nas nádegas, virilhas e vagina: o que são?

Além das nádegas, as varizes também podem aparecer na vagina e na virilha. Apesar de ser um problema recorrente, ele é pouco diagnosticado, muitas vezes, por falta de conhecimento do assunto, e por ficar numa área mais escondida.

As varizes nas nádegas costumam ser a consequência de uma doença bem mais grave, chamada de síndrome da congestão pélvica ou varizes pélvicas. Nesse caso, além de surgirem nas nádegas e regiões próximas, as varizes também podem aparecer ao redor do útero, trompas e ovários, e até mesmo nos membros inferiores.

No geral, quem faz esse diagnóstico é o ginecologista através de exames de imagem ou até mesmo durante o parto cesariana, em que é possível observar as varizes ao redor do útero e alertar a paciente.

A congestão pélvica acontece quando o sangue da região fica represado por causa do mau funcionamento das veias do útero, aumentando a pressão e provocando dores. Durante a gravidez, os sintomas das varizes pélvicas costumam aumentar bastante.

Um detalhe interessante e que vale a pena ser observado é que quem tem varizes na região das pernas tem mais tendência a apresentar varizes na região do útero.

Os principais sintomas das varizes pélvicas são:

Complicações das varizes pélvicas

Além de causar diversos e dolorosos incômodos, as varizes pélvicas também podem trazer complicações para as mulheres, principalmente quando as veias estão localizadas na região dos lábios vaginais. O aumento da pressão na região afetada pode ocasionar o que chamamos de varicorragia, isto é, quando a veia doente estoura provocando sangramento intenso.

É muito comum acontecer essa ruptura durante o parto normal, devido à enorme pressão que acontece na região da vagina. É por isso que, em casos mais graves de varizes pélvicas, o obstetra opta pelo parto do tipo cesariana, reduzindo o risco da varicorragia.

Como eliminar as varizes pélvicas?

As varizes dos membros inferiores geralmente são tratadas com a escleroterapia com aplicação de glicose ou espuma. No entanto, o tratamento das varizes pélvicas é totalmente diferente.

A recomendação é que seja feita a embolização da veia varicosa. O procedimento é muito simples, eficaz e pouco invasivo. É aplicada a anestesia local na paciente e introduzido um cateter com uma substância que obstrui a veia doente dentro do útero, fazendo com que ela murche e seja absorvida pelo organismo.

Consequentemente, as veias aparentes localizadas nas nádegas, vagina e virilha também somem e murcham, levando junto os sintomas nada agradáveis das varizes pélvicas.

Como já dissemos, o diagnóstico das varizes pélvicas é um acontecimento recente, mas não porque a doença não existia. Esse problema era comumente confundido com doenças ginecológicas com sintomas semelhantes como a endometriose, por exemplo.

Porém, o avanço da medicina, o olhar mais atento dos profissionais, a modernização e o fácil acesso aos exames de imagem possibilitaram que as varizes pélvicas fossem descobertas mais rapidamente, facilitando o tratamento e os bons resultados.

É preciso fazer cirurgia em todos os casos?

Não. A cirurgia para eliminar as varizes provocadas pela congestão pélvica só é recomendada se o médico ginecologista, junto com o cirurgião vascular, identificarem essa necessidade, de acordo com os sintomas relatados pela paciente.

Outro procedimento que alguns médicos recomendam para combater as varizes é a histerectomia, ou seja, a remoção total do útero. No entanto, essa é uma técnica muito agressiva e desnecessária, uma vez que podemos optar pela embolia, um tratamento eficaz, com resultados rápidos, pouco invasivo e bem menos agressivo para as mulheres.   

Como vimos, as varizes pélvicas não são um problema apenas estético, mas que indicam que algo mais grave está acontecendo dentro do útero da mulher. As varizes pélvicas são, muitas vezes, confundidas com outras doenças ginecológicas, por causa dos sintomas semelhantes. Para um diagnóstico correto, o médico ginecologista e o cirurgião vascular devem trabalhar em conjunto, visando sempre o melhor para cada paciente e seu caso particular.

 

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9 dicas para cuidar das pernas no verão e evitar varizes

Vascular.pro - seg, 12/21/2020 - 18:45

As varizes são veias tortuosas e dilatadas que geralmente surgem nos membros inferiores. Elas provocam diversos incômodos para as mulheres como dores, cansaço e inchaço, além de problemas estéticos. Além disso, as varizes podem evoluir e provocar outras doenças como a trombose, resultado da má circulação sanguínea.

O surgimento das varizes ocorre, em grande parte, por questões hereditárias, mas existem alguns fatores considerados de risco e que podem acelerar o problema.

Assim, mulheres, obesos, sedentários, pessoas que ficam muito tempo na mesma posição, seja sentado ou em pé, fumantes, pessoas com doenças cardiovasculares e circulatórios têm mais chances de apresentar o problema.

No verão, as varizes costumam incomodar mais, principalmente porque é a estação mais quente do ano. É quando as mulheres, que fazem parte do grupo mais afetado, usam roupas mais curtas e leves, vão mais à praia ou à piscina e se sentem desmotivadas ao fazer isso por causa do aspecto estético das pernas, prejudicado pelas veias doentes.

Por isso, vamos listar, a seguir, as melhores dicas para cuidar das pernas no verão e evitar o surgimento das varizes ou a piora do problema. Vamos saber mais sobre isso?

 

A importância dos exercícios físicos para evitar as varizes

Doenças como as varizes costumam causar inchaço e acúmulo de líquido na área atingida, no caso, os membros inferiores. Por isso, muitas mulheres reclamam de cansaço e peso nas pernas. Essa é uma característica comum das doenças venosas.

No corpo humano, a parte responsável pelo retorno do líquido dos membros inferiores até o coração e o pulmão é a panturrilha, também chamada de coração periférico. O exercício físico, por sua vez, fortalece a musculatura da perna e da panturrilha, auxiliando-a a empurrar o líquido das pernas até o local esperado, que são o coração e pulmão.

Além de ser determinante para conferir elasticidade e tônus ao músculo da panturrilha, o exercício físico também auxilia na perda de peso, outro fator de risco que acelera o surgimento das varizes e pioram os sintomas.

9 dicas para cuidar das pernas no verão e evitar varizes

Exercícios físicos são fundamentais para evitar varizes, mas qual exercício é o mais indicado? E o que mais pode ser feito para combater esse problema também durante o verão? Veja as respostas a seguir.

1.       Use meias elásticas

As meias elásticas, ou de compressão, são importantes para estimulara a circulação local. No entanto, muitas mulheres evitam usá-la durante o verão por causa do calor extremo. Se for esse o seu caso, deixe-as de lado um pouco e invista nos exercícios físicos e demais cuidados listados a seguir.

2.       Faça exercícios físicos aquáticos

Os exercícios físicos na água são excelentes para o combate às varizes porque exercem a pressão hidrostática, fazendo com que o líquido acumulado nas pernas retorne para coração e para o pulmão. Dessa forma, o inchaço diminui, bem como suas consequências como dor e cansaço nas pernas. Alguns exercícios valiosos são:

  • Natação;
  • Hidroginástica;
  • Bicicleta na água;
  • Corrida na água.
3.       Prefira exercícios de baixo impacto

Caso não seja possível praticar os exercícios na água, não tem problema. Mais importante é praticar alguma atividade física. Nesse caso, prefira exercícios de baixo impacto.

Além de serem mais confortáveis, especialmente para idosos, obesos e sedentários, os exercícios de baixo impacto reduzem o risco de lesões nas pernas e pés.

Portanto, se possível, prefira a esteira para correr ou caminhar. Entre uma caminhada e uma corrida, prefira a caminhada que é menos exigente, a não ser que você tenha um bom preparo físico. Exercícios interessantes para quem tem varizes ou quer evitá-las são:

  • Ciclismo ou bicicleta na academia;
  • Pilates;
  • Ioga;
  • Corrida, se estiver em boas condições físicas;
  • Caminhada;
  • Musculação leve, sempre com orientação de um educador físico.
4.       Exercite-se com frequência

Os exercícios físicos são essenciais para estimular a circulação sanguínea, reduzir o inchaço e fortalecer a panturrilha, que, como vimos, é de extrema importância na circulação dos membros inferiores.

Mas, para que os efeitos sejam bem aproveitados, é preciso realizá-los com a frequência mínima de três vezes por semana e por, pelo menos, 30 minutos por dia.

Como estamos falando do verão, uma estação naturalmente quente, escolha horários mais agradáveis para mexer o corpo como o começo da manhã e o final da tarde.


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5.       Eleve as pernas antes de dormir

Outro cuidado muito válido é usar um travesseiro embaixo das pernas na hora de dormir. Essa posição favorece muito a circulação sanguínea das pernas, prevenindo o inchaço e melhorando o sono. Essa estratégia pode ser executada ao longo de todo o ano e é uma ótima alternativa para quem fica muito tempo em pé no trabalho, por exemplo.

6.       Evite ficar o dia inteiro na mesma posição

Mesmo que você consiga incluir na sua rotina os exercícios físicos, evite permanecer muito tempo sentado ou em pé ao longo do dia. Profissionais cujo trabalho tenha essa exigência como garçons e secretárias, por exemplo, devem redobrar a atenção.

O ideal é mudar a posição de vez em quando, por alguns minutos, descansando e fazendo alongamentos para estimular a circulação sanguínea em todo o corpo e, principalmente, nas pernas.

7.       Reduza o peso

Outro fator de risco para o surgimento das varizes é o excesso de peso. Ao aproveitar o verão para se exercitar ao ar livre, você também estará contribuindo para o emagrecimento natural.

Para acelerar o processo, invista em uma alimentação saudável, reduzindo frituras, carboidratos refinados, álcool e industrializados. Em vez disso, consuma legumes, frutas, verduras e produtos integrais.

Caso seja necessário, não deixe de seguir o tratamento com medicamentos indicados pelo seu médico para auxiliar nos resultados.

8.       Beba água

Beber água é fundamental todos os dias, mas no verão ter esse cuidado é mais importante ainda por causa do calor natural da época. A água ajuda na retenção líquida, oxigena o cérebro e o organismo e ajuda o corpo a perder peso.

9.       Faça acompanhamento com seu médico vascular

Os exercícios realizados para melhorar o sistema linfático e venoso das pernas devem ter o acompanhamento do médico vascular.

Caso a paciente já esteja com problemas de circulação, o seu sistema arterial está doente, comprometido e o oxigênio não está chegando como deveria a todas as partes do corpo. Nesse caso, a musculatura se cansa muito mais rápido.

Por isso, é importante que o médico saiba como o seu paciente está se exercitando, se cuidando e, dessa forma, possa orientá-lo da melhor forma possível a tirar todo o proveito dos exercícios físicos para prevenção e combate às varizes.

Essas foram algumas dicas importantes para que as mulheres possam evitar as varizes no verão, além de amenizar os sintomas durante todas as outras épocas do ano. Exercitar-se, alimentar-se de maneira saudável e ter orientação médica são essenciais para uma vida com mais qualidade e longe das varizes.

 

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Dicas para o Lipedema

Vascular.pro - dom, 12/20/2020 - 12:47

Uma vez que você foi diagnosticada com lipedema, uma nova vida vai começar para você, até certo ponto. Costumo dizer que muda a sua jornada, agora para uma jornada que você tem chances de melhorar. Além da lipoaspiração para remoção cirúrgica do tecido adiposo subcutâneo doente do lipedema, existem muitas outras possibilidades de tratamento para melhora da sua qualidade de vida! E é importante que você aprenda e experimente, descobrindo o que funciona melhor para seu corpo. Entre elas, o uso de roupas íntimas de compressão e as atividades esportivas são alguns pilares importantes do tratamento clínico do lipedema.
Ambos devem te acompanhar de agora em diante para ajudar controlar os sintomas da melhor forma possível.
Os tópicos de nutrição e moda do lipedema também desempenham um papel extraordinário. As roupas certas te darão mais autoconfiança e uma dieta com conhecimento anti-inflamatório e com baixo teor de carboidratos ajuda você a se sentir mais em forma e mais saudável, além de ajudar na diminuição de volume e sintomas.

Lipedema: Perguntas frequentes

O lipedema levanta muitas dúvidas entre as pacientes. Como funciona a lipoaspiração? A terapia conservadora pode substituir a lipoaspiração? Quando estarei apto novamente após a cirurgia?

Nós respondemos essas e muitas outras perguntas em nossas nos respectivos links.

Lipedema & Esportes Exercícios aquáticos

O esporte e o exercício devem desempenhar um papel importante em sua vida. Quem se esforça fisicamente não faz apenas algo pela sua aparência, mas, acima de tudo, pela mente, através da liberação de endorfinas. Por si só, o esporte pode nos deixar animados e simplesmente afastar os pensamentos ruins.
Os esportes aquáticos como a hidroginástica, o ciclismo aquático (hidrobike, acqua cycling) ou mesmo a natação são particularmente recomendados para o lipedema.
A pressão exercida pela água resulta na compressão homogênea e naturalmente graduada, que por ser mais uniforme é mais agradável para mulheres afetadas pelo lipedema e melhora o retorno linfático. Sendo assim, em alguns casos, pode ser até mais aceitável do que a drenagem linfática clássica.

Preparador físico

Poucos profissionais são dedicados atualmente ao lipedema, portanto sugerimos informar o seu preparador sobre a doença. A compreensão da doença, o treinamento adaptado e a motivação garantem que os pacientes se sintam melhor, esvaziem suas mentes e voltem a desfrutar da atividade física. É importante que não apenas as regiões afetadas pelo lipedema recebam atenção, mas que todo o corpo seja devidamente treinado.

 

Nutrição lipedema

Embora o lipedema definitivamente não seja causado pela obesidade, a obesidade pode ser um efeito colateral da doença. É frequente a associação de obesidade com o lipedema, principalmente em fases mais avançadas da doença. Se você busca uma alimentação saudável e balanceada, pode fazer muito para uma bela aparência e melhorar seu bem-estar. Hoje já existem recomendações dietéticas específicas para pacientes com lipedema, vale a pena seguir algumas dicas úteis.

Lipedema: O que vestir?

Muitas pacientes com lipedema têm dificuldade em encontrar algo para vestir. Geralmente, você precisa prestar atenção aos materiais que fluem e caem bem, que embelezam sua aparência e proporcionam uma sensação agradável. Evite roupas justas que prendam e sejam desconfortáveis.

Grupos de autoajuda

Antes de mais nada entenda o que é bioindividialidade! O que funciona para uma pessoa não necessariamente vai funcionar para outra. Por isso é essencial o seguimento com médicos especializados no lipedema. Mas os grupos de autoajuda são uma excelente fonte de inspiração para dicas de moda, já que as pessoas afetadas trocam regularmente suas experiências. Cuidado com pessoas que possuem conflitos de interesse, algumas estão nessa apenas para se aproveitar da vulnerabilidade das pacientes.  Sugerimos este grupo no facebook.
O ajuste certo é particularmente importante quando se trata de roupas íntimas de compressão. A pressão de compressão deve gradualmente ir ficando mais fraca da mão ou do pé até o coração. Se não for esse o caso, o edema no fim da extremidade (braços e pernas) pode piorar. O uso regular de meias de compressão personalizadas reduz o inchaço e, acima de tudo, deve evitar que o edema volte a piorar. Acredito que a compressão elástica tenha o melhor momento para ser usada e indicada, e não é nas piores fases do lipedema

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Como dormir depois de uma cirurgia das varizes?

Vascular.pro - qua, 12/16/2020 - 19:11

As varizes são uma doença de caráter progressivo que começa com o surgimento de pequenos vasinhos nas pernas e evolui para veias dilatadas, grossas e saltadas na pele. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dores, inchaço e cansaço na região das pernas e, muitas vezes, podem provocar tromboses.

Felizmente, a cirurgia das varizes tem um resultado bastante satisfatório e o período de recuperação também é bem tranquilo, uma vez que o procedimento é pouco invasivo. Algumas mulheres têm dúvidas em relação aos cuidados a serem tomados na hora de dormir. Por isso, vamos falar um pouco sobre isso no artigo de hoje. As principais dicas são:

Durma com os pés elevados

Use um travesseiro macio e flexível para acomodar os pés durante as noites de sono. É uma maneira de manter os seus pés em uma altura diferente do restante do corpo, estimulando a circulação no local.

O travesseiro não deve servir de apoio para a extensão da perna que vai dos pés até o joelho, ou seja, a panturrilha, pois assim pode dificultar o retorno venoso.  Apoiar somente a panturrilha não é recomendado. Algumas pessoas relatam o uso de travesseiros anti-refluxo usados nas pernas.

Além de ativar a circulação, elevar os pés reduz o inchaço e diminui as dores, contribuindo também para uma noite de sono mais tranquila e revigorante.

Posição de Trendelemburg

Ficar com os pés acima da posição do corpo deitado também é chamada de posição de trendelemburg e é muito utilizada devido aos seus ótimos resultados. No pós-operatório da cirurgia de varizes, essa posição é recomendada para prevenir complicações, dentre elas a trombose venosa.

Friedrich Trendelemburg é o nome do cirurgião alemão que fez a descrição dessa posição, identificando-a como capaz de estimular a circulação sanguínea das pernas. 

Levantar os pés da cama

É importante que os pés do paciente fiquem elevados para facilitar a estimular a circulação sanguínea da área, mas como é um pouco difícil se manter nessa posição durante toda a noite a recomendação é elevar os pés da cama, pelo menos nos primeiros dias após a cirurgia.

Essa posição eleva não só os calcanhares e as pernas, mas toda a região abaixo do quadril, o que é muito benéfico para as pernas, pois facilita o trajeto do sangue que sai das pernas para o restante do corpo.

Essa estratégia também deve ser seguida durante o dia, porém, alternando com a posição normal. A partir ddo primeiro dia, já é possível se movimentar pela casa, sem excessos e fazendo o equilíbrio com os momentos de descanso.

Deixe a sua cama confortável

As primeiras 24 horas após a cirurgia de varizes são cruciais para a recuperação da paciente. Por isso, é recomendado o repouso relativo. Durante a noite, é importante que a paciente tome todas as precauções para ter uma noite de sono tranquila, mantendo-se em uma posição confortável e evitando a movimentação das pernas.

Tome um chá, use uma roupa de cama limpa, use um travesseiro macio e que acomode bem as pernas até o joelho e, se possível, conte com a ajuda de alguém durante a noite para beber água ou ir ao banheiro, por exemplo.

Às vezes pequenos sangramentos podem sujar a cama, para evitar, forre com toalhas.

Outros cuidados pós-operatórios importantes

Além de ter o cuidado na hora de dormir, também é de fundamental importância evitar certas práticas, comuns no cotidiano. São elas:

  • Evitar tomar sol durante os próximos 30 dias. Após esse período, usar sempre protetor solar.

  • Atividades físicas podem ser feitas, frequentemente, a partir do sétimo dia após a cirurgia, desde que sejam exercícios leves e liberados pelo cirurgião vascular. Outras práticas mais exigentes precisam da liberação do médico que acompanha a paciente.

  • Evite tomar banho nas primeiras 24 horas, evitando principalmente coçar ou esfregar a região dos curativos.
Acompanhamento médico é fundamental

O retorno ao médico vascular responsável pela cirurgia deve ser seguido à risca, de acordo com o estabelecido. Geralmente, essa consulta acontece em até duas semanas e é importante porque o médico precisa saber como está a paciente e o processo de recuperação. O retorno após um mês permite avaliar possíveis vasinhos estéticos que necessitem de escleroterapia.

Lembrando que, dentro desse prazo, a paciente pode identificar pequenos hematomas na pele, ocasionados pela cirurgia em si. Contudo, esses machucados tendem a desaparecer em pouco tempo e não devem ser motivo de preocupação.

E o que não fazer após uma cirurgia de varizes?

Assim como existem recomendações do que fazer, também há orientações a respeito do que deve ser evitado após a cirurgia de varizes. As mais comuns são:

Não use meias de compressão para dormir

As meias de compressão são indicadas tanto para o controle dos sintomas das varizes quanto para acelerar o período pós-operatório. No entanto, não é recomendado o uso durante o período da noite, quando a paciente estiver dormindo, apenas durante o dia. Com exceção do primeiro dia.

A não ser que seja uma recomendação do seu cirurgião vascular devido a alguma situação específica, mas, no geral, o uso de meias elásticas para dormir não é necessário. Use as meias ao acordar e retire-as antes de dormir.

Não mexa nos curativos

Os curativos presentes nas pernas podem ser um pouco incômodos, mas não devem ser mexidos e muito menos removidos antes do tempo indicado pelo médico. Durante o sono, é comum que a paciente coce as pernas na tentativa de se livrar do desconforto, mas é uma prática que deve ser evitada sempre.

Não tome analgésicos de forma indiscriminada

O pós-cirúrgico, geralmente, não é dolorido. O que pode acontecer são alguns desconfortos locais devido às intervenções nas pernas, mas totalmente suportáveis. Por isso, o uso de analgésicos deve ser prescrito pelo médico, se ele identificar a necessidade.

Tomar analgésicos por conta própria é prejudicial em todas as situações e não só após a cirurgia de varizes. Caso sinta alguma dor mais forte ou qualquer outro tipo de desconforto irregular, entre em contato com o seu médico e relate o ocorrido.

Só ele pode identificar alguma complicação que, porventura, possa ter acontecido que esteja causando dores além do normal e esperado.

Não fique deitada o tempo todo

O repouso após o pós-operatório é uma orientação geral e que deve durar 24 horas. Depois disso, a paciente já pode executar pequenos movimentos em casa, sem forçar muito as pernas.

Por isso, não há necessidade de ficar deitada todo o tempo que tiver disponível. Dormir muito durante o dia compromete totalmente o seu sono durante a noite, podendo provocar insônia e prejudicar o processo de recuperação.

Essas são algumas dicas que irão ajudar você a dormir melhor depois de uma cirurgia de varizes. O pós-cirúrgico é um período simples e tranquilo e após alguns dias a paciente já pode ter uma vida independente, porém, contando sempre com o acompanhamento do médico responsável.

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Confira 5 tipos de tratamentos de varizes

Vascular.pro - ter, 12/15/2020 - 11:43

As varizes atingem uma parcela considerável do público feminino. Além de comprometer a estética das pernas, as varizes também indicam problemas circulatórios e podem evoluir para doenças mais graves como a trombose. Felizmente, existem vários tratamentos para as varizes e é sobre eles que falaremos a seguir. Confira.

5 tratamentos contra as varizes

Os tratamentos para as varizes dividem-se em meios tradicionais, modernos, com aplicação isolada ou em conjunto. A escolha do procedimento depende da avaliação do médico especialista. Saiba mais a seguir.

1) Escleroterapia

A escleroterapia é um dos procedimentos mais usados no combate às varizes devido ao seu resultado satisfatório e simplicidade de execução. Esse tratamento consiste na aplicação de uma substância diretamente nas varizes, fazendo com que elas sequem e se tornem invisíveis.

A escleroterapia é indicada para o tratamento de varizes finas e vasinhos perceptíveis, que sempre causam muito incômodo estético nas mulheres. É um método invasivo e tanto a indicação quanto a sua aplicação deve ser realizada por um médico especialista como um cirurgião vascular.

Existem dois tipos de escleroterapia: a tradicional, com aplicação de glicose 75% e a com espuma, com aplicação de polidocanol. Vamos saber mais sobre elas a seguir.

a) Escleroterapia tradicional (aplicação de glicose)

Nesse tipo de tratamento, uma solução de glicose é injetada na área afetada com o intuito de fazer com que as varizes desapareçam. É uma técnica simples, apesar de invasiva e recomendada para vasos com até 2mm de diâmetro.

A glicose é uma substância natural e não provoca alergias ou rejeições no organismo. Apesar disso, é técnica de baixo poder esclerótico.

Algumas pessoas também podem se incomodar com o uso da agulha, mas, o incômodo provocado pelas aplicações é completamente suportável. Por isso podemos acrescentar a técnica Annox para sedação consciente.

Para que os resultados sejam satisfatórios é preciso realizar o tratamento completo, seguindo o número de aplicações recomendadas pelo médico que acompanha a paciente.

b) Escleroterapia com espuma (aplicação de polidocanol)

Essa modalidade é a mais indicada para vasos com até 4mm de diâmetro, embora possa funcionar com vasos de quase qualquer tamanho. Em vez da glicose, é aplicada nas veias uma solução esclerosante, com consistência de espuma, chamada de polidocanol. Essa substância é muito mais potente do que a glicose, mas tras outros riscos associados.

Esse procedimento não é recomendado para idosos, gestantes e pessoas que já tenham sofrido com embolia pulmonar.

2) Laser transdérmico

Nesse tipo de tratamento é utilizado um feixe de luz diretamente nas varizes, ocasionando o sumiço delas por causa do calor. O laser transdérmico pode ser aplicado de duas formas: isoladamente ou em conjunto com a escleroterapia.

Diferente da escleroterapia, o laser transdérmico é um método não invasivo. Sua aplicação é recomendada para tratar vasos de menor calibre e não é indicada para pessoas com histórico de câncer de pele ou outras doenças dermatológicas.

a) Tratamento isolado

Nessa opção, há apenas a aplicação do laser transdérmico, sem interferência de outros métodos.

b) Tratamento laser associado à escleroterapia (CLACS)

Nesse tipo de tratamento, são utilizados o laser e também a escleroterapia tradicional, com aplicação de glicose 75%. É uma metodologia recomendada e aplicada nas varizes de maior calibre que não são removidas totalmente apenas com a escleroterapia e nem com o laser.

Ao juntar esses dois tratamentos, o resultado é mais completo e satisfatório.

3) Microcirurgia

A microcirurgia é indicada para o tratamento de varizes de pequeno e médio porte e é considerado um procedimento minimamente invasivo. A cirurgia acontece após a aplicação de uma anestesia local e a sedação da paciente.

A microcirurgia é utilizada para a retirada da veia varicosa através de incisões mínimas e que não necessitam de suturas. A cicatrização é rápida e o pós-operatório também é tranquilo.

A única contraindicação é para pacientes que tenham alguma alergia às substâncias anestésicas ou que sofram de alguma doença grave cardiovascular.

4) Safenectomia tradicional (stripping)

Um dos tratamentos mais tradicionais das varizes, a safenectomia é recomendada para aquelas veias extremamente tortuosas e dilatadas, com funcionamento quase nulo. O procedimento consiste na retirada da veia safena, localizada nos membros inferiores.

É considerada a técnica mais agressiva de tratamento das varizes, mas têm ótimos resultados a longo prazo, além de execução simples.

5) Termoablação de safenas e perfurantes

Esse tratamento de varizes é uma modalidade recente, mas já com muitos adeptos e resultados excelentes. Fazemos a termoablação com laser há mais de 1 década e chegamos a publicar internacionalmente nossos resultados. A técnica consiste na aplicação de calor na veia safena para que a mesma deixe de funcionar.

O tratamento é minimamente invasivo e acontece por meio de uma punção da veia, sem incisões na pele. O médico é orientado pelo ultrassom durante todo o processo.

A termoablação pode ser executada de duas formas: a laser e por radiofrequência. Os dois tratamentos são eficazes, rápidos e com resultados duráveis. Veja a seguir detalhes dos dois tipos.

a) Termoablação a laser (endolaser)

No endolaser, o paciente é sedado por meio de anestesia local. A parede da veia doente é eliminada com a ação do calor emitido pela luz com apenas um comprimento de onda. É um procedimento que substitui a cirurgia tradicional.

b) Termoablação por radiofrequência

Essa opção de termoablação da veia acontece por meio de um eletrodo, localizado na extremidade de um cateter fazendo a liberação de energia de radiofrequência. É esse calor que destrói a veia doente.

Existem algumas vantagens nessas duas técnicas em relação aos meios tradicionais de tratamento de varizes: são menos invasivas, produzem menos hematomas e menos dores e garantem ao paciente uma recuperação mais rápida e satisfatória.

A termoablação não é recomendada para pacientes com histórico de trombose da veia safena. Por outro lado, obesos, idosos e pacientes que já tiveram linfedema respondem bem ao procedimento.

É importante salientar que um resultado eficaz do tratamento escolhido depende também do paciente e da sua disponibilidade em seguir as demais orientações repassadas no consultório como reduzir o peso, usar meias compressoras e manter uma alimentação saudável. Só assim é possível, de fato, usufruir de todos os benefícios oriundos do tratamento aplicado.

Como vimos, há diversos tipos de tratamentos de varizes. A indicação de um ou outro vai depender do médico que acompanha o caso, do tipo, tamanho das varizes e necessidade de cada paciente. Por serem procedimentos delicados, é crucial que sejam acompanhados por um especialista vascular. Também é de suma importância que o paciente siga todas as recomendações médicas para uma recuperação eficaz dentro do prazo estipulado.

 

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